Filho de Oscar publica homenagem: 'O mundo perde um ídolo e eu perco meu pai'
Lenda do basquete faleceu nesta sexta-feira (17)

Ex-jogador de basquete Felipe Schmidt, de 40 anos, publicou uma homenagem ao pai, Oscar Schmidt, nesta sexta-feira (17). A lenda do esporte faleceu aos 68 anos em Santana do Parnaíba, São Paulo. O ex-jogador lutava contra um câncer no cérebro há 15 anos e sofreu uma parada cardiorrespiratória após ser atendido no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana.
Felipe utilizou as redes socias para expressar os sentimentos após a confirmação do óbito. Em seu texto, descreveu o impacto da despedida, ressaltou a grandiosidade da trajetória esportiva do pai e pediu para as pessoas celebrarem a história do eterno dono da camisa 14 da seleção brasileira de basquete.

Veja a publicação de Felipe Schmidt
"Um ídolo para o mundo, um pai para mim. Hoje o mundo perde um ídolo, e eu perco meu pai. Não está sendo um dia fácil. Quando as pessoas diziam que a dor de perder um pai ou uma mãe é inexplicável, elas tinham razão. Um vazio se cria, você fica sem chão, e parece que um pedaço foi arrancado. Mas o tempo cura tudo, e essa dor vai ficar mais fácil de lidar. Ela nunca sairá de mim, porém vai amenizar. Queria pedir que respeitassem minha família neste momento duro e que nos deixem viver o nosso luto. Mas também que celebrem a vida que meu pai teve dentro e fora das quadras. Ele foi um herói e deixou um legado no basquete que poucos alcançaram. Como filho, eu só tenho a dizer: pai, vou sentir a sua falta. Vou honrar tudo o que me ensinou e tentar ser ao menos 10% do ser humano que foi. Você foi um exemplo de vida para mim, e eu nunca, nunca vou te esquecer. Agora descansa em paz, pai. Dá um oi para a nossa Nona. Você está no Hall da Fama da vida".
O ex-jogador de vôlei de praia Bruno Schmidt, campeão olímpico na Rio 2016 e sobrinho de Oscar, também manifestou pesar pela morte do ex-atleta. O medalhista destacou a importância do familiar para a sua formação pessoal e para a história da modalidade no país.
— Hoje, além de um tio, perdi uma grande referência, o maior ídolo da história do basquete brasileiro, cujo nome carrego no meu. Ficam na memória e no coração as lembranças. Obrigado por tudo, Mão Santa, querido tio — declarou o ex-atleta olímpico.
Carreira de Oscar Schmidt
O mundo do basquete sofreu uma grande perda nesta sexta-feira (17). Aos 68 anos, Oscar Schmidt morreu poucos minutos após receber atendimento médico por um mal-estar. A lenda do esporte deixa uma legião de fãs ao redor do globo, além de recordes e feitos que marcaram a história da modalidade.
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Após se sentir mal, Oscar foi encaminhado para o Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana do Parnaíba, em São Paulo. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. A unidade divulgou uma nota oficial sobre a morte do Mão Santa.
"O Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA) informa que o paciente Oscar Daniel Bezerra Schmidt, de 68 anos, foi encaminhado à unidade nesta quinta-feira (17/04) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), já em parada cardiorrespiratória (PCR). A equipe prestou toda a assistência necessária e acolheu os familiares, oferecendo os devidos esclarecimentos. Neste momento de dor, expressamos nossas sinceras condolências à família e amigos".
Oscar Schmidt conviveu com um tumor cerebral ao longo dos últimos 15 anos de sua vida. Diagnosticado em 2011, o ex-atleta passou por procedimentos cirúrgicos e diferentes etapas de tratamento ao longo dos anos, mas, em 2022, optou por encerrar as sessões de quimioterapia.
O Mão Santa deixa a esposa Maria Cristina e os filhos Filipe e Stephanie. A família também divulgou um comunicado oficial.
"É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória."

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Carreira de Oscar Schmidt
Nascido em Natal, o "Mão Santa" construiu números impressionantes ao longo de 25 temporadas como profissional. Ele é o segundo maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos, além de deter o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093.
Nas Olimpíadas, onde participou de cinco edições consecutivas, Oscar também acumulou marcas históricas: foi diversas vezes cestinha e protagonizou atuações memoráveis, como os 55 pontos anotados contra a Espanha em Jogos Olímpicos de Seul 1988 – recorde em uma única partida no torneio.
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Pela Seleção Brasileira, o momento mais emblemático veio no ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na decisão, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, marcando a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história da competição. Oscar também conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, e encerrou sua trajetória com 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção, entre 1977 e 1996.

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