Oscar Schmidt é homenageado em cerimônia do Hall da Fama do COB
Schmidt faz parte do Hall da Fama da FIBA e também integra o da NBA

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O basquete brasileiro vive um dia histórico nesta quarta-feira (8) com a cerimônia oficial de inclusão de Oscar Schmidt no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB). A honraria celebra a trajetória de um dos maiores nomes da história do esporte mundial.
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A escolha do ex-jogador foi definida pela Comissão Avaliadora do COB e reforça o reconhecimento nacional a uma carreira que já havia sido consagrada internacionalmente. Oscar é membro do Hall da Fama da FIBA e também foi incluído, de forma excepcional, no Hall da Fama da NBA – mesmo sem ter atuado na liga norte-americana.
Para chamar Oscar ao palco, o COB escolheu outra lenda da história do basquete brasileiro: Hortência Marcari. Amiga de longa data do ex-atleta, ela relembrou com muito humor momentos vividos ao lado de Schimdt durante os anos de ouro dos dois, quando ainda estavam em atividade.
— Estamos falando de alguém muito determinado, e eu vi isso desde cedo. No Pan de 79, em Porto Rico, enquanto todo mundo na Vila dormia, ele estava acordado correndo antes do café. Ele fez escolhas difíceis, mas que construíram uma carreira que não é por acaso. Falo isso com propriedade, porque vi de perto. Em uma festa, por exemplo, eu pedi uma carona a ele. E ele me disse: "nenhuma mulher entra no meu carro sem a minha esposa estar junto, mas você será a primeira". O que ele representa é inquestionável. Ele construiu um legado que inspira milhares de pessoas, pela dedicação, foco e entrega que demonstrava — contou Hortência.
Carreira impressionante de Schmidt
Nascido em Natal, o "Mão Santa" construiu números impressionantes ao longo de 25 temporadas como profissional. Ele é o maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos, além de deter o recorde de maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093.
Nas Olimpíadas, onde participou de cinco edições consecutivas, Oscar também acumulou marcas históricas: foi diversas vezes cestinha e protagonizou atuações memoráveis, como os 55 pontos anotados contra a Espanha em Jogos Olímpicos de Seul 1988 – recorde em uma única partida no torneio.
Pela Seleção Brasileira, o momento mais emblemático veio no ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na decisão, liderou o Brasil na vitória por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, marcando a primeira derrota dos norte-americanos em casa na história da competição. Oscar também conquistou o bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas, e encerrou sua trajetória com 7.693 pontos em 326 partidas oficiais pela seleção, entre 1977 e 1996.

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A aposentadoria veio em 2003, aos 45 anos, vestindo a camisa do Clube de Regatas do Flamengo. Ao longo da carreira, o ala defendeu ainda Palmeiras, Corinthians, além de equipes europeias como Caserta e Pavia, na Itália, e o Valladolid, na Espanha.
A homenagem do COB consolida o legado de Oscar Schmidt como um dos maiores atletas da história do Brasil e um símbolo eterno do basquete mundial.
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