Paulo Porto, o 'Pep Guardiola' dos Pampas, é o trunfo do São Luiz

Felipe Massa exibe sua Ferrari no Aterro do Flamengo (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)
Felipe Massa exibe sua Ferrari no Aterro do Flamengo (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

É uma brincadeira entre amigos. Mas não deixa de ter um fundo de razão. Um repórter de uma rádio de Ijuí chama Paulo Porto de Pep Guardiola dos Pampas. Evidente que não é para tanto. Mas o apelido deixa claro que o momento iluminado do comandante do São Luiz, o rival do Inter na final da Taça Piratini deste domingo, que terá transmissão em tempo real do LANCE!Net, não é mero acaso. Melhor treinador do Campeonato Gaúcho de 2012, ao ser campeão do primeiro turno com o Caxias e demitido na sequência.

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Mas o sucesso de Porto não é novidade. Em 2007, foi escolhido melhor técnico pela campanha com o Veranópolis, que venceu e eliminou o Inter campeão mundial. No ano seguinte, nova 'taça', pelo Inter de Santa Maria. Ano passado, a glória maior. O ex-bancário foi forjado nos campos de futebol amador. Sua família tinha grande ligação com o Pinheiros, time de Taquari. Cresceu no meio. Mas escolheu o caminho mais seguro e acabou estudando. Acabou formado em Administração e em um trabalho longe dos gramados. Profissionalmente, se aproximou do futebol novamente após se aposentar – o fez um dia após a abertura do prazo. Os espelhos não estão longe do Rio Grande do Sul.

- No dia que saí do banco, fui para o futebol. Não foi nada de novidade, foi um caminho natural. Tinha a vontade de seguir. Quando trabalha e analisa o contexto, procura olhar os treinadores que mostram alguma coisa, em termos de nomes tenho muitos, mas cito duas situações: Felipão, para mim, gosto dele da parte de grupo, de criar um ambiente família. Tendo os caras na mão, tu pode tirar o máximo. E o outro é o Luxa, pela estratégia. Procura ver os detalhes, está atento a tudo - disse Porto ao LANCE!Net.

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Para o duelo com o Internacional, no domingo, o comandante da equipe de Ijuí garante que o São Luiz irá entrar para se campeão. Trabalhou os pontos fortes colorados durante a semana e maneiras de surpreender os comandados de Dunga. Até porque a motivação é muito maior do que apenas um título de turno do Gauchão.

- O gostinho de ser melhor do Gauchão é muito bom, concorrer com grandes treinadores, só por isso é especial. Mas posso te dizer que não estou pensando nisso. Penso no que eu estou vendo aqui, nas filas dos ingressos, no que vejo na cidade. Por termos conseguido essa final. É a coisa mais importante daqui. A outra situação individual é consequência - comentou.

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O São Luiz iniciou mal na competição. Um empate e uma derrota derrubaram o técnico Tonho Gil. Porto assumiu e focou em um trabalho inicial na bola parada. Além disso, passou muita confiança para o elenco da equipe de Ijuí com o auxiliar Alessandro Telles. O grupo "comprou" a ideia passada por Porto. Algo muito característico do seu espelho Felipão. E desde então, são sete vitórias e um empate.

Apesar do título no Caxias, Paulo Porto não disputou a final de turno pelo clube da Serra gaúcha. Acabou demitido após a vitória. O treinador coloca a culpa na "vaidade" do então diretor de futebol, Marcos Caberlon. Avalia que o dirigente queria aparecer como o responsável por uma ascensão para a Série B – diz que o time estava encaminhado pelo padrão tático e boa campanha. Ou seja, queria ser visto como "o cara que subiu o Caxias". O tempo mostrou de que lado estava a razão.

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