Morte de Bin Laden repercute no esporte americano

Bernard, do Atlético-MG (Foto: Divulgação)
Bernard, do Atlético-MG (Foto: Divulgação)

Da mesma forma que o esporte americano foi um dos primeiros a sentir o reflexo dos atentados terroristas em 2001, agora ele foi um dos
primeiros a reagir à morte do mandante daqueles ataques, Osama Bin Laden, líder da organização terrorista Al-Qaeda, anunciada na noite do
último domingo.

Enquanto o presidente americano Barack Obama discursava para anunciar a morte, torcedores que assistiam à partida entre New York Mets e
Philadelphia Philies, pela liga americana de beisebol (MLB), começaram a gritar o nome de seu país: "USA, USA".

Encontrar – e matar – Osama Bin Laden foi considerada uma vitória para o povo americano. Afinal, em 2001, cerca de três mil pessoas morreram nos quatro atentados coordenados pelo terrorista contra prédios em Nova Iorque.

Naquele ano, a temporada de alguns campeonatos nos Estados Unidos foi diretamente afetada. A liga de beisebol, por exemplo, foi interrompida por causa dos ataques, o que atrasou em quase um mês o término da temporada.

O mesmo aconteceu na NFL, liga de futebol americano. Os jogos que estavam previstos para acontecer nos dias 16 e 17 de setembro foram transferidos para o começo de janeiro. Depois dos atentados, todas as equipes passaram a usar marcas nos uniformes em homenagem às vítimas. O New York Jets e o New York Giants usaram também símbolos em suas roupas em memória aos bombeiros que morreram durante os resgates.

Pelo Twitter, diversos jogadores americanos comentaram a morte do líder da Al-Qaeda. Porém, ninguém causou mais polêmica do que Chris
Douglas-Robert, do Milwaukee Bucks, franquia da liga de basquete. Em sua página, o jogador criticou o país.

"Dez anos, duas guerras, 919.967 mortes necessárias para os Estados Unidos conseguiram matar uma pessoa. Isso é uma celebração? É o início
de uma guerra religiosa? Espero que não."

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