Dois brasileiros levam prêmios no 'Oscar' do surfe de ondas gigantes
Lucas "Chumbo" Chianca e Rodrigo Koxa foram premiados e Maya Gabeira ficou em terceiro na disputa de melhor performance feminina

Os melhores surfistas de ondas grandes do mundo se reuniram na noite do sábado em Santa Monica, na Califórnia (EUA), para a edição 2018 do Big Wave Awards da World Surf League, considerada a maior premiação do esporte. Entre os premiados, dois brasileiros, Lucas "Chumbo" Chianca e Rodrigo Koxa, que roubou a cena ao ser anunciado como novo recordista da maior onda já surfada na história em todo o mundo. O paulista Rodrigo Koxa é agora oficialmente o dono do prêmio do Quiksilver XXL Biggest Wave com uma marca impressionante no surfe em ondas gigantes.
― Eu tento surfar ondas grandes por toda a minha vida e tive uma experiência que me marcou muito em 2014, quando quase morri em Nazaré. Por quatro meses, tive muitos sonhos ruins por isso, não viajei, fiquei com medo e foi a minha esposa que me ajudou bastante psicologicamente para seguir tentando. Agora, estou muito feliz e este é o melhor dia da minha vida. Obrigado a WSL por fazer com que o meu sonho se tornasse realidade ― disse.
O painel de jurados do Big Wave Awards concluiu que a onda surfada por ele em Nazaré, no dia 8 de novembro de 2017 em Portugal, tinha 24,38 metros (80 pés) de altura, ultrapassando o recorde de Garrett McNamara, numa onda de 23,77 metros surfada pelo havaiano em 2011. Este prêmio vai para o surfista que, por qualquer meio de registro disponível, pegou a maior onda do ano. Koxa não só ganhou a honra deste ano, mas também entrou no "Guinness World Records" pela maior onda já surfada por um ser humano.

Outro surfista do Brasil premiado no WSL Big Wave Awards na noite do sábado na Califórnia foi o jovem big rider de Saquarema, Lucas Chianca, conhecido por "Chumbinho" ou "Chumbo", quase um iniciante nesta modalidade. O atleta de apenas 22 anos de idade, venceu a etapa de Nazaré em Portugal esse ano e ganhou o prêmio "Men´s Best Overall Performance", de melhor performance numa etapa do WSL Big Wave Tour.
― Depois de um ano esperando esse dia, ele finalmente chegou. No ano passado, eu bati na trave, fiquei em segundo lugar, mas neste ano foi diferente. Eu trabalhei mais, treinei mais, me dediquei mais e deu tudo certo. Estamos aqui comemorando um título que veio para o nosso Brasil e agradeço a todos que fazem parte dele, como o Carlos Burle, meu mentor, e toda a minha equipe ― disse Lucas Chianca.
A carioca Maya Gabeira ficou em terceiro lugar na disputa pelo mesmo prêmio conquistado por Lucas Chianca, de melhor performance feminina nas etapas do WSL Big Wave World Tour. A vencedora foi a havaiana Paige Alms e a francesa Justine Dupont ficou em segundo lugar.

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