Apesar do surto global de COVID-19, Tocha olímpica inicia seu percurso
Nesta quinta, a cerimônia aconteceu em Atenas, na Grécia. Mesmo sem público por causa do coronavírus, ex-nadadora Naoko Imoto seguirá revezamento em direção ao Japão

Apesar da pandemia global de coronavírus que afeta a população mundial, o Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que não há motivos para atitudes drásticas sobre a Olimpíada de Tóquio. Com isso, nesta quinta, começou o tradicional revezamento da tocha olímpica, no Estádio Panatenaico, em Atenas, na Grécia. A ex-nadadora Naoko Imoto que trabalha como membro da equipe da UNICEF, recebeu a chama e seguirá para o Japão.
A cerimônia aconteceu sem público para evitar a disseminação do COVID-19 e trouxe uma atriz representando a alta sacerdotisa, que entregou a tocha a Spyros Capralos, presidente do Comitê Olímpico Helênico e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI). Em seguida, Capralos passou a chama aos organizadores dos Jogos de Tóquio 2020, representados por Naoko Imoto.
Naoko Imoto fazia parte da equipe de natação japonesa nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e trabalha, atualmente, como membro da equipe da UNICEF, auxiliando em projetos educacionais. Ela ficará responsável por carregar a mensagem de esperança da chama olímpica até o Japão.
The Olympic flame is on its way to #Tokyo2020 🔥
— #Tokyo2020 (@Tokyo2020) March 19, 2020
Tokyo Organizing committee representative Naoko Imoto has received the flame and it will now be transported to Miyagi prefecture in a specially designed #Tokyo2020 lantern. 🇯🇵#OlympicTorchRelay #UnitedByEmotion pic.twitter.com/963rIXeGtQ
O símbolo dos Jogos Olímpicos chega à terra do sol nascente nesta sexta, e terá um revezamento pelas instalações da J-Village, que ficam nas cidades de Naraha e Hirono, na província de Fukushima. Dessa forma, a tocha viajará por todo Japão conforme o planejado pelo COI, porém sem público visando minimizar o contágio e a propagação do coronavírus. O rezamento percorrerá 47 locais do país-sede durante 121 dias.
Em meio à pandemia de coronavírus, o COI convive diariamente com a pressão pública de adiar os Jogos. No entanto, na terça, o presidente do comitê, Thomas Bach reafirmou que não há motivos para medidas drásticas como adiamento ou cancelamento dos Jogos Olímpicos, já que seu início só será daqui há 4 meses. Em nota oficial, a entidade declarou total apoio e incentivo aos atletas diante da atual crise.
- A saúde e o bem-estar de todos os envolvidos nos preparativos para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 são a nossa principal preocupação. Todas as medidas estão sendo tomadas para salvaguardar a segurança e os interesses dos atletas, treinadores e equipes de apoio. Nós somos uma comunidade olímpica, nos apoiamos nos tempos bons e nos difíceis. Essa solidariedade olímpica nos define como uma comunidade - reiterou Thomas Bach.

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