Arthur Zanetti vê Brasil fora da briga por vaga olímpica no Mundial de Ginástica Artística
Campeão nas argolas em Londres 2012 aponta margem para evolução da equipe masculina e lista países que estão à frente

Os primeiros classificados para Los Angeles 2028 na ginástica artística serão conhecidos no Campeonato Mundial da Holanda, que começa neste sábado (17). O Brasil levará equipes em ambos os naipes, embora no masculino a expectativa por pódio e, consequentemente, vaga antecipada nos Jogos seja baixa. É o que afirma Arthur Zanetti, duas vezes medalhista olímpico nas argolas (ouro em Londres 2012 e prata na Rio 2016).
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Na última Olimpíada, enquanto o feminino garantia uma medalha inédita por equipes para a ginástica brasileira, o masculino ficava fora da mesma prova pela primeira vez em 12 anos. Duas edições atrás, no Rio de Janeiro, o país havia alcançado seu melhor resultado nas equipes masculinas com o sexto lugar.
Para reverter esse quadro, a preparação para este início de circuito qualificatório alterna entre intensidade e cautela, como explica Zanetti. O ex-ginasta cita o processo de controle de carga ao qual nomes mais experientes, como Caio Souza e Arthur Nory, têm sido submetidos, visando à preservação física.
— É uma preparação que está sendo bem intensa. Lógico, uma preparação também um pouco mais cautelosa, porque nossos principais atletas, o Caio, o Nory, já são um pouco mais velhos. Não é a mesma coisa que um atleta de 20 anos, que você pode colocar treino que o corpo aguenta. Um atleta mais velho tem que tomar um pouquinho mais de cuidado — avaliou o campeão olímpico, em entrevista exclusiva ao Lance!.
No Mundial deste ano, três vagas de equipe por gênero estarão em disputa. Os países que subirem ao pódio terão cinco atletas garantidos cada em Los Angeles.
Para Arthur Zanetti, por ainda estar fora da prateleira mais alta, o Brasil não chega em condições de se classificar aos Jogos Olímpicos neste momento. No entanto, ele enxerga margem de evolução para que, no Mundial de 2027, os brasileiros estejam aptos a lutar pelas vagas individuais e de equipe.
— Eu acredito que, nesse Mundial, a gente não consegue classificar. O Brasil ainda não chegou nesse patamar no masculino. Mas o objetivo é conseguir fazer uma boa classificação para conseguir classificar para o Mundial do ano que vem, que aí sim é o que vai definir a vida dos nossos atletas — afirmou.
O "Rei das Argolas", inclusive, projeta um pódio formado por velhas potências da modalidade: China, Japão e Rússia, que voltou a competir sob sua bandeira este ano, após decisão da World Gymnastics.
— No masculino, é quase impossível nesse momento bater China, Japão e Rússia, agora que voltou. Mas é o sonho da nossa equipe do masculino: voltar a levar uma equipe completa para as Olimpíadas — traçou Zanetti, colocando a classificação da equipe masculina como uma das metas para LA 2028.
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Do ginásio ao auditório: Arthur Zanetti segue diferentes rumos no pós-carreira

O futuro longe das argolas é de amplas possibilidades para Arthur Zanetti. Aposentado desde janeiro de 2025, quando decidiu "tirar o pó de magnésio das mãos" por limitações físicas, ele já acumula experiências como palestrante, técnico e árbitro — função que exercerá no próximo Mundial, no naipe feminino.
Além disso, o ex-atleta oferece aulas da modalidade para crianças em um projeto social que leva seu nome, em São Caetano do Sul (SP). O Movimento Zanetti foi tema de uma palestra que realizou no Rio de Janeiro, em agosto, durante um evento do Projeto Capacita para a promoção da Lei de Incentivo ao Esporte.
A iniciativa deve guiar os passos de Zanetti na carreira de gestor esportivo, área em que, aos 36 anos, já busca capacitação profissional para se desenvolver ainda mais.
— Comecei a fazer alguns cursos do COB de transição de carreira e vi que a parte de gestão estava indo para esse caminho. E eu comecei a me aprofundar um pouquinho mais e estou gostando bastante. Eu acredito que vou seguir por esse caminho — concluiu Zanetti.

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