Brasil fecha o Masters de Doha de judô sem nenhuma medalha
Pesados lutaram na madrugada desta quarta-feira, no Qatar, e caíram na repescagem. Próximo compromisso da Seleção é o Grand Slam de Tel Aviv, em fevereiro

A Seleção Brasileira de judô terminou o World Masters de Doha, no Qatar, sem nenhuma medalha. Na madrugada desta quarta-feira, o time tentou uma reação frente aos dois primeiros dias sem pódio e os judocas que chegaram mais perto da medalha foram os pesos pesados David Moura e Beatriz Souza. Ambos caíram na fase de repescagem e não conseguiram avançar até a disputa de bronze, terminando em sétimo lugar.
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David estreou com vitória sobre o campeão do Grand Slam de Paris 2019, Sungmin Kim, da Coreia do Sul, e manteve o desempenho na segunda rodada, superando o holandês Jur Spijkers com uma chave de braço. Nas quartas-de-final, ele sofreu um waza-ari no duelo com o ucraniano Iakiv Khammo e não conseguiu virar o placar, caindo para a repescagem. Em sua última luta em Doha, o brasileiro encarou o russo Temerlan Bashaev, que finalizou o combate com ippon e foi para a disputa pelo bronze.
Já Beatriz precisou de uma vitória sobre a sérvia Milica Zabic, por ippon, para chegar às quartas-de-final de sua categoria. Bia conseguiu forçar duas punições à turca Kayra Sayit e parecia ter o controle da luta quando foi surpreendida por um golpe que garantiu o ippon à adversária. Na repescagem, a brasileira foi projetada por Nihel Cheikh Rouhou, da Tunísia, e deixou escapar a chance de buscar o bronze.
Outros cinco brasileiros também lutaram nesta quarta, mas não andaram nas chaves. Entre os pesados, Rafael Silva Baby foi superado nas punições diante de Iurii Krakovetski, do Quirguistão, enquanto Maria Suelen Altheman foi desclassificada por hansoku make por executar uma técnica proibida no braço da adversária, a camaronesa Hortence Antangana.
Os meio-pesados Rafael Buzacarini e Leonardo Gonçalves perderam para Elmar Gasimov, do Azerbaijão, e para Shady ELnahas, do Canadá, respectivamente. O médio Rafael Macedo não passou por Gantulga Altanbagana, da Mongólia, na primeira rodada e também despediu-se precocemente da competição.
- Reconhecemos que os resultados e o desempenho nessa competição foram aquém do que esses atletas podem entregar. É um momento de reflexão para todos nós, de identificar as dificuldades e atacá-las. Teremos uma sequência de competições muito duras esse ano e 190 dias de muito trabalho até Tóquio. Já vivemos situações piores. Não será fácil, mas tenho confiança de que conseguiremos mudar esse jogo - avaliou Ney Wilson Pereira, gestor de Alto Rendimento da CBJ.
O World Masters é a competição que reúne apenas os 36 melhores do mundo em cada categoria e, por isso, é considerada uma das mais fortes do circuito. Distribui até 1.800 pontos (campeão) no ranking qualificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio. A corrida olímpica do judô terminará em junho e, até lá, ainda haverá cinco etapas de Grand Slam, um continental e um Campeonato Mundial, que fechará a classificação para os Jogos.
Ao retornar ao Brasil, a seleção se reapresentará em Pindamonhangaba, São Paulo, para um período de 10 dias de treinos a partir do dia 25 de janeiro. O próximo compromisso é o Grand Slam de Tel Aviv, em Israel, nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro.

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