Sob pressão, Infantino recebe apoio de federações árabes
Dirigente balança no cargo após projeto de vender parte da Copa do Mundo

Sob pressão na presidência da Fifa há mais de duas semanas, Gianni Infantino recebeu apoio público de seis federações nacionais nesta quinta-feira (13), todas do mundo árabe. Mas, ao mesmo tempo em que tenta ganhar fôlego via declaração conjunta, o dirigente também segue vendo a debandada de federações que antes haviam manifestado interesse em sua reeleição.
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O apoio em nota pública veio das federações de Catar, Egito, Marrocos, Mauritânia, Líbano e Sudão, que integram a União de Futebol Árabe.
"Reconhecendo o importante papel do futebol árabe em unir as pessoas e fortalecer a cooperação entre as associações de futebol em todo o mundo árabe, nós, os líderes subscritos de nossas respectivas associações de futebol, expressamos nosso pleno apoio ao Sr. Gianni Infantino, Presidente da Fifa, e reafirmamos nossa confiança em sua liderança e contínuo compromisso com o desenvolvimento do futebol em todo o mundo", diz trecho da carta pública.
A nota foi emitida no mesmo dia em que a imprensa europeia noticia que a federação irlandesa retirou o apoio à reeleição de Gianni Infantino, seguindo o que já fizeram anteriormente as associações de futebol de Finlândia, Inglaterra, Holanda, País de Gales, Sérvia e Suécia. Todas elas integram a Uefa, confederação que tem feito a oposição mais forte a Infantino desde que se tornou pública a intenção dele em negociar 20% dos direitos comerciais da Copa do Mundo.

Futuro de Infantino deverá ser definido pelo voto de 211 federações nacionais
A eleição para a presidência da Fifa acontecerá em março do próximo ano, mas os candidatos têm até 18 de novembro para registrar candidatura. Por ora, apenas Gianni Infantino, que até poucas semanas atrás considerava a eleição meramente protocolar, apresenta-se como candidato.
O atual presidente da Fifa tem apoio manifesto da confederação da África, aparente neutralidade da América do Sul — mas que, na prática, é pró-Infantino —, e oposição declarada de Uefa e Concacaf. A confederação da Ásia prestou "solidariedade" ao boicote prometido pelos europeus às competições da Fifa. A Oceania está mais neutra, mas apresenta postura crítica.
Nesta semana, o presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, participou de encontro com dirigentes da Uefa e declarou à TV britânica Sky News que a sucessão de Infantino deve ser debatida na eleição. Ou seja, não houve uma defesa explícita do presidente da Fifa.
Vale ressaltar, contudo, que o que define a eleição são os votos individuais de cada uma das 211 associações-membro. É praxe que as confederações definam voto em conjunto, mas historicamente há dissidências. No momento, por exemplo, a federação mexicana, que integra a "oposicionista" Concacaf, é declaradamente pró-Infantino.
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