Olimpíadas Escolares brasileiras são referência internacional

O Brasil ainda não se tornou uma potência olímpica, mas já serve de modelo a vários países quanto se trata de Olimpíadas Escolares, um dos cinco maiores eventos esportivos escolares do mundo. Nesta edição dos jogos, que acontece em João Pessoa e conta com mais de 3 mil atletas participantes entre 12 e 14 anos de idade, há 16 observadores internacionais, representantes de seus comitês olímpicos nacionais, conhecendo a estrutura do evento para aplicar em seus países parte do viram aqui.

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- Convidamos os 204 países membros do COI. Recebemos 42 inscrições, entre elas algumas de países que já havia participado do programa anteriormente, e selecionamos 16 participantes - contou Edgar Hubner, diretor geral dos jogos.

O programa, que, entre 2007 e 2009 foi organizando de maneira independente pelo COB, passou a fazer em parte, em 2010, do programa de intercâmbio de conhecimento esportivo Solidariedade Olímpica Internacional, do COI, e, desde 2007, já trouxe 44 observadores internacionais, dos cinco continentes, às Olimpíadas Escolares.

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Entre os aspectos que mais chamaram a atenção dos visitantes estão a organização do evento, o alto nível técnico dos participantes e, principalmente, o programa de atividades culturais de que participam os atletas.

- Este evento promove um grande intercâmbio de experiências entre os atletas. Essa é a base dos jogos escolares. A mescla entre jogos, competição, esporte, cultura e atividades sociais faz com que os jovens amem o esporte. É preciso continuar assim - destacou Yu Wang, coordenador do departamento de esporte na juventude do Comitê Olímpico Chinês.

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- A oportunidade de viajar e conhecer outros estudantes é muito motivadora para esses jovens atletas. Além disso, no centro de convivência eles têm a possibilidade tirar fotos vestindo o uniforme oficial da delegação brasileira, que foi usado nos Jogos Pequim 2008 e fingir que são vencedores. Certamente levarei esse modelo para o meu país - explicou a eslovaca Terezia Slancova, que ficou emocionada ao conhecer o joador de vôlei de praia Ricardo, medalhista de ouro em Atenas 2004 e embaixador desta edição das Olimpíadas Escolares.

- Para mim, foi uma grande emoção, imagina para esses pequenos atletas. Eles têm a chance de conhecer ídolos olímpicos, tirar fotos com eles, pedir conselhos, fazer perguntas.

Neste ano, além de China e Eslováquia, participam também representantes de Botswana, Ilhas Cook, Dominica, Equador, Georgia, Indonésia, Irã, Malaui, Moldávia, Qatar, Sérvia, Emirados Árabes Unidos, Moçambique e Portugal. E não é só para países em desenvolvimento que o Brasil serve de modelo. Ano passado, estiveram nas Olimpíadas Escolares respresentantes de Rússia e Austrália, que, inclusive, convidou o Brasil para participar do Festival da Juventude Australiano, em 2013, que acontece no parque olímpico dos Jogos de 2000, em Sydney.

Durante a estadia em João Pessoa, os obervadores também apresentaram aos organizadores das Olimpíadas Escolares a estrutura dos jogos estudantis em seus países, e o Brasil também já tem tradição em enviar seus representantes para outras competições.

- O Brasil tem que continuar assim e vai atrair cada vez mais estudantes para a prática do esporte. O Brasil tem um futuro próximo brilhante no esporte - ressaltou Wang, que vê a formação de professores de educação física no Brasil como um modelo a ser seguido pela potência olímpica China.

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