
Rio 2016: Torcida dá show de zoeira, cria memes e enlouquece rivais
Torcida deu um show à parte nos Jogos, acumulando situações engraçadas
As Olimpíadas do Rio 2016 ficaram marcadas não apenas pelos resultados em quadra, mas também por situações curiosas. Como é de praxe, os brasileiros transformaram casos simples em momentos engraçados, e eles ficaram escritos na história do esporte. Entre eles, o "chororô" do francês do salto com vara, os "Mamomas Assassinas" do boxe, a goleira estadunidense apavorada com o vírus da zika e a torcida pela goleira angolana de handebol.
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A 'humilhação' de Renaud Lavillenie pela torcida brasileira
Lavillenie chegou às Olimpíadas do Rio 2016 com a moral lá no alto. Então campeão olímpico e detentor do recorde mundial do salto com vara, era favorito ao ouro nos Jogos. Mas um dono da casa frustrou seus planos. Empurrado pela torcida, que vaiava o francês com força máxima no Estádio do Engenhão, Thiago Braz saltou a maior altura da sua vida (6,03m) e subiu ao lugar mais alto do pódio.
Após a derrota, Lavillenie chorou e disse ter se sentido humilhado pela torcida brasileira, ficando marcado como o "chororô" da Rio 2016. O francês alegou ter sido atrapalhado pelos cânticos e vaias da torcida durante a prova, o que se repetiu também no momento da premiação.

Mamomas Assassinas no boxe?
A torcida brasileira deu um show à parte no boxe. No segundo dia de lutas, quando o equatoriano Carlos Andrés Mina entrou no ringue, os brasileiros entoaram o clássico "Pelados em Santos", da banda "Mamonas Assassinas". E a escolha da canção não foi à toa; ele fazia referência ao nome do pugilista, com o tradicional verso: "Mina, seus cabelo é da hora…".

'Hope Zika' e o 'problema' que arrumou com os brasileiros
Goleira estadunidense, Hope Solo já chegou ao Rio de Janeiro causando alvoroço entre os brasileiros. Nas redes sociais, ela publicou uma foto usando máscara e com um "kit de proteção" - incluindo um repelente - contra o vírus da Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Na época, os casos da doença tinham explodido no país. Foram necessárias muitas ações de conscientização de governos para que as pessoas entendessem como não deixar o mosquito se reproduzir. Por isso, havia o temor de atletas estrangeiros com a doença. O problema é que a goleira levou isso para um outro patamar.
Logo após a publicação, o post caiu nas graças e nas zoações do povo brasileiro. Nos momentos em que a goleira tocava na bola durante as partidas, era comum que a torcida entoasse os gritos de "Ziiiika!". A Seleção dos Estados Unidos foi eliminada nas quartas de final, para a Suécia. Aquela foi a primeira vez que a equipe não avançou à disputa por medalha em uma edição de Olimpíadas.
E isso foi prato cheio para os torcedores da casa "zoarem" Hope Solo, que passou a ser apelidada de "Hope Zika". Segundo os brasileiros, a goleira conseguiu sair do Brasil sem Zika, mas também sem medalha...

O 'abraço' dos brasileiros em Bá, goleira angolana
O jogo era entre Angola e Romênia, mas parecia que era a Seleção Brasileira que estava em quadra. Na Arena do Futuro, a torcida gritava fervorosa pela vitória do país africano, que também fala português. Um dos nomes mais ecoados era o da carismática goleira Teresa Almeida, apelidada de Bá. E a razão disso deriva da tradicional novela "Pé na Cova", que fez sucesso entre os brasileiros. O nome da personagem principal, interpretada pela atriz Niana Machado, era justamente esse - Bá.
E a torcida deu certo. Empurrada pelos gritos da arquibancada, a seleção angolana venceu a poderosa Romênia por 23 a 19 e comemorou, com os brasileiros, a sua segunda vitória na história dos Jogos Olímpicos. Ao final do jogo, Bá falou sobre a torcida na arena do Rio de Janeiro. A goleira se aposentou das quadras em 2025, aos 37 anos.

— Só temos que agradecer ao público brasileiro. Nos sentimos em casa. Com muito trabalho, vamos chegar lá. Ganhar sempre é o sonho de todas nós.
A partir daí, a seleção da Angola virou uma espécie de xodó do Brasil. Os jogos viviam lotados e o barulho era enorme na tentativa de ajudar o time angolano a fazer mais história.
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