Na Itália, Brasil tenta por fim à hegemonia americana na praia

27/10/2015 23:26

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Diego Bocão (Foto: Arquivo pessoa)
Diego Bocão (Foto: Arquivo pessoa)

O Campeonato Mundial de vôlei de praia que começa a ser disputado nesta segunda-feira na Itália será mais uma oportunidade para as mulheres brasileiras acabarem com a hegemonia americana.

Desde o título mundial de Adriana Behar e Shelda em 2001, em Klagenfurt (AUS), o Brasil não tem uma parceria mo primeiro lugar do pódio em uma grande competição.

Nestes dez anos foram realizados mais quatro Mundiais e duas Olimpíadas. Nos seis eventos, os Estados Unidos conquistaram o título. Só Walsh e May foram responsáveis por cinco deles. Além do bi-olímpico, foram campeãs mundiais em 2003, 2005 e 2007.

Na última edição, em 2009, April Ross e Jennifer Kessy mantiveram o domínio ianque nas areias.

Para acabar com esta hegemonia, a maior esperança nacional recai mais uma vez nos ombros de Juliana e Larissa, líderes do ranking mundial. Hoje, na estreia, elas enfrentam as italianas Toth e Benazzi.

A falta de título das brasileiras em Mundiais e Olimpíadas contrasta com o desempenho no Circuito Mundial. Nos últimos seis anos, Juliana e Larissa foram campeãs cinco vezes. Apenas em 2008, ano em que Juliana sofreu grave lesão no joelho direito, elas não levaram a taça, que acabou com Ana Paula e Shelda.

– Essa é a competição mais difícil que disputamos ao longo do ano, tanto que nunca conseguimos conquistar a medalha de ouro, apenas a de prata. Estamos no ciclo olímpico e esperamos conseguir a maior pontuação nessa etapa – disse Juliana.

Mais uma vez as principais rivais das brasileiras serão Walsh/May. As americanas retomaram a parceria em 2011 após dois anos e até agora não reencontraram o melhor ritmo, tanto que são quintas no ranking.

– Elas ainda estão pegando ritmo, mas formam uma grande duplas. Com certeza brigarão por este título – analisou a campeã Shelda.

O Brasil conta ainda com mais três parcerias na chave principal.

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