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João Fonseca projeta chegada ao topo do ranking mundial

Número 1 do Brasil, de 19 anos, estreia nos próximos dias no Masters 1000 de Montreal

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
01/08/2026 12:28
Atualizado há 2 minutos
O respeito de Novak Djokovic por João Fonseca após a derrota em Roland Garros (Foto: Clément Mahoudeau / FFT)
O respeito de Novak Djokovic por João Fonseca após a derrota em Roland Garros (Foto: Clément Mahoudeau / FFT)

Em novembro de 2025, aos 19 anos, João Fonseca chegou ao 24º lugar no ranking mundial, a terceira melhor marca já alcançada por um tenista do pais, igualando o feito do gaúcho Thomaz Koch. Mas não é de hoje que o topo da lista da ATP é um dos objetivos do tenista carioca. Em entrevista à CNN, o atual 27º do planeta, que nos próximos dias estreia no Masters 1000 de Montreal, projetou essa meta.

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- Meus sonhos são ganhar Grand Slam e ser número 1 do mundo. Parece que está perto, mas estamos muito longe ainda, tem muito a ralar e evoluir. Espero, dentro de três a cinco anos, estar lá - contou o melhor tenista do país, que completa 20 anos no próximo dia 21 .

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O pupilo do técnico Guilherme Teixeira também falou sobre as inevitáveis comparações com Guga Kuerten, tricampeão de Roland Garros e único do país a chegar à liderança do ranking mundial, entre os homens. Thomaz Bellucci, ex-21º do mundo, foi o outro tenista brasileiro a superar o 24º lugar da lista da ATP.

- No começo, eu me pressionava um pouco mais, tipo 'será que vou conseguir fazer como ele fez', mas atualmente eu penso em fazer minha história. Esse é meu foco, não sinto pressão de ser um novo Guga. Eu quero ser um novo João. Comparações virão, é do esporte, mas vou evoluindo meu mental pensando nisso. O Guga é um ídolo para o Brasil e pro mundo inteiro, um cara com carisma sensacional. Espero um dia conseguir fazer pelo menos um terço do que ele fez - disse.

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O apoio incondicional dos pais, Christiano e Roberta, foi outro tema da entrevista de João Fonseca:

- A família é minha maior força. Minha mãe viajava comigo dos meus 8 aos 11, 12 anos e meu pai sempre me ajudou muito com a parte financeira e investimentos. Ter essa conexão me ajuda muito. Eles sempre me deram a liberdade de tomar minhas decisões.

João Fonseca e o aprendizado com o top 3

Com 54 vitórias em 90 jogos de ATP no currículo e dois títulos (em Buenos Aires e Basileia, ambos em 2025), o brasileiro disse que as derrotas para o espanhol Carlos Alcaraz, o italiano Jannik Sinner e o alemão Alexander Zverev, todas neste ano, o ajudaram a superar Novak Djokovic. Em maio, na terceira rodada de Roland Garros, o número 1 do Brasil conquistou, contra o ex-líder do ranking e então quarto do mundo, seu segundo e mais importante triunfo na carreira contra um top 10:

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- Acho que foi um dos fatores ter compartilhado a quadra com esses caras, ver o nível e a pressão de jogar contra eles, para conseguir ganhar do Djokovic. Foi uma experiência sensacional para ver minhas fraquezas e qualidades - reconheceu o 27º do mundo.

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