Entre a cruz e a espada: o dilema do Fluminense para o clássico contra o Botafogo
Clássico em meio à má fase antecede a disputa das oitavas de final da Libertadores

O Fluminense encara o Botafogo neste sábado (8), pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, entre a necessidade de interromper a sequência sem vitórias e a preocupação com o duelo contra o Independiente Rivadavia, na próxima terça-feira (11), pela ida das oitavas de final da Libertadores. O técnico Luis Zubeldía precisa definir a equipe para o Clássico Vovô em meio à má fase da equipe e à sequência da temporada.
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O momento exige uma resposta rápida do Tricolor. O time ainda não venceu desde o retorno da pausa para a Copa do Mundo. São quatro empates, com Red Bull Bragantino, Grêmio, Bahia e Vasco, e uma derrota, justamente para o rival cruz-maltino, que culminou na eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil.
No Campeonato Brasileiro, a sequência negativa começou antes mesmo da paralisação. O Fluminense perdeu para o Mirassol e empatou com Cruzeiro, Bragantino, Grêmio e Bahia. A última vitória na competição ocorreu em 16 de maio, por 2 a 1 sobre o São Paulo.
A situação aumenta a importância do clássico. O Tricolor ocupa atualmente a quarta colocação do Brasileirão, dentro da meta estabelecida para a temporada, que é terminar entre os seis primeiros. A sequência sem vencer, porém, reduz a margem para erros na disputa pelas primeiras posições.
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Preservar ou buscar a vitória?
O principal dilema de Zubeldía está no planejamento da semana. O confronto com o Botafogo é uma oportunidade para recuperar confiança e somar pontos no Brasileirão, mas acontece apenas três dias antes da estreia nas oitavas de final da Libertadores.
O adversário da competição continental será o Independiente Rivadavia, no Maracanã. A classificação às quartas de final também faz parte das metas esportivas do clube, que precisa superar os argentinos em dois jogos para avançar.
O técnico já precisou administrar uma situação semelhante antes dos confrontos com o Vasco. Na partida contra o Bahia, em 29 de julho, Zubeldía preservou jogadores antes e durante o empate por 0 a 0. Depois do jogo, admitiu que a decisão estava relacionada à sequência da Copa do Brasil.
Agora, a diferença é que o Fluminense chega ao clássico precisando de uma resposta maior no Campeonato Brasileiro. Poupar novamente parte dos titulares pode reduzir a força da equipe contra o Botafogo. Utilizar os principais jogadores, por outro lado, aumenta a exigência física antes de uma partida que pode definir o início da caminhada tricolor na Libertadores.
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Desfalques reduzem as opções
A escolha também é condicionada pelos problemas físicos do elenco. Thiago Silva, Freytes e Millán seguem no departamento médico e não estão à disposição para o clássico. Com isso, Jemmes, Ignácio e Igor Rabello são as opções para a defesa.
No ataque, a ausência de John Kennedy pesa na montagem da equipe. Artilheiro do Fluminense na temporada, com 14 gols, o atacante sofreu uma entorse no joelho direito durante a derrota para o Vasco e está fora.
Hulk, Germán Cano e Castillo aparecem como as alternativas para o setor ofensivo contra o Botafogo e também devem ser as opções para o primeiro duelo com o Independiente Rivadavia.
A limitação do elenco faz com que a preservação de jogadores seja mais difícil. Zubeldía precisa administrar não apenas a sequência de partidas, mas também a quantidade de atletas disponíveis para cada posição.
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Copa do Brasil deixa impacto financeiro
A eliminação para o Vasco também trouxe consequências para o planejamento financeiro do clube. O Fluminense havia estabelecido como meta chegar às quartas de final da Copa do Brasil, mas deixou a competição nas oitavas. Com isso, deixou de receber R$ 4 milhões previstos no orçamento.
Na Libertadores, a meta também é alcançar as quartas de final. Para isso, o Tricolor precisa eliminar o Independiente Rivadavia em uma série que começa no Maracanã.
No Brasileirão, o objetivo é terminar entre os seis primeiros. O quarto lugar atual mantém o clube acima da projeção, mas a sequência de cinco partidas sem vitória coloca pressão sobre a equipe antes do clássico.
O jogo contra o Botafogo, portanto, reúne duas necessidades distintas. O Fluminense precisa voltar a vencer no campeonato nacional, mas também precisa administrar o elenco para chegar ao duelo com o Independiente Rivadavia em condições físicas para iniciar a disputa por uma vaga nas quartas de final da Libertadores.

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