Marquinho teme que tropeço abale 'parceria' no Flu

A relação do atual campeão brasileiro com sua torcida está no limite. Eliminado na semifinal da Taça Guanabara para o pequeno Boavista, o Tricolor faz um jogo de vida ou morte nesta quarta, contra o Nacional (URU), no Engenhão. Válido pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, seria um exagero encarar o confronto como decisivo. Mas, no quesito "paciência da torcida", ele pode ser um divisor de águas.
- Temos a noção exata de que, se não vencermos pelo menos esse jogo, não vamos manter essa parceria com o torcedor, que tem o direito de cobrar. Ele está indo a jogos e tem que ver o time jogando bem. Sabemos que precisamos das vitórias, ainda mais na Libertadores, que são poucos jogos e um resultado ruim pode nos complicar - reconheceu o apoiador Marquinho, titular no fracasso diante do Boavista e que muito provavelmente seguirá na equipe principal (já que o técnico Muricy Ramalho ainda não confirmou os 11 titulares).
Veja a cornetada de Luciano Tavares, torcedor-símbolo do Flu
Há mais de dois anos nas Laranjeiras, o camisa 7 já conviveu com extremos do lado da arquibancada. Em 2009, teve que aturar as críticas após um início terrível no Campeonato Brasileiro, mas ajudou a reverter a situação com a arrancada histórica que livrou o Flu do rebaixamento (no qual o próprio jogador acabou marcando o gol decisivo). A partir da experiência de críticas e reverências, ele dá a dica de como os torcedores podem ajudar o time nesta fase difícil.
- Acho que já demonstramos que, quando o torcedores está junto, tendo paciência, conseguimos algo legal. A partir do momento em que ele pega no pé, começa a vaiar, isso tende a piorar a confiança do jogador. Tem que ter paciência porque, uma hora, o time vai vencer - pediu o jogador.
Após o compromisso desta quarta, o Flu terá apenas mais um jogo no seu território. Por isso, tamanha importância tem se dado ao confronto com os uruguaios.
- Tem mais jogos difíceis depois. É extremamente importante porque, se não vencermos, ficará difícil. São seis jogos apenas. Temos que lutar para ganhar em casa, porque depois tem jogo fora e será ainda mais difícil - completou.
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