Presidente do SFT fala sobre trabalho envolvendo os atletas e lamenta quebras de contrato
David Hudson, presidente do SFT, fala sobre trabalho voltado com os atletas em relação a imagem e redes sociais, e fala sobre recentes quebras de contrato no plantel; confira

Considerada uma das principais organizações de MMA da América Latina na atualidade, o SFT vem crescendo de forma constante nos últimos anos e um dos objetivos da organização é fazer com que os atletas evoluam na mesma proporção. Atualmente, a companhia tem seus eventos exibidos em TV aberta pela Band, o que faz com que os lutadores tenham seus combates exibidos em todo o Brasil. Além disso, a companhia trabalha bastante a questão da visibilidade dos lutadores, com o objetivo de torná-los cada vez mais conhecidos pelo público que acompanha as edições do SFT.
Presidente da organização, David Hudson é um dos responsáveis por incentivar os lutadores a trabalharem de maneira mais adequada as redes sociais, o que traz como recompensa mais seguidores/fãs e, consequentemente, também ajuda o evento a crescer e ganhar cada vez mais audiência entre os praticantes e admiradores das artes marciais. Em entrevista à TATAME, o dirigente falou sobre o trabalho do SFT com os atletas e a iniciativa de implementar um contrato exclusivo da companhia com alguns atletas, algo que oferece uma maior estabilidade para a carreira do profissional.
- O SFT se preocupa muito com os atletas, a organização sempre busca oferecer o melhor para eles. Analisando o cenário do MMA nacional ao longo dos últimos anos, vejo que a maioria dos lutadores faz de duas a três lutas no ano, no máximo, e considero muito importante o atleta criar uma identificação com o evento e com o público que acompanha o esporte, justamente para ele se tornar um ídolo no MMA nacional. Foi daí que tivemos a iniciativa de oferecer contratos exclusivos de quatro lutas em um ano. Com isso, o atleta não precisa se preocupar com o dinheiro que ganha, porque já estará certo, definido em contrato, e é algo que só traz vantagens para o lutador, que vai aparecer em rede nacional e vai ter a segurança de poder realizar as lutas que estão no contrato. As lutas são exibidas na TV aberta, então o atleta vai ter visibilidade e, com isso, poderá ganhar mais patrocínios, e se for professor de artes marciais, sua academia vai bombar com novos alunos, que vão conhecer o trabalho do atleta através das lutas que são exibidas na televisão - destacou David, que prosseguiu.
- Eu acredito que o trabalho que fazemos com os atletas, a forma como a gente os divulga e os coloca na mídia é único. Ninguém faz isso no MMA nacional e até mesmo em eventos lá de fora. Nós trabalhamos a imagem deles da melhor maneira possível. A gente trabalha muito a questão da meritocracia também. As disputas de cinturão no SFT são entre atletas que estão vindo de vitória, em boa fase, e que já estão lutando na organização há um tempo. Com a pandemia, tivemos que abrir algumas exceções, mas procuramos agir dessa forma. Estamos percebendo que uma boa parte dos nossos atletas já estão trabalhando melhor a questão da imagem, trabalhando melhor também a divulgação pelas redes sociais, e muito disso é pelo nosso trabalho -.
David Hudson aproveitou para falar também sobre outro assunto relacionado ao contrato dos lutadores. O presidente lamentou o fato de alguns atletas que assinam vínculo exclusivo com o SFT optarem por lutar em outros eventos antes do término do contrato, o que prejudica o trabalho da companhia em projetar novos campeões e compromete o investimento feito pela organização. David deu alguns exemplos dessa prática e citou casos envolvendo os atletas Tiago Samurai e Wanderley Mexicano, que foram desligados do plantel do SFT após quebra de contrato.
- O SFT é o único evento que oferece isso (melhor visibilidade e contrato exclusivo) ao atleta atualmente no MMA nacional, nós realmente estamos investindo neles. Uma coisa que acontece, infelizmente, é o atleta não aceitar o contrato ou até mesmo chega a assinar, mas depois de uma ou duas lutas, aceita ir para outro evento, o que configura quebra de contrato. Tivemos dois exemplos recentes de quebra de contrato, do Tiago Samurai e do Wanderley Mexicano. Um deles lutou pelo SFT e pouco tempo depois disputou cinturão por um evento desconhecido, topando lutar apenas pelo fato de ser uma disputa de cinturão. Agora eu pergunto: pra quê isso? Eles passam a ser chamados por eventos nacionais, mas não sabem que essa visibilidade é justamente por conta das lutas que fazem no SFT. O Wanderley mexicano lutou na primeira disputa de cinturão do SFT e perdeu para o Anderson Berinja. Depois, se tornou campeão no SFT 18, e a defesa de cinturão foi a segunda defesa de cinturão na história do SFT. Seria como se o Daniel Cormier quebrasse contrato com o UFC, por exemplo. Até três meses atrás, o Mexicano era o campeão da categoria.
Se todos os atletas contratados respeitassem os contratos e trabalhassem bem suas redes sociais, o evento cresce cada vez mais, e o atleta também estaria evoluindo junto conosco, isso é óbvio. Se a grande maioria dos atletas soubesse trabalhar bem sua imagem e suas redes sociais, não tenho dúvida de que já estaríamos pagando bolsas semelhantes aos eventos dos EUA, por exemplo - concluiu.

Lutas
Jean Silva coloca Brasil no topo do Noche UFC
Há 20 horas
Lutas
Com Poatan, UFC divulga lista de todos os brasileiros sob contrato
Há 21 horas
Lutas
Poatan reage a críticas de Moicano e dispara: 'Tá falando b…'
Há 1 dia
Lutas
Poatan dá ultimato a críticos: 'Podem parar de me seguir'
Há 1 dia
Lutas
Poatan cogita voltar aos meios-pesados para enfrentar Borrachinha no UFC
Há 2 dias
Lutas
Dana White confirma saída de MVP do UFC: 'Não faz mais parte'
Há 2 diasMais LANCE!

Muito além de torcedor, José Aldo já foi atleta do Flamengo no UFC

José Aldo completa 40 anos com trajetória campeã do WEC ao UFC

Após protesto contra árbitro, lutador do UFC critica Poatan: 'Seja homem'

Semana de luta! Retorno do Brasil ao topo do Noche UFC

Alex Poatan solicita revanche com Cyril Gane: 'Essa é a luta'

Maria Clara Pacheco: de promessa a candidata ao ouro em 2028

Maria Clara Pacheco é ouro no Grand Prix de Taekwondo

UFC recusa proposta de Borrachinha por disputa de cinturão

Nocaute em 2 minutos marca fim do UFC Paris; veja resultados

UFC 332 terá brasileira em disputa de cinturão após lesão de campeã

Hooker x Parnasse: saiba card completo, horário e onde assistir ao UFC Paris

Campeão do UFC despreza revanche com 'Do Bronx' e prioriza McGregor

Após resposta de brasileiro, Chimaev reforça acordo para luta no UFC



