Um ano: relembre a vitória do Fluminense contra o Al-Hilal

Há um ano, o Tricolor vencia por 2 a 1 e garantia vaga na semifinal do Mundial de Clubes

PorPedro BrandãoRio de Janeiro (RJ)
04/07/2026 14:08
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O zagueiro brasileiro do Fluminense, Thiago Silva (nº 03), comemora após a vitória na partida de futebol das quartas de final do Mundial de Clubes da FIFA 2025 entre o Fluminense e o Al-Hilal, da Arábia Saudita, no Camping World Stadium, em Orlando (Foto: Chandan Khanna / Afp)

Há um ano, o Fluminense escrevia um dos capítulos mais importantes da campanha histórica no Mundial de Clubes. No dia 4 de julho de 2025, o Tricolor venceu o Al-Hilal por 2 a 1, em Orlando, pelas quartas de final, e avançou à semifinal do torneio. Martinelli abriu o placar, Marcos Leonardo empatou para a equipe saudita, e Hércules, saindo do banco, marcou o gol da classificação.

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A vitória teve peso ainda maior pelo contexto. O Al-Hilal chegava embalado após eliminar o Manchester City em uma partida histórica, vencida por 4 a 3 na prorrogação. O Fluminense, por sua vez, vinha de uma atuação gigante contra a Inter de Milão. O confronto virou o encontro entre duas surpresas do mata-mata. Só uma poderia continuar sonhando.

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O jogo não foi de domínio tricolor. Pelo contrário. O Al-Hilal teve mais bola, tentou acelerar pelos lados e empilhou momentos de pressão. Com Bono, Koulibaly, Rúben Neves, João Cancelo, Milinković-Savić, Malcom e Marcos Leonardo, o time saudita tinha talento, investimento bilionário e confiança para controlar o cenário.

Mas o Fluminense não se intimidou. A equipe de Renato Gaúcho aceitou jogar em um roteiro de resistência, com linhas compactas, Thiago Silva comandando a defesa e Fábio fazendo milagres.

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Aos 40 minutos do primeiro tempo, o primeiro golpe. Martinelli aproveitou a chance dentro da área e colocou o Fluminense em vantagem com um chutaço de esquerda no ângulo, sem chances para Bono — personagem do jogo que ganha cada vez mais importância dia após dia. O gol mudou a temperatura da partida. O Al-Hilal, que até então tentava impor ritmo, passou a jogar também contra a ansiedade.

A resposta saudita veio no começo da segunda etapa. Marcos Leonardo, brasileiro e velho conhecido do futebol nacional, apareceu para empatar e recolocar o Al-Hilal na disputa.

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Naquele momento, o Fluminense mostrou uma das marcas daquela campanha: capacidade de absorver pancada sem perder a concentração. O time não se desesperou, não se abriu de forma desordenada e continuou esperando a chance certa para atacar.

Hércules, o personagem improvável

A virada emocional do jogo passou pelo banco. Hércules entrou no intervalo no lugar de Martinelli e mudou a energia do meio-campo. O volante deu força, chegada e presença física a um Fluminense que precisava voltar a incomodar o Al-Hilal.

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Aos 25 minutos do segundo tempo, ele apareceu para decidir. Hércules marcou o segundo gol tricolor e transformou a própria entrada em um dos grandes movimentos da campanha. Foi o tipo de lance que muda a história de um jogador dentro do clube.

Depois do gol, o jogo virou sobrevivência. O Al-Hilal pressionou, cruzou bolas, tentou empurrar o Fluminense para dentro da área. O Tricolor resistiu. Cada corte parecia gol. Cada defesa de espaço era uma pequena vitória. Quando o apito final veio, a sensação era de que o Fluminense tinha vencido não apenas um adversário, mas um cenário inteiro.

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Fluminense perfilado nas quartas de final do Mundial de Clubes
Time do Fluminense na partida contra o Al-Hilal, pelo Mundial de Clubes (Foto: Marcelo Gonçalves/FFC)

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O detalhe Bono

Um ano depois, um dado curioso aumenta o simbolismo daquela tarde: Bono, goleiro do Al-Hilal e da seleção do Marrocos, não perdeu desde aquele jogo contra o Fluminense. O marroquino volta a campo neste sábado (4), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, carregando uma sequência invicta que começou justamente depois da queda diante do Tricolor. O detalhe não é o centro da história, mas ajuda a medir o tamanho da vitória.

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