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ANÁLISE: Fluminense melhora com reservas e piora com grandes contratações

Tricolor mostra que tem boas alternativas no elenco

PorFernanda GondimRio de Janeiro (RJ)
09/08/2026 05:31
Soteldo em ação durante Botafogo x Fluminense
Soteldo em ação durante Botafogo x Fluminense (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress)

Em meio a uma sequência de resultados e atuações ruins que aumentaram a pressão sobre o trabalho de Zubeldía, foi justamente com uma equipe alternativa que o Fluminense apresentou, ainda que de maneira tímida, sinais de evolução.

No empate por 1 a 1 com o Botafogo, neste sábado (8), no Nilton Santos, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, Zubeldía poupou parte de seus principais jogadores pensando no compromisso mais importante da próxima semana: o jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, contra o Independiente Rivadavia, terça-feira (11), no Maracanã.

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A estratégia acabou oferecendo ao treinador a constatação de que alguns jogadores reservas conseguiram competir em nível semelhante e, em determinados momentos, até superior, ao time que vinha sendo utilizado nas últimas partidas.

O empate manteve o Fluminense na quarta colocação, com 35 pontos, mas ampliou para sete jogos a sequência sem vitória no Campeonato Brasileiro.

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Um time alternativo que competiu

O Fluminense não fez uma partida brilhante no Nilton Santos. Longe disso. Mas apresentou algo que vinha faltando: capacidade de competir durante os 90 minutos. No primeiro tempo, o Tricolor encontrou dificuldades para criar, mas chegou a ameaçar em finalizações de fora da área com Soteldo e Otávio.

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A diferença no placar apareceu aos 43 minutos. Em uma cobrança de falta de rara felicidade, Alex Telles acertou um chute preciso e colocou o Botafogo em vantagem. A resposta tricolor veio no segundo tempo.

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Com uma postura mais agressiva, o Fluminense passou a pressionar o rival e encontrou em Soteldo uma das principais armas ofensivas. O venezuelano deu trabalho pelo lado direito e participou da reação da equipe.

Aos 12 minutos, Ignácio aproveitou cruzamento de Serna e apareceu na área como um centroavante para marcar de cabeça o gol de empate.

Depois disso, o jogo ficou aberto. O Fluminense teve oportunidades para virar, assim como o Botafogo também ameaçou. Nonato obrigou Warleson a trabalhar em uma cabeçada, enquanto Fábio precisou fazer uma defesa importante em finalização de Barrera.

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Contratações badaladas do Fluminense não entregam o que prometiam

Se o empate trouxe uma notícia positiva, também reforçou uma preocupação. Quando o Fluminense precisava buscar o gol da vitória, Hulk foi a última opção de Zubeldía para entrar em campo. O atacante só foi acionado aos 85 minutos. Hulk chegou ao Fluminense cercado de expectativas. Aos 39 anos, foi apresentado como uma contratação capaz de acrescentar experiência, força física e qualidade ao ataque tricolor. O problema é que esse jogador ainda não apareceu.

Rodrigo Castillo carrega o peso de ser a contratação mais cara da história do Fluminense. Contra o Botafogo, o centroavante começou entre os titulares e teve uma noite para esquecer.

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Errou passes, perdeu conduções, tomou decisões equivocadas e apresentou dificuldades até em fundamentos básicos. Em uma equipe que precisava de uma referência na frente, Castillo não conseguiu funcionar como ponto de apoio, tampouco como ameaça à defesa adversária.

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