Fluminense lança série que conta história de torcedores e bairros do Rio

Clube passará por outras regiões do Rio nos próximos episódios

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
24/07/2026 17:14
Pessoas conversando na série do Fluminense
nova série do Fluminense conta a história de torcedores da Favela Guararapes. (Foto: Reprodução / Fluminense)

O Fluminense iniciou as comemorações dos seus 124 anos de história com o lançamento do primeiro episódio de uma série que pretende explorar a relação entre o clube e os torcedores de sua cidade-natal. No próximo dia 23 de julho, o clube estreia a série documental "Nós somos do Rio de Janeiro", que pretende explorar o vínculo entre a torcida e os diversos bairros da capital fluminense. A proposta da produção é ir além das fronteiras de Laranjeiras, sede social do time, para mostrar como a paixão tricolor está presente em comunidades, subúrbios e regiões históricas da cidade.

A série começa por uma jornada na Favela Guararapes, situada no alto do bairro Cosme Velho. Localizada a apenas três quilômetros da sede do clube, o primeiro episódio traz histórias de torcedores que vivem da tradição tricolor no topo do morro. O protagonista do primeiro episódio é Nelson, popularmente conhecido como Pipoca, morador do local há mais de meio século e dono de um bar totalmente personalizado com o escudo e as cores do Fluminense.

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Bandeirão do Fluminense em bar na favela guararapes
Bar do Pipoca, na Favela Guararapes, no primeiro episódio da nova série do Fluminense. (Foto: Reprodução/Fluminense)

Dentro da comunidade, a produção mostra a "Guaraflu", uma torcida organizada pelos próprios moradores para acompanhar as partidas e realizar confraternizações. Durante as gravações, Pipoca conta que o clima de competição do futebol se estende até aos momentos de lazer no bar.

— Eu procuro jogar como se fosse um jogo de futebol leva muito a sério entendeu isso aqui é como se eu tivesse jogando uma Libertadores — afirmou o morador enquanto disputava uma partida de sinuca.

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A série também colheu relatos sobre a importância da herança familiar na escolha do time do coração. Diego, outro personagem da favela, expressou a felicidade de ver a tradição ser mantida por gerações.

— Para mim é uma satisfação imensa ser tricolor de coração desde criança, foi o primeiro time que eu escolhi. Já é mais de 20 ano sem mudar de time, até o final com ele, e isso vai passar para os filhos, sobrinho e sobrinha, que a família toda tem que continuar sendo tricolor — relatou o torcedor.

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Além de contar a história dos torcedores, a produção explica algumas conexões geográficas e históricas do lugar. O nome Guararapes, de origem Tupi Guarani, remete ao som das águas e dos tambores, estabelecendo um paralelo com o Rio Carioca, que nasce no Corcovado, passa pela comunidade e atravessa o bairro de Laranjeiras antes de seguir seu curso.

Os próximos capítulos contarão com participações de peso, como o rapper Xamã, que apresenta a Zona Oeste, percorrendo Realengo e Bangu. A série visitará ainda o Morro da Mangueira para falar sobre Cartola, o Morro do Borel com o ídolo Pintinho, e a Pequena África, na Zona Portuária, para resgatar a história do sambista Donga.

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A condução do projeto está a cargo do historiador Leandro Carvalho e da jornalista Sara Alexandre. A equipe técnica reúne Sidney Garambone na direção, Caio Blois na produção executiva e Daniel Planel na fotografia.

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