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Lúcio de Castro: melhor do continente ganha do melhor projeto das Américas

Nos 2 a 0 do Flamengo sobre o Del Valle, deu o melhor time

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
11/09/2026 09:27
Léo Pereira corre para comemorar o segundo gol do Flamengo sobre o Del Valle
Léo Pereira corre para comemorar o segundo gol do Flamengo sobre o Del Valle (Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP)

O melhor time do continente contra o melhor projeto.

Foi esse o confronto da noite de ontem em Quito, jogo de ida das quartas de final da Libertadores da América.
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Deu o melhor time.
Flamengo 2 x 0 Independiente del Valle.

Uma vitória daquelas que o torcedor rubro-negro, pouco afeito ao comedimento, já encara como "com cara de campeão".

Teve um tanto disso mesmo em campo.

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Porque um time que quer conquistar uma Libertadores tem necessariamente que passar por provações.

A dureza da competição exige que se bote à prova o amadurecimento de um time.

E se faltou um pouco de futebol, sobrou maturidade ao Flamengo ontem.

Um primeiro tempo muito ruim, traduzido em números.

Se números nem sempre podem dizer o que é uma partida, ontem foi possível.

Porque o time da casa teve 70% de posse de bola na primeira etapa.

Concluiu dez vezes a gol contra nenhuma do poderoso adversário.

A bola cruzava a área toda hora.

E o Flamengo sobreviveu.

E aqui voltamos ao tal "time que quer ser campeão".

Sobreviver a uma pressão dessas cria casca.

Mais do que isso, jogar tão mal como a equipe de Leonardo Jardim fez nos 45 iniciais e ganhar é coisa de quem pode ir longe mesmo.

Ainda teve outro componente que alguns dirão que é estrela de campeão.

Charli González era disparado o melhor em campo.

Ao fim do primeiro tempo, a cena clássica avisando ao banco que não dava mais.

E o Flamengo se viu livre de seu maior tormento na volta do intervalo.

Tenho por regra não menosprezar qualquer tipo de atuação na altitude.

Comete erro grave quem menospreza a altitude como fator determinante em qualquer atuação.

É negacionismo puro ousar dizer que a altitude não influi.

Resumindo, nunca se pode analisar uma partida na altitude com os mesmos parâmetros de um jogo comum.

E o Flamengo sobreviveu.

Duas estocadas na segunda etapa, e a vaga para mais uma semifinal de Libertadores bem perto agora.

Poderia destacar aqui Bruno Henrique, sempre, Léo Pereira. Mas é justo e necessário falar de Airton Lucas na noite de ontem.

Jogador de futebol adora a frase bíblica "os humilhados serão exaltados".

Aírton Lucas é escorraçado semana sim e semana sim também pelo torcedor do Flamengo.

Que deve a ela a exaltação pelos últimos jogos.

Dito tudo isso, voltemos à premissa que abriu essa coluna: o melhor projeto do continente estava do outro lado, de azul.

Tenho falado bastante e não canso de falar sobre o projeto do Independiente del Valle. Citado acima como o melhor do continente.

E é.

Um pedido do filho do empresário equatoriano Michel Deller.

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Em recente "Lúcio de Papo", sempre no ar aqui às terças-feiras, falei muito sobre esse projeto.

Você pode conferir aqui:

Vale um tempinho para você entender o que é feito por lá.

Ainda falei pouco.

Voltarei ao tema.

Um centro de treinamento de futebol que tem logo na sua entrada uma frase de Nietzsche e que tem como ideia central do projeto a educação dos seus jogadores da base é diferente mesmo. E deve ser respeitado.

No confronto entre o melhor time e o melhor projeto do continente, deu o melhor time.

Não muda nada.

É preciso louvar esse projeto.

Como disse, voltaremos ao tema.

Bruno Henrique comemora o primeiro gol do Flamengo sobre o Del Valle
Bruno Henrique comemora o primeiro gol do Flamengo sobre o Del Valle (Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP)


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