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Djokovic precisou exorcizar fantasma de Cincinnati para coroar carreira

Aos 39 anos, o sérvio estreia neste sábado em Ohio contra o argentino Tirante

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
15/08/2026 10:05
Novak Djokovic em treino em Cincinnati
Novak Djokovic em treino em Cincinnati (Foto: Meghan Mitchell/ATP Tour)

Novak Djokovic estreia neste sábado no Masters 1000 de Cincinnati, contra o argentino Thiago Tirante. Um torneio que já conquistou três vezes, nada especial dentro do seu extenso currículo. Porém, o torneio guarda uma particularidade para o sérvio: foi o mais difícil de conquistar em sua carreira. O ex-número 1 do mundo só foi vencer pela primeira vez em Ohio após perder nada menos que cinco decisões. Isso depois de já ter conquistado nada menos do que 13 grand slams!

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Djokovic é recordista absoluto com seus 40 títulos de Masters 1000 no currículo. E foi justamente em Cincinnati, no dia 15 de agosto de 2005, que ele fez seu primeiro jogo neste nível. Naquela semana, aos 18 anos e então 97 do ranking, o sérvio acabou derrotado pelo chileno Fernando González (18º), por 3/6, 7/6 e 6/4.

Três anos depois, o sérvio já era o terceiro do mundo e alcançou a primeira final em Ohio. Na semifinal, Djokovic interrompeu a sequência de 32 vitórias seguidas do espanhol Rafael Nadal (2º), por 6/1 e 7/5. Porém, na decisão, foi superado pelo britânico Andy Murray (9º), por duplo 7/6. No ano seguinte, em 2009, outro rival do Big 3, o suíço Roger Federer (1º), foi o algoz de Djokovic (4º) na decisão, por 6/1 e 7/5.

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Resiliente, o tenista nascido em Belgrado retornou à partida pelo título em 2011, já como líder do ranking. Mas, tal como em 2008, seu carrasco foi Murray (4º), que vencia por 6/4 e 3/0, quando o adversário, machucado, abandonou a decisão. No ano seguinte, o sérvio amargou outro vice para Federer, dessa vez por 6/0 e 7/6. Em 2015, novamente uma derrota para o suíço impediu que Nole levantasse o troféu. Naquela ocasião por 7/6 e 6/3.


O incansável sérvio ficou três anos sem disputar o torneio, até que o retorno, em 2018, foi triunfante. E com direito à vitória sobre Federer (2º) na decisão, por duplo 6/4, conquistando o único Masters 1000 que lhe faltava. Naquela semana, o sérvio era o décimo melhor do planeta. Dois anos depois, o canadense Milos Raonic (30º) foi o vice do número 1 do mundo, derrotado por 1/6, 6/3 e 6/4.

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Djokovic protagonizou final de três sets mais longa da história

A vitória que levou Djokovic ao tão aguardado tricampeonato, em 2023, segue como a final em melhor de três sets mais longa da história da ATP. Naquela semana, em Ohio, a vitória sobre o espanhol Carlos Alcaraz, líder do ranking, veio após 3h39m, por 5/7, 7/6 e 7/6. O sérvio era o número 2 do mundo naquele 20 de agosto.

Sérvio estreia contra argentino

Neste sábado, em torno das 14h (de Brasília), em duelo inédito contra o argentino Thiago Tirante (65º), o ex-número 1 do mundo retorna após três anos a Cincinnati. E busca a 46ª vitória em 58 jogos no torneio.

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- Tenho grandes lembranças desse torneio, embora tenha levado um tempo para meu primeiro título. Foi um obstáculo difícil de ser superado, mas senti um enorme alívio. Recebi um grande apoio aqui, vindo de Chicago e de Ohio. A comunidade sérvia é muito grande. Na verdade, é disso que me lembro das finais de 2023 e 2018: havia muitas bandeiras da Sérvia no estádio. Foi muito legal - recordou o tricampeão.

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