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Banimento de Tifanny pela CBV divide opiniões nas redes sociais

Agora, apenas "atletas do sexo biológico feminino" podem jogar torneios da entidade

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
15/08/2026 09:45
Atualizado em 16/08/2026 16:44
Tifanny olha para a esquerda e, com a boca aberta, vibra após marcar ponto pelo Osasco em jogo da Superliga Feminina de vôlei
Tifanny em quadra pelo Osasco (Foto: Carolina Oliveira/Osasco Voleibol Clube)

O comunicado da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) quanto à nova política para atletas transgêneros nas competições da entidade agitou o mundo do esporte. A partir de agora, a CBV se alinha às normas adotadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), ou seja, a participação no naipe feminino fica restrita a "atletas do sexo biológico feminino", excluindo Tifanny Abreu, jogadora transgênero do Osasco.

➡️ Em apoio a Tifanny, Osasco aciona jurídico e avalia nova política da CBV

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Nas redes sociais, internautas reagiram à decisão da entidade, com comentários que descrevem a posição como "retrocesso" e "vergonha", por exemplo. Eles prestaram apoio à única atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro, que atua no Osasco desde 2021. Confira:

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Ainda nas redes sociais, alguns internautas foram favoráveis à postura da CBV e comemoraram a decisão da entidade de banir atletas trans de suas competições. A norma já passa a valer nas seguintes competições: Superliga A e B (temporada 2026/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política. Veja as reações:

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CBV muda política e ameaça participação de Tifanny na Superliga

A partir de agora, a CBV adere à política do Comitê Olímpico Internacional (COI). Com isso, as atletas farão teste de gênero, que determina a presença ou não do gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino. Uma das exceções é para atletas que comprovem, por avaliação especializada, ter uma condição rara que impeça os efeitos da testosterona sobre o desempenho.

A restrição internacional foi aprovada em setembro de 2025. No Brasil, a medida segue a Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março de 2026 e já aplicada na Liga das Nações deste ano.

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— Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais — disse Radamés Lattari, presidente da CBV.

Tifanny defende o Osasco desde a temporada 2021
Tifanny defende o Osasco desde a temporada 2021 (Foto: Hermes de Paula/ CRF)

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