Pan de 1987, recorde olímpico e Hall da Fama; relembre os feitos da carreira de Oscar Schmidt
A despedida de uma lenda: o legado eterno de Oscar Schmidt no basquete mundial

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Ícone do basquete brasileiro e um dos maiores pontuadores da história do esporte, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta feira (17). O ex-ala construiu uma trajetória repleta de feitos históricos, atuações lendárias e decisões marcantes. Mesmo sem ter atuado oficialmente na NBA, o "Mão Santa" deixou um legado que atravessa gerações.
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A seguir, relembramos alguns dos momentos mais inesquecíveis de sua carreira:
1. A final do Pan de 1987
Talvez o jogo mais emblemático de sua vida. Contra os Estados Unidos, em Indianápolis, Oscar anotou 46 pontos, sendo 30 apenas no segundo tempo, e liderou o Brasil a uma vitória histórica. Essa foi a primeira derrota dos americanos jogando em casa, a primeira vez que foi derrotada em finais e a primeira vez que sofreu mais de cem pontos diante de seus torcedores. Depois disso os jogadores da NBA passaram a disputar os campeonatos internacionais.

2. Recusa à NBA
Oscar foi draftado, mas optou por não jogar na NBA para continuar defendendo a seleção brasileira, uma decisão rara e que marcou sua carreira. Em 1990, recebeu um novo convite para atuar na NBA, mas também o recusou.
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3. Maior recordista em Olimpíadas
Participou de cinco edições olímpicas e se tornou um dos maiores pontuadores da história do torneio, com 1093 pontos. Ele teve uma média de 42,3 pontos e estabeleceu um recorde de 55 pontos em um único jogo.

4. Passagem pela Itália
Defendendo equipes como Caserta e Pavia, virou ídolo absoluto no basquete europeu. Ele jogou 11 temporadas na Itália, 8 pelo Juvecaserta e 3 pelo Pavia.
5. Mais de 49 mil pontos na carreira
Um número impressionante que o coloca entre os maiores cestinhas da história do basquete mundial, com 25 temporadas atuando como profissional, ele acumulou 49.973 pontos somando suas passagens e clubes e na seleção brasileira.
5. Copas do Mundo de Basquete
O Oscar é o maior cestinha da história da Copa do Mundo de Basquete. Ele disputou as edições de 1978, 1982, 1986 e 1990 e teve, em média, 26 pontos por jogo.
6. Homenagem do Brooklyn Nets
Décadas depois de recusar a NBA, foi homenageado pelo Brooklyn Nets, reconhecendo sua grandeza global. Oscar recebeu quadro com camisa personalizada, de número 14, no Barclays Center. Ele foi draftado pelo Nets em 1984, porém, nunca jogou pela equipe.

7. Hall da fama
No ano de 2013, Oscar recebeu uma das maiores honrarias que podem ser dadas a um jogado, um lugar no seleto grupo de jogadores que fazem parte do Hall of Fame do basquete, em Springfield, nos Estados Unidos.
No Brasil, Oscar também foi homenageado pelo Comitê Olímpico Brasileiro, como um dos ídolos do esporte. Ele é o brasileiro com mais participações olímpicas no basquete , cinco ao todo.

Legado eterno
A trajetória de Oscar Schmidt vai muito além de números impressionantes ou recordes históricos. Sua carreira é marcada por escolhas incomuns, atuações memoráveis e uma relação profunda com a camisa da seleção brasileira.
Ao recusar a NBA para seguir representando o Brasil, o "Mão Santa" mostrou que seu legado não seria definido apenas pelo sucesso individual, mas também pelo impacto coletivo. Momentos como a histórica vitória no Pan de 1987 ajudam a explicar por que seu nome permanece vivo na memória do esporte.
Mais do que um dos maiores cestinhas da história, Oscar se consolidou como um símbolo de talento, personalidade e paixão pelo basquete, um legado que segue inspirando gerações dentro e fora das quadras.
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