Gabriel Silva, revelação do Verdão, quase parou de jogar
Um garoto tímido e ainda sem muito jeito para as entrevistas. Ao mesmo tempo, um jovem com potencial e principal aposta vinda das categorias de base. Este é Gabriel Silva, o atual titular da lateral esquerda palmeirense. Nesta sábado, contra o Goiás, às 18h30, na Arena Barueri (com transmissão em tempo real no LANCENET!), ele quer provar mais uma vez o valor dos jogadores formados dentro do Palmeiras.
Mesmo com apenas 19 anos, o lateral-esquerdo já passou por muitas provações na carreira. Quem analisa suas boas atuações com a camisa do Verdão nem imagina que ele quase encerrou a carreira há três anos, quando ainda estava em Piracicaba, sua cidade natal.
– Quando tinha 16 anos, fui para o XV de Piracicaba e jogava de graça. Na época, não quiseram pagar meu salário. Então, decidi voltar para a escola – disse o palmeirense ao LANCENET!.
Gabriel Silva: Direto da base para a titularidade do Verdão
Sempre com o apoio da família e de amigos, Gabriel Silva voltou para os gramados um ano depois, após ser aprovado em testes no Limeira F.C. Desde então, sua carreira só decolou. Observado pelo então coordenador das categorias de base, Jorginho, ganhou uma chance no Palmeiras. E as boas atuações o levaram ao time principal com a vaga de titular.
– Estou feliz. É um clube grande. Sempre sonhei com isso. E sonho com a Seleção. Qual jogador nunca sonhou com isso. E com a seleção olímpica também. Quero fazer minha história no Palmeiras – disse.
Inspirado no ex-palmeirense Júnior, Gabriel Silva sonha em repetir a história de sucesso. Assim como o antigo lateral, Felipão e Murtosa têm feito um trabalho especial com o jovem. Falta chegar aos títulos. E potencial para isso, ele tem. E muito.
A trajetória do jovem
Início
Nascido em Piracicaba, jogava em escolinhas locais. Então, foi para o Primavera, com a ajuda do amigo da família, seu Valdir.
Fim precoce?
Com 16 anos, foi para o XV de Piracicaba. Como jogava de graça, decidiu abandonar a carreira no futebol e voltar a estudar.
O retorno
Com a ajuda de outros amigos (seu Jorge e seu Benero), recebeu o convite para um jogo em Limeira. Com boas atuações, foi chamado para jogar pelo Limeira, pelo dono do time, seu Osmar. Tinha 17 anos.
No Verdão
Em 2008, o Limeira fez parceria com o Rio Claro. Após ser observado por Jorginho, foi emprestado ao Palmeiras para disputar um torneio de juniores em Porto Seguro. Agradou tanto que ficou para disputar a Copa São Paulo de Juniores, em 2009, e foi contratado. Neste ano, após disputar outra Copinha, subiu para o profissional.
Confira um bate-bola com Gabriel Silva
'Quero fazer minha história pelo Palmeiras'
LANCENET!: Qual sua análise sobre seu momento atual no Palmeiras?
Gabriel Silva: Estou muito feliz. É um clube grande e sempre sonhei com isso. E sonho com a Seleção Brasileira. Qual jogador nunca sonhou em poder jogar pela Seleção? E com a seleção olímpica também. Quero fazer minha história pelo Palmeiras.
LNET!: Felipão chegou a criticar a base do Palmeiras. Como é saber que você é um dos jogadores que vieram da base e ele confiou?
GS: Acho que ele falou para motivar os meninos da base. Agora, tem de trabalhar cada vez mais. Sempre trabalhei fortemente e busquei meus objetivos.
LNET!: E qual seu diferencial?
GS: Trabalho sempre após os treinamentos. Meu objetivo é chegar na Seleção. O (Flávio) Murtosa (auxiliar de Felipão) me pega e trabalha cruzamentos.
LNET!: E como são esses treinos?
GS: Chega a ser meia hora de trabalho. Ele diz que o lateral tem de chegar no fundo e cruzar. Isso é essencial. Quando cheguei, os cruzamentos não estavam muito bons e viram que precisava melhorar. Com esses treinamentos, consegui melhorar.
LNET!:Então você recebeu elogios após os cruzamentos para dois gols contra o Universitário de Sucre (BOL), pela Sul-Americana?
GS: Quando entrei no vestiário, o Felipão me cumprimentou e deu os parabéns. E naquela hora, fui agradecer ao Murtosa.
LNET!: Em quais laterais pela esquerda você se inspira?
GS: Gosto muito do Marcelo, que está no Real Madrid (ESP). E do Júnior, do jeito que ele bate na bola. Ele é muito forte no apoio e marca bem. Admiro isso nele.
LNET!: Você sabe jogar com as duas pernas. Isso é um diferencial?
GS: Com certeza. Meu pai sempre me falava para saber jogar com a perna direita também. Coloquei isso na minha cabeça e fui treinando. É uma qualidade a mais. É bom porque quando você está chegando perto do adversário, ele não sabe com qual perna você vai sair. Isso é muito bom.
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