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Com LeBron James, novo 76ers terá desafio para dividir protagonismo

LeBron deve assumir a criação do ataque, enquanto Maxey, Embiid e Brown terão de adaptar seus papéis no novo 76ers

PorJoanna ColaçoRio de Janeiro (RJ)
08/08/2026 13:40

Supervisionado porThiago Fernandes,
joel embiid e tyrese maxey (Foto: Jesse D. Garrabrant / AFP)
joel embiid e tyrese maxey (Foto: Jesse D. Garrabrant / AFP)

O Philadelphia 76ers terá um dos elencos mais talentosos da NBA na temporada 2026/27. LeBron James, Joel Embiid, Jaylen Brown e Tyrese Maxey formam um quarteto de estrelas acostumado a ter a bola nas mãos e assumir responsabilidades ofensivas. O desafio, agora, será fazer com que quatro protagonistas funcionem dentro do mesmo ataque.

A resposta sobre quem pode abrir mão de parte do protagonismo já começa a aparecer. O técnico Nick Nurse deu pistas de que LeBron será o principal responsável por iniciar as jogadas, o que deve provocar uma mudança importante na função de Tyrese Maxey. Nurse destacou a capacidade de criação do astro e afirmou que o veterano poderá iniciar as ações ofensivas tanto para si quanto para os companheiros.

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— LeBron James é um excelente criador de jogadas ofensivas. Nós o enxergamos como um cara capaz de iniciar os movimentos do nosso ataque. Aqui, no 76ers, ele vai criar para si mesmo e para os outros — afirmou o treinador em entrevista à NBC Sports,

A mudança coloca Maxey diante de um novo desafio. Armador titular da equipe nos últimos anos, o camisa 0 deverá atuar mais vezes sem a bola, explorando sua capacidade de arremesso e sua velocidade para atacar os espaços criados pelos companheiros. O técnico, no entanto, fez questão de ressaltar que a mudança não significa tirar a bola completamente das mãos de Maxey.

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— Tyrese Maxey é um ótimo arremessador. É bom ele estar preparado para os catch-and-shoots e bombas de longa distância. Mas não podemos esquecer o quão bom Tyrese é com a bola, como armador. Ser versátil e poder colocar outros jogadores em posições diferentes é sempre benéfico — explicou.

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Maxey é quem mais terá de se adaptar

A mudança de função de Maxey pode ser o primeiro sinal de como o novo 76ers pretende distribuir suas posses. Na temporada passada, o armador teve média de 28,3 pontos por jogo e era uma das principais referências ofensivas da equipe. Com LeBron assumindo mais responsabilidades na criação, Maxey provavelmente terá menos tempo de posse, mas poderá receber mais arremessos em situações favoráveis.

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A ideia é simples: em vez de Maxey precisar criar uma jogada do início ao fim, LeBron pode atrair a defesa e encontrar o companheiro livre para um arremesso de três. O armador também poderá utilizar sua velocidade em cortes, transições e ataques contra defesas já movimentadas. Ou seja, Maxey pode perder volume de criação sem necessariamente perder importância.

LeBron será o dono da bola

Aos 41 anos, LeBron chega ao 76ers com uma função que pode ser tão importante quanto sua capacidade de pontuar: organizar o ataque. Na temporada 2025/26, o astro teve média de 20,9 pontos e 7,2 assistências por partida. A tendência agora é que sua influência como criador aumente.

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A escolha também faz sentido pelo perfil dos outros jogadores. Embiid é dominante próximo à cesta, Brown pode atacar em situações de vantagem e Maxey é perigoso quando encontra espaço para acelerar ou arremessar. LeBron, portanto, pode funcionar como o ponto de conexão entre todos eles.

A mudança também pode ajudar o veterano a administrar melhor o desgaste físico. Em vez de precisar carregar o ataque em pontuação durante longos períodos, LeBron poderá controlar o ritmo e escolher os momentos em que será mais agressivo.

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LeBron James em ação na semifinal da Conferência Oeste da NBA 2025/26 (Foto: JOSHUA GATELEY / GETTY IMAGES)
LeBron James em ação na semifinal da Conferência Oeste da NBA 2025/26 (Foto: JOSHUA GATELEY / GETTY IMAGES)

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E quem vai sacrificar pontos?

A última temporada mostra o tamanho do problema. Brown terminou com 28,7 pontos por jogo, Maxey com 28,3, Embiid com 26,9 e LeBron com 20,9. Juntos, os quatro somaram uma média de 104,8 pontos por partida. É evidente que essa produção individual não será mantida quando os quatro estiverem dividindo quadra.

Por isso, a tendência é que o sacrifício aconteça de maneiras diferentes. Maxey deve abrir mão de parte do controle da bola e da criação, Brown pode ter de reduzir o número de isolations e arremessos que tinha em Boston, passando a atacar mais em situações criadas pelos companheiros, Embiid terá de dividir as posses no poste e os momentos de protagonismo com outros criadores e LeBron, por sua vez, pode abrir mão de parte do volume de pontuação para assumir ainda mais a função de armador. A grande questão será se esses sacrifícios resultarão em um ataque mais eficiente.

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Brown também terá de dividir o protagonismo

Jaylen Brown chega ao 76ers depois de uma temporada em que foi o principal pontuador do grupo, com 28,7 pontos por jogo. O ala, porém, já deixou claro que entende a necessidade de adaptação. Ao falar sobre o novo projeto, Brown destacou que o sucesso dependerá da disposição dos jogadores para fazer sacrifícios em nome da equipe.

Na prática, isso pode significar menos posses individuais e mais movimentação sem a bola. Brown pode se beneficiar justamente da presença de LeBron. Quando o astro estiver criando, o camisa 7 poderá atacar espaços, cortar para a cesta ou receber a bola já em vantagem.

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Embiid também terá uma nova dinâmica

Joel Embiid é outro jogador que precisará se adaptar à nova estrutura. O pivô teve média de 26,9 pontos por jogo na última temporada e historicamente foi o principal ponto de referência do ataque do 76ers. Agora, porém, terá ao lado dele três jogadores capazes de criar a própria pontuação.

A presença de LeBron pode, inclusive, facilitar a vida de Embiid. Se a defesa decidir dobrar a marcação no pivô, LeBron terá espaço para criar. Se a defesa permanecer concentrada no perímetro para impedir os arremessos de Maxey e Brown, Embiid poderá encontrar situações favoráveis no garrafão.

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O exemplo de outros supertimes com LeBron

A história recente da NBA mostra que grandes duplas e trios também precisaram passar por esse processo. Quando LeBron, Dwyane Wade e Chris Bosh se juntaram no Miami Heat, os três tiveram de reduzir seus números individuais para dividir o ataque. O mesmo aconteceu com Stephen Curry e Kevin Durant no Golden State Warriors.

Na temporada anterior à chegada de Durant, Curry havia marcado 30,1 pontos por jogo. Em 2016/17, primeiro ano do astro em Golden State, sua média caiu para 25,3. Durant também reduziu o volume que tinha em Oklahoma City. O resultado, entretanto, foi uma equipe mais difícil de marcar. Essa pode ser a principal referência para o 76ers.

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