Zubeldía defende titularidade de Hulk no Fluminense: 'Por que não?'
Atacante é substituído sobre vaias diante do Bahia no Maracanã

Luis Zubeldía defendeu a escolha por Hulk como titular do Fluminense após o empate por 0 a 0 com o Bahia nesta quarta-feira (29), no Maracanã, pela 21ª rodada do Brasileirão. Em entrevista coletiva após o jogo, o técnico tricolor citou os desfalques como justificativa para a escolha do veterano e pediu paciência com o recém-chegado. O camisa 7 saiu de campo vaiado no segundo tempo.
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— Eu sinto que todo jogador, por mais nome, trajetória e nível que tenha, pode precisar de um tempo de adaptação. Nós tomamos a decisão, por diferentes motivos, de utilizá-lo (Hulk) rapidamente, mas consideramos que era a decisão correta usá-lo logo, para ele pegar ritmo rápido. Já tendo uns dois meses de adaptação aqui no clube, porque ele terminou o semestre treinando com a equipe, ele veio antes da pausa. Então nos parecia lógico que, se existia a possibilidade, ele jogasse. Claro que três jogos são um bom número para dar continuidade a um jogador importante. Além disso, qualquer jogador pode jogar na próxima partida. Essa é uma decisão minha. Mas a decisão de ele ter minutos úteis, de poder conhecer os companheiros, de poder rapidamente, eh, jogar, pegar ritmo, me parecia lógica — disse o treinador do Fluminense.
— O que acontece é que depois todos nós falamos sobre o resultado, né? E eu acho que é preciso diferenciar os três jogos, porque o time contra o Braganitno acabou empatando, mas claramente merecíamos mais do que o empate. Contra o Grêmio foi um jogo disputado, como todas as partidas que tivemos que jogar fora de casa contra equipes importantes, ou seja, nunca sobrou nada para nós. Competimos bem, por pouco não saímos com a vitória. E hoje, claramente, merecemos muito mais do que o rival. Independentemente de quem jogou e de quem não jogou, ao longo da partida o Fluminense claramente deveria ter ficado com os três pontos. Agora, a bola não entra e logo começamos a apontar o dedo — seguiu.
— Os jogadores, neste caso você me perguntou sobre o Hulk, é uma adaptação normal. Não podemos, sentenciar ou avaliar um jogador em três rodadas. Claro, o treinador depois pode colocar um, pode colocar outro, eh, mas está tudo muito acelerado. Não acontece só aqui, é em todo lugar. Esperamos que os resultados sejam imediatos, que, se um jogador chega, ele tenha que dar uma solução imediata. Eu acho que ele fez coisas boas e outras nem tanto, normal de quem está chegando. Mas era importante que ele jogasse, importante que ele pegasse ritmo. É um jogador experiente que precisa de ritmo, como em algum momento o Cano também vai ter, mas o Cano vinha de várias lesões, então era normal. O Castillo está lesionado e o John está suspenso. Então a pergunta é: por que o Hulk não tinha que começar jogando essas duas últimas partidas? Por que não? — indagou o técnico.
— Então me parece que temos que ter um pouquinho mais de paciência com ele. Mas comigo, eu sou o treinador, e o treinador sempre é avaliado a cada jogo, mas com o jogador que seja mais justo. De qualquer forma, o Hulk é mais um jogador importante, que pode dar soluções tanto como titular quanto vindo do banco de reservas — concluiu Zubeldía.
Questionado sobre a investigação envolvendo Lucho Acosta sobre suposto esquema de manipulação de apostas, o técnico do Fluminense afirmou que o time e o jogador estão focados nos próximos jogos.
— Já conversamos internamente. Quando surge uma notícia assim, é claro que ela repercute em todos os lugares. O mais importante é confiar nas pessoas que temos sempre ao nosso lado. Nesse caso, nós sempre confiamos. Somos um grupo muito fechado e muito unido. Às vezes, pode haver uma investigação sobre esse tema, que é um assunto delicado e que já aconteceu em muitos lugares. Inicia-se um processo de investigação sobre determinados nomes; alguns nomes aparecem e isso pode acabar gerando uma bola de neve. Mas o Lucho está bem. O mais importante é que estamos focados no que vem pela frente. É um assunto que está aí, mas que não nos preocupa, porque já conversamos entre nós — disse.

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Outras respostas de Zubeldía após Fluminense x Bahia
Plano de jogo e substituições foram feitos pensando no Vasco?
— Sim, foi isso. Já estava planejado. Por quê? Simplesmente porque sim, porque foi assim que foi planejado. Mas precisamos sempre de uma equipe competitiva. Parabenizo os jogadores que estão no banco, que não estão tendo a oportunidade de jogar. Eles estão indo muito bem. Muito bem mesmo. Então, o mais importante aqui, eu acho, foi a recepção da equipe, a oportunidade de gol que ele teve. O rival também estava lá, não estava? Infelizmente, não conseguimos vencer a partida.
Cinco rodadas sem vencer
— Bom, nem todos os empates ou jogos sem vitória seguem um mesmo padrão. Fomos enfrentar o Mirassol depois do jogo contra o São Paulo, que vencemos aqui. Estávamos disputando fases decisivas da Copa Libertadores. Fomos a Mirassol bastante desfalcados e perdemos por um gol de diferença. Depois, fomos enfrentar o Cruzeiro também um pouco desfalcados, com muitas lesões. Estávamos vencendo e sofremos o empate no fim contra um adversário duríssimo. Depois vieram o Bragantino, na retomada do campeonato, o Grêmio e o jogo de hoje. Ou seja, cada empate e cada partida têm contextos diferentes.
— Evidentemente, os resultados não foram os que queríamos e, assim, vamos perdendo pontos. Os empates não ajudam muito. Mas me parece que hoje a equipe mereceu muito mais. Apesar das dificuldades, porque foi uma partida cheia de dificuldades, a equipe mereceu vencer. Mais uma vez, tivemos que tomar a decisão de trocar dois zagueiros. Também estamos um pouco condicionados pela quantidade de jogos em pouco tempo para alguns jogadores, como Martinelli e Lucho. Por isso, precisamos controlar a minutagem deles. Esses fatores não fizeram a equipe render mal. Muito pelo contrário. Apesar de todas as limitações, merecemos vencer e buscamos o resultado até o último minuto.
— Se analisarmos as últimas cinco rodadas, perdemos muitos pontos, e é normal que existam críticas. Mas, olhando especificamente para esta partida, fizemos tudo para vencer. A equipe foi para a frente o tempo inteiro e buscou a vitória para que todos saíssemos satisfeitos. Mas a bola precisa entrar, e hoje não entrou. Normalmente, vencemos partidas finalizando muito menos. Foram 25 finalizações e três chances claras de gol. Habitualmente, ganhamos com muito menos.
O que explica o número de lesões do Fluminense?
— É difícil generalizar. Eu suponho que seja por não ter uma sequência de amistosos, pelo tempo curto de preparação. Passamos de dois amistosos, porque não podíamos jogar mais, para o início dos jogos oficiais, com um jogo de transição muito mais agressivo. Nesse jogo de transição, os zagueiros são os que mais sofrem. Porque têm que fazer sprint, corridas longas. Nós somos uma equipe que, quando tem a bola, troca 10 a 12 passes e entra no campo adversário. Estatisticamente, somos uma equipe que entra no campo adversário.
— Ao fazer isso, ficam 30, 40 metros para trás. Nesse tipo de preparação em tão pouco tempo, não pudemos fazer isso. Outras equipes também tiveram zagueiros machucados. Acho que tem que ver com isso, as corridas que começam a ter em jogos oficiais e contra equipes fortes, como as que estamos enfrentando. Bragantino está lá em cima com a gente, o Bahia está lá em cima, e o Grêmio é muito forte como mandante. É um pouco disso, na minha opinião. Tem a ver com a preparação e com o calendário.
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