Banimento de Tifanny pela CBV divide opiniões nas redes sociais
Agora, apenas "atletas do sexo biológico feminino" podem jogar torneios da entidade

O comunicado da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) quanto à nova política para atletas transgêneros nas competições da entidade agitou o mundo do esporte. A partir de agora, a CBV se alinha às normas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), ou seja, a participação no naipe feminino fica restrita a "atletas do sexo biológico feminino", excluindo Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco.
➡️ Em apoio a Tifanny, Osasco aciona jurídico e avalia nova política da CBV
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Nas redes sociais, internautas reagiram à decisão da entidade, com comentários que descrevem a posição como "retrocesso" e "vergonha", por exemplo. Eles prestaram apoio à única atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro, que atua no Osasco desde 2021. Confira:
Ainda nas redes sociais, alguns internautas foram favoráveis à postura da CBV e comemoraram a decisão da entidade de banir atletas trans de suas competições. A norma já passa a valer nas seguintes competições: Superliga A e B (temporada 2026/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política. Veja as reações:
Está certa ,pois é evidente a força etc etc de uma trans ,igual aquela lutadora de boxe ,q venceu ,uma lutadora .era absurdo a diferença entre ambas .
— Joaquim (@Joaquimcc64) August 15, 2026
Justo, tem vantagem fisica contra as outras, não é questão de politicagem, que criem uma liga pra elas ue
— João (@Joao15729) August 15, 2026
O twitteiro médio não consegue diferenciar uma situação de transfobia para uma situação de igualdade. Amo a Tifanny, ela é uma mulher incrível de coração gigante, mas quando se discute vôlei ela tem suas vantagens. Além disso, permitir a participação dela abre precedentes https://t.co/xAbPNekZVs
— luiza 🥚 (@LeiddyElin) August 14, 2026
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CBV muda política e ameaça participação de Tifanny na Superliga
A partir de agora, a CBV adere à política do Comitê Olímpico Internacional (COI). Com isso, as atletas farão teste de gênero, que determina a presença ou não do gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino. Uma das exceções é para atletas que comprovem, por avaliação especializada, ter uma condição rara que impeça os efeitos da testosterona sobre o desempenho.
A restrição internacional foi aprovada em setembro de 2025. No Brasil, a medida segue a Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março de 2026 e já aplicada na Liga das Nações deste ano.
— Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais — disse Radamés Lattari, presidente da CBV.

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