Contra o Palmeiras, Neymar tenta redenção enquanto Santos busca título da Copa do Brasil
Antes, porém, Peixe tem a Copa Sul-Americana pela frente

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O reencontro entre Santos e Palmeiras pela Copa do Brasil carrega uma memória que vai muito além do sorteio das quartas de final. Há 11 anos, os dois clubes protagonizaram uma decisão que terminou com o Verdão levantando a taça nos pênaltis. Agora, em 2026, o clássico volta a aparecer no caminho do Peixe justamente quando o clube tenta reorganizar a temporada e encontrar respostas para um período de instabilidade.
Para Neymar, o confronto também pode representar um palco especial. A presença do camisa 10 acrescenta uma camada particular ao duelo, sobretudo pelo peso que o jogador carrega na história recente do Santos e pela possibilidade de finalmente fazer sua estreia no gramado sintético do Nubank Parque. Uma classificação diante do Palmeiras, em uma competição de mata-mata, teria naturalmente um significado diferente para um jogador que voltou ao clube cercado por expectativas de protagonismo.
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A Copa do Brasil começou em fevereiro com 126 clubes e chegou às quartas de final depois de seis fases eliminatórias. Restaram oito equipes, todas integrantes da Série A do Campeonato Brasileiro. O Santos entrou diretamente na quinta fase e avançou depois de eliminar Coritiba e Remo.
O próximo obstáculo será justamente o rival que aparece com vantagem significativa no histórico recente.
Palmeiras leva vantagem no histórico, mas Santos conhece o caminho
Nos últimos 20 encontros entre Santos e Palmeiras, o retrospecto aponta 14 vitórias palmeirenses, três santistas e três empates. Quando o recorte passa para os confrontos eliminatórios por competições nacionais e continentais, a vantagem também pertence ao Palmeiras, que eliminou o rival na semifinal da Copa do Brasil de 1998, na final de 2015 e na decisão da Libertadores de 2020.
O Santos, por sua vez, conseguiu levar a melhor em dois confrontos históricos pela Taça Brasil, quando eliminou o Palmeiras nas semifinais de 1964 e 1965.

A história recente da Copa do Brasil, porém, é especialmente pesada para o lado santista. O primeiro mata-mata entre os clubes na competição aconteceu em 1998. Depois de dois empates, por 1 a 1 e 2 a 2, o Palmeiras avançou pelo critério do gol fora de casa, utilizado naquela edição.
Dezessete anos depois, os rivais voltaram a se encontrar no torneio. A final de 2015 permanece como a lembrança mais próxima de um confronto desse tamanho. O Santos venceu a primeira partida por 1 a 0 e levou a vantagem para o segundo jogo. No encontro decisivo, entretanto, o Palmeiras venceu por 2 a 1 e levou a disputa para os pênaltis. Nas cobranças, o time alviverde venceu por 4 a 3 e ficou com o título.
Aquela campanha santista, entretanto, guarda uma particularidade que ajuda a dimensionar a força do clássico em partidas eliminatórias. Naquele ano, o Santos disputou três clássicos durante a trajetória: eliminou São Paulo e Corinthians, antes de perder justamente para o Palmeiras na decisão. Foram cinco vitórias e apenas uma derrota nesses confrontos.
Agora, o cenário muda. Em 2026, os rivais não decidirão o título, mas terão pela frente dois jogos capazes de definir quem continuará sonhando com a taça.
As partidas de ida estão previstas para a semana de 26 de agosto, enquanto os confrontos de volta devem acontecer na semana de 3 de setembro. A CBF ainda definirá datas, horários e locais.
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Quem avançar enfrentará Vitória ou Vasco na semifinal. A classificação para a semifinal também representa um salto financeiro importante. Cada semifinalista receberá R$ 9 milhões da CBF. O campeão ficará com R$ 78 milhões, enquanto o vice receberá R$ 34 milhões.
Neymar aparece no centro de uma história que vai além do clássico
É nesse ambiente que o nome de Neymar ganha peso. O próprio retrospecto de Neymar em Copas do Brasil pode ajudar a contar essa história, assim como seus encontros com o Palmeiras ao longo da primeira passagem pelo clube. Entre 2009 e 2013, o atacante viveu a fase em que deixou de ser uma promessa da base para se transformar no principal jogador do Santos e uma das figuras mais conhecidas do futebol mundial. Em 2010, ele era um dos protagonistas do Santos que conquistou o título da competição.
O Palmeiras, por outro lado, chega ao confronto carregando justamente o retrospecto que mais incomoda o rival. Foram três classificações em mata-matas nacionais e continentais recentes, incluindo duas decisões de enorme peso: a Copa do Brasil de 2015 e a Libertadores de 2020.
Torcida Jovem cobra respostas
Enquanto o sorteio colocou o Palmeiras no caminho do Santos, a pressão interna sobre o clube também aumentou. Na segunda-feira (10), a Torcida Jovem, principal organizada santista, esteve no CT Rei Pelé para uma reunião com integrantes da diretoria, comissão técnica e elenco.
O encontro teve como objetivo discutir problemas apontados pelos próprios jogadores e buscar medidas para melhorar o ambiente. Segundo a organizada, os atletas reconheceram suas responsabilidades pelos resultados recentes e apresentaram questionamentos relacionados a diferentes setores do clube.
Entre os temas tratados apareceram questões táticas, a relação com a diretoria, a estrutura da Vila Belmiro e a atuação do Santos nos bastidores. Também houve cobrança sobre o vazamento de informações internas e sobre o acesso de pessoas ligadas ao clube e à imprensa às dependências do Santos e às viagens da delegação.
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O contexto torna o confronto com o Palmeiras ainda mais significativo. Antes de pensar na semifinal ou no prêmio milionário oferecido pela CBF, o Santos terá de atravessar um clássico que carrega uma história de derrotas recentes em mata-matas e que chega acompanhado por uma cobrança crescente dentro do próprio clube.
Em uma temporada na qual o Santos precisa de respostas dentro e fora de campo, o encontro com o Palmeiras oferece exatamente esse tipo de oportunidade.
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