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Sob risco de demissão do Fluminense, Zubeldía aposta nos jogadores: 'Última decisão'

Tricolor ficou no empate contra o Independiente Rivadavia no Maracanã

PorPedro BrandãoRio de Janeiro (RJ)
11/08/2026 21:29
Zubeldía em coletiva após partida do Fluminense na Libertadores (Foto: Lucas Merçon/ Fluminense FC)
Zubeldía em coletiva após partida do Fluminense na Libertadores (Foto: Lucas Merçon/ Fluminense FC)

Após o empate do Fluminense com o Independiente Rivadavia no Maracanã, o técnico Luis Zubeldía falou em entrevista coletiva. O argentino, que está pressionado no cargo pelos resultados recentes, avaliou a atuação da equipe e respondeu que o torcedor tem que acreditar na classificação por conta dos "bons jogadores".

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— O principal é ter bons jogadores e montar uma equipe para ganhar, para ganhar a Libertadores. Isso é o principal. Depois, claro que estamos em um momento ruim em termos de resultados e de jogo, mas eu sempre digo que a última decisão é do jogador dentro de campo. E temos bons jogadores, temos bons jogadores — disse Zubeldía, que seguiu:

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— Hoje foi muito, muito duro. Sabíamos que seria uma partida muito difícil porque é uma equipe que, hoje, é a melhor da Argentina em toda a temporada. Já tínhamos enfrentado eles duas vezes e foram jogos duros, assim como este terceiro. Mesmo fazendo uma partida discreta, ruim, por assim dizer, tivemos muito a bola, mas com pouca efetividade para conseguir incomodar o adversário, principalmente no último terço. Mas conseguimos no final. Esta já é a terceira vez que enfrentamos eles e as três partidas foram muito difíceis.

Com o resultado, a vaga nas quartas de final será decidida no jogo de volta, na Argentina. Quem vencer avança. Um novo empate leva a disputa para os pênaltis.

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Outras respostas

Mais sobre a atuação do time
"É um cenário diferente. Muda um pouco por causa da nossa pressão, porque tínhamos que buscar o resultado. Acho que em muitos momentos fomos erráticos em situações que, em outros momentos da temporada, fazíamos melhor. E isso também faz parte, né? Entendemos que a obrigação do mandante é vencer e que o desespero, quando o gol não sai cedo, pode atingir qualquer jogador. Agora, como visitante, serão situações um pouco diferentes, também condicionadas pelo fato de eles jogarem em casa. É um campo aberto, onde também dá para jogar e poderá haver mais espaços. O que mais chama a atenção é que uma das coisas que nos propusemos, além de ter a bola, era não sofrer contra-ataques e transições, porque são situações que eles procuram, além de algum cruzamento em bola parada. Tivemos muito a bola, mas, evidentemente, não tivemos os recursos necessários para criar situações ou fazer uma boa partida. Esperamos que, como visitante, isso mude"

"O que acontece é que, quando você tem tanto a bola no primeiro tempo, o adversário se desgasta mais e acaba cansando. Então, no segundo tempo, você já pode aproveitar esse desgaste provocado pela posse, por fazer o adversário se movimentar de um lado para o outro. Além disso, é preciso encontrar os espaços. Nós não os vimos, não os encontramos, não conseguimos aproveitá-los e não fomos agressivos ofensivamente. Se você tem 73%, 74% de posse de bola no primeiro tempo, é provável que, no segundo, eles sintam um pouco o cansaço e fiquem mais espaçados para você atacar. Acho que é isso que acontece nos segundos tempos: o adversário começa a sentir o desgaste e você continua pressionando."

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"Acho que o mais saudável agora é não individualizar nenhuma atuação e ser bem claro: não fizemos a partida que esperávamos, que tínhamos em mente, sem citar nomes. Eu sei que o futebol tem dessas coisas. Quando parece que você não está em uma boa fase ou está rendendo abaixo, isso pode mudar de um dia para o outro, de uma partida para outra. Assim é a vida de um jogador e assim é a vida de uma equipe. Sem dúvida, a confiança está baixa, porque há situações que poderíamos resolver melhor. E temos que saber superar isso. Estamos atravessando esse momento difícil que não queríamos atravessar, mas a eliminatória continua aberta. Jogamos a primeira partida, empatamos por 0 a 0 e agora temos que decidir fora de casa."

Má fase do time afetando desempenho
"São sete jogos sem vencer. Houve partidas em que tivemos muitas oportunidades e outras em que tivemos poucas. Houve jogos em que erramos combinações que normalmente davam certo. Por exemplo, lembro muito de bolas que sobravam na área, situações em que, às vezes, a bola caía por acaso para nós. E abrir o placar, seja em que minuto for, te dá confiança, dá mais espaços e o adversário já não joga tão confortável. Então, estamos em um momento difícil. Como eu repito, há situações que antes davam certo e hoje não estão dando. Mas o futebol é assim. É com trabalho, respeito e muita consistência que essa sequência vai mudar. Tem que mudar."

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Hulk em ação pelo Fluminense contra o Independiente Rivadavia
Hulk em ação pelo Fluminense contra o Independiente Rivadavia (FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

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