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Por ora, União Europeia descarta boicote à Eurocopa

Confira o Prêmio Cariocão 2012 (Foto: Bruno de Lima)
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Dia 27/10/2015
21:04

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A União Europeia (UE) decidiu, nesta segunda-feira, esperar até o último momento para decidir sobre uma possível retirada das seleções do bloco na próxima Eurocopa, que será disputada na Ucrânia, em resposta à situação da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, mas descartou um boicote esportivo à competição.

- Não há a hipótese de um boicote esportivo, de qualquer forma, as equipes estarão lá - explicou em entrevista coletiva o ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo.

Fontes da UE confirmaram à Agência Efe que, por enquanto, o bloco não cogitou retirar as seleções nacionais da Eurocopa, mas o debate se centra na conveniência ou não que representantes políticos viajem à Ucrânia. Neste ponto, as posturas foram "diversas", segundo García-Margallo, portanto, o que "foi decidido é esperar até o último momento para adotar uma posição comum" por causa da situação da líder opositora ucraniana, que está presa.

Segundo o ministro espanhol, entre as possibilidades que estão sobre a mesa há a de não enviar nenhuma autoridade política aos partidos ou a fazê-lo, mas com uma "advertência prévia para que isso não represente aprovar uma conduta que consideramos contrária ao estado de direito".

A chefe da diplomacia comunitária, Catherine Ashton, ressaltou por sua vez que ainda não chegou o momento de tomar uma decisão sobre a presença institucional na Eurocopa, embora tenha dado seu apoio à Comissão Europeia e às autoridades dos países que já decidiram não comparecer à Ucrânia.

Na mesma linha, o ministro de Relações Exteriores da Holanda, Uri Rosenthal, declarou que o governo ucraniano "ainda tem tempo de fazer o que é preciso: mostrar uma melhora visível da situação da senhora Tymoshenko".

Outros, como seu colega belga, Didier Reynders, consideraram no entanto que o boicote político é "indispensável".

Ashton, que amanhã receberá em Bruxelas o primeiro-ministro ucraniano, Mykola Azarov, espera que Kiev exponha sua postura e traga algum compromisso que permita melhorar as relações com a UE.

Os 27 países-membros do bloco e a Ucrânia fecharam um acordo comercial e de associação política, mas que está pendente de assinatura por causa da preocupação da UE pelo caso Tymoshenko e as dúvidas sobre a Justiça e o respeito aos direitos básicos no país do leste europeu.

- Nós queremos assiná-lo, mas a Ucrânia deve demonstrar que compartilha nossos valores - disse Ashton.

Segundo a alta representante, a UE vai acompanhar muito de perto o desenvolvimento das eleições parlamentares de outubro deste ano, que serão cruciais para sua avaliação da realidade ucraniana.

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