Lucio Flavio: 'Hoje, voltar ao Botafogo é difícil'

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Lucio Flavio mostra camisa do Atlas. Com ela fez 12 jogos e nenhum gol (Foto: Alexandre Loureiro)
De férias no Rio de Janeiro, Lucio Flavio conversou com o LANCENET! sobre 2010, o último ano com a camisa do Botafogo, e os seis meses pelo Atlas, do México. Colocado na lista de transferência de seu atual clube, o apoiador de 32 anos acredita que possa reverter à situação após uma melhor conversa com a diretoria e revelou que seria complicado retornar agora ao Glorioso, apesar da identificação.
- Minha adaptação foi um pouco difícil, mas já estou pronto. Lá, o futebol é corrido. Fiquei mais na reserva pois meu time ganhou as três primeiras partidas no campeonato e o técnico preferiu manter a base. Hoje, voltar ao Botafogo é difícil. Aquilo que passou a gente guarda na lembrança. Não dá para falar que não vai acontecer um dia, mas tenho contrato com o Atlas até junho de 2012 - comentou.
Sempre sereno, Lucio Flavio tabelou com a reportagem por cerca de vinte minutos na praia da Barra da Tijuca sobre os temas:
FALHA NO PROJETO LIBERTADORES
- Faltaram detalhes para nós, principalmente na última rodada, contra o Grêmio. Fui colocado no banco e alguma coisa houve, mas não sei o que aconteceu. Eu era o capitão do time. A escolha do Joel pegou de surpresa até meus companheiros. Alguns vieram conversar comigo. Não sei se o clube tinha o conhecimento de que talvez eu não fosse ficar. Procurei respeitar e não criei uma situação chata, mas o resultado mostra que a mudança foi um erro. Foi uma opção ruim.
PERSEGUIDOS PELA TORCIDA
- Acho que isso vem de uma minoria, mas a repercursaão dentro do elenco é muito negativa. Aconteceu comigo, com o Juninho, com o Leandro Guerreiro... Daqui a pouco, os atletas que estão lá dentro vão perceber: "Opa, se eu errar, o próximo persegudo serei eu". Acaba criando uma situação ruim no clube. Mas lideres, ídolos, como Loco Abreu, já destacaram a importância dos vaiados. Criar antipatia por um ou outro jogador é péssimo, pois a pressão passa para todos.
MOMENTO DE SAIR
- Pensei muito nos fatores positivos e negativos. Quando recebi a proposta, achei que era o momento de sair, de viver uma experiência internacional. Foi algo discutido demais com minha família. Sempre existem mudanças, não só da parte do atleta, mas da comissão técnica, da diretoria... Isso faz com que as portas fiquem abertas no Botafogo.
JOBSON
- Tem muitas pessoas tentando ajudar. A gente tentou muito papo com ele, mas o próprio precisa querer mudar a postura. Ele criou uma situação negativa para a carreira e deve buscar força. Quem conviveu com ele torce para que recupere a boa imagem e reconquiste aquilo que se perdeu com o mal caminho.
PELÉ BRANCO
- Foi só um repórter que fez esse comentário e o apelido não pegou. O jornalista que formulou a pergunta devia estar no primeiro dia de trabalho, pois mostrou não entender muito de futebol. Pelé é incomparável. Não existe Pelé branco, nem verde, nem laranja.
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