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Reforço no caixa na Copa do Brasil sustenta plano de Leila Pereira no Palmeiras

Alviverde pode atingir até R$ 96 milhões em premiações na Copa do Brasil

PorVitor PalharesSão Paulo (SP)
05/08/2026 10:20
Leila Pereira não aprovou saída de Filipe Luís no Flamengo (Foto: Fabio Giannelli/Agif/Gazeta Press)
Leila Pereira, presidente do Palmeiras (Foto: Fabio Giannelli/Agif/Gazeta Press)

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O Palmeiras vê na Copa do Brasil uma oportunidade de conciliar desempenho esportivo e retorno financeiro. A vitória por 3 a 0 sobre o Fortaleza, no jogo de ida das oitavas de final, deixou a equipe perto da classificação às quartas e de ampliar a arrecadação com premiações por mérito esportivo.

+ Palmeiras fecha 1° semestre com déficit e aposta em títulos e vendas para balancear contas

O título da principal competição mata-mata do futebol brasileiro rende ao campeão R$ 96 milhões, dos quais R$ 78 milhões correspondem à premiação pela conquista. Para chegar à decisão, um clube da Série A precisa superar seis fases eliminatórias. Até o momento, o Palmeiras eliminou o Jacuipense na quinta fase, com placar agregado de 7 a 1, e abriu vantagem de 3 a 0 sobre o Fortaleza nas oitavas de final.

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As premiações por desempenho esportivo fazem parte da estratégia da presidente Leila Pereira para equilibrar as contas do clube, que encerrou o primeiro semestre com déficit de R$ 124,046 milhões. Ao longo do ano, a dirigente afirmou em diferentes entrevistas que a prioridade da gestão é o desempenho esportivo, mesmo que isso implique abrir mão de receitas imediatas com a venda de jogadores. Por esse motivo, o Palmeiras recusou propostas por atletas considerados importantes para o elenco, como Flaco López e Allan. Eventuais negociações ajudariam o clube a equilibrar as contas e a se aproximar da meta de R$ 400 milhões em vendas prevista no orçamento aprovado pelo Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) para 2026.

- Nosso foco principal é a conquista de títulos! Nosso objetivo é proporcionar momentos inesquecíveis aos nossos torcedores. Juntos somos mais fortes - publicou Leila Pereira, em suas redes sociais, antes do jogo de volta contra o Fortaleza pela Copa do Brasil.

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Maurício, meia do Palmeiras comemorando gol em partida contra o Fortaleza na Copa do Brasil
Palmeiras venceu o Fortaleza na partida de ida da Copa do Brasil por 3 a 0 (Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress)

Premiação Copa do Brasil 2026

  • 5ª fase (32 participantes): R$ 2 milhões*
  • Oitavas de final: R$ 3 milhões*
  • Quartas de final: R$ 4 milhões
  • Semifinal: R$ 9 milhões
  • Vice-campeão: R$ 34 milhões
  • Campeão: R$ 78 milhões

*Valores já embolsados pelo Palmeiras

Em 2025, temporada em que registrou a maior receita de sua história, o Palmeiras foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Brasil. A equipe perdeu os dois jogos para o Corinthians, resultado que marcou a segunda eliminação para o rival ao longo da temporada.

As eliminações na Copa do Brasil, somadas à derrota para o Flamengo na final da Libertadores, fizeram o Palmeiras encerrar 2025 sem títulos e com três vice-campeonatos, fato inédito desde a chegada de Abel Ferreira ao comando da equipe.

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O resultado gerou desconforto internamente, sobretudo na presidente Leila Pereira, que iniciava o primeiro ano de seu segundo mandato e tinha como principal objetivo conquistar a Copa Libertadores. A avaliação da diretoria, porém, era de que a equipe estava próxima de voltar a disputar títulos e precisava apenas de ajustes pontuais, sem uma nova reformulação do elenco, como a promovida no início de 2025, quando o clube realizou mais de dez contratações.

Os superávits registrados nos últimos anos, aliados à saúde financeira estável do clube e ao jejum de títulos, fizeram a diretoria voltar as atenções ao desempenho esportivo e barrar possíveis saídas de jogadores considerados importantes. O pedido, inclusive, partiu do próprio técnico Abel Ferreira.

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O treinador admitiu a possibilidade de negociar atletas considerados secundários, mas afirmou que precisa manter o atual grupo, que considera o melhor elenco com o qual trabalhou desde que chegou ao Palmeiras, para brigar por títulos no segundo semestre.

- Nossa presidente foi muita clara, temos valorizado muitos jogadores do Palmeiras, normal ter equipes estrangeiras com propostas altíssimas para levar jogadores do Palmeiras. Só que neste momento, a equipe do Palmeiras tem força e sustentabilidade para dizer não (...) Não estou a conter em perder nenhuma peça-chave, mas se pagarem as cláusulas, está fora do nosso controle. Não há como evitar. Mas faço das minhas palavras, as da presidente. Não digo que não vamos vender, mas se tiver que acontecer, serão jogadores periféricos - detalhou Abel Ferreira.

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