Esporte olímpico com uma das menores evoluções em resultados, hóquei busca apoio para 2016

27/10/2015 23:26

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Dona Maria do Carmo enfeitou casa para despedida do Olímpico (Foto: Eduardo Moura)
Dona Maria do Carmo enfeitou casa para despedida do Olímpico (Foto: Eduardo Moura)

Enquanto o Comitê Olímpico Brasileiro mira o Top 10 no quadro de medalhas na Olimpíada do Rio em 2016, o hóquei do país parte do zero em busca de sua primeira aparição olímpica. Para viabilizar isso, a Confederação Brasileira de Hóquei sobre Grama (CBGH) firmou convênio de R$ 6,3 milhões com o Ministério do Esporte, e uma parceria com a Federação Internacional (IHF), que enviou o técnico holandês Bert Bennick para ser o consultor da entidade.

Segundo o gerente geral da CBHG, Eduardo dos Santos, a verba federal será destinada para a preparação das equipes e para a construção de cinco campos sintéticos.

No Brasil, o hóquei é um dos esportes que menos evolui em resultados. Ele foi a única modalidade olímpica a não participar do Pan-2011. Para o dirigente, isto é explicado pela falta de recursos. Como a verba era reduzida (em 2012 a entidade recebeu R$ 1,3 milhões de repasse da Lei Agnelo/Piva), era preciso selecionar em quais competições participar. O critério era baseado na possibilidade de bons resultados, o que afetava a experiência internacional.

– Na Copa do Mundo a gente não colocava porque não tinha condição de participar – disse o gerente.

Além de Bennick, a IHF concedeu a CBHG dois mil tacos, mil bolas e 50 equipamentos de goleiro, que foram divididos entre as federações do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo e destinados também ao projeto de divulgação nas escolas. Como contrapartida, a federação impôs que as Seleções estejam entre as 30 melhores no masculino e 40 no feminino para jogarem em 2016. Atualmente, os homens estão em 33, enquanto as mulheres ocupam a 51 posição.

Um sinal de evolução é a escolha do Brasil como uma das sedes da segunda rodada da Liga Mundial, entre 18 e 24 de fevereiro, no Rio. Além do intercâmbio técnico, a CBHG poderá adquirir experiência.

– Existem conversas iniciais para transmissões de televisão, o que antes não existia – disse dos Santos.

A entidade se inspira no modelo adotado pela Confederação Brasileira de Rúgbi para popularizar o hóquei sobre grama. A CBRu recebeu R$ 900 mil da Lei Agnelo/Piva em 2012 e ainda tem um projeto de marketing elaborado e oito empresas privadas patrocinando.

– Já conversei com eles. É o modelo a seguir – disse o dirigente.

Porém, dos Santos vê dois fatores prejudiciais em relação ao rúgbi: o campo, que não precisa ser sintético como no hóquei, e o contraste na visibilidade internacional.



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