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Argentina guarda noites marcantes do Fluminense na Libertadores; relembre

Tricolor disputou 10 partidas no país desde 2008, com vitórias gigantes e classificações dramáticas

PorPedro BrandãoEnviado especial
18/08/2026 09:43
Fluminense treinou no Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, para enfrentar o Argentinos Juniors, pela Libertadores 2011
Fluminense treinou no Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, para enfrentar o Argentinos Juniors, pela Libertadores 2011 (Foto: Fernando Torres/Fluminense FC)

MENDOZA (ARG) - A Argentina aparece novamente no caminho do Fluminense em uma partida decisiva de Libertadores. Nesta terça-feira (18), o Tricolor enfrenta o Independiente Rivadavia, em Mendoza, pelas oitavas de final, em um país que já foi palco de algumas das partidas mais marcantes da história continental do clube neste século.

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Desde o retorno à Libertadores, em 2008, o Fluminense disputou dez partidas da competição em território argentino. O retrospecto é equilibrado: quatro vitórias, três empates e três derrotas, com 15 gols marcados e 14 sofridos.

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Há de tudo nesse histórico. Classificação praticamente impossível conquistada contra o Argentinos Juniors, vitória sobre o Boca na Bombonera, triunfo decisivo diante do River no Monumental e até um empate em uma semifinal que abriu caminho para a primeira final de Libertadores do clube.

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2008: derrota para o Arsenal e empate histórico com o Boca

A primeira passagem do século pela Argentina aconteceu na fase de grupos de 2008. O Fluminense chegou a Sarandí invicto na Libertadores, mas fez uma atuação pouco inspirada contra o Arsenal. Depois de um primeiro tempo praticamente sem chances, sofreu dois gols na etapa final, de Biagini e Bottaro, e perdeu por 2 a 0. Thiago Neves ainda acabou expulso. Mesmo com o tropeço, o Flu permaneceu na liderança da chave.

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Meses depois, o contexto era completamente diferente. Pela semifinal, o adversário era o Boca Juniors. Como a Bombonera não podia receber a partida, o confronto aconteceu no estádio do Racing, em Avellaneda.

Foi um jogo aberto e de muita pressão argentina. Riquelme abriu o placar aos 11 minutos, mas Thiago Silva empatou apenas quatro minutos depois, de cabeça, após falta de Thiago Neves. O Boca voltou a ficar na frente no segundo tempo, novamente com Riquelme. Aos 31, porém, Thiago Neves arriscou de fora da área e contou com uma grande falha do goleiro Migliore para fazer 2 a 2. O resultado permitiu ao Fluminense decidir a vaga no Maracanã, onde venceria por 3 a 1 e avançaria à final.

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2011: uma das classificações mais improváveis da história

A visita seguinte produziu uma das noites que melhor representam o apelido de "Time de Guerreiros".

Na última rodada da fase de grupos de 2011, o Fluminense precisava vencer o Argentinos Juniors e ainda dependia do resultado entre Nacional e América do México. Como esse jogo terminou empatado, o Tricolor precisava ganhar por dois gols de diferença.

Em uma partida frenética no estádio Diego Armando Maradona, o Fluminense venceu por 4 a 2. O time criou muitas oportunidades, chegou a acertar a trave com Fred e viveu uma noite de constantes mudanças no cenário da classificação. Júlio César, Rafael Moura e Fred, duas vezes, marcaram os gols tricolores.

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O 3 a 2 ainda não bastava. Aos 43 minutos do segundo tempo, Fred converteu um pênalti e fez o quarto, gol que colocou o Fluminense nas oitavas. A noite ainda terminou com uma briga generalizada depois do apito final.

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Rafel Moura, do Fluminense, celebra gol contra o Argentino Juniors
O jogador Rafael Moura, do Fluminense, festeja gol na partida contra o Argentinos Juniors pela Libertadores de 2011 (Foto: Satiro Sodré/Agif/Folhapress)

2012: Fluminense cala a Bombonera em noite mágica de Libertadores

No ano seguinte, o Fluminense viveu talvez sua vitória mais emblemática na Argentina até então.

Mais de três mil tricolores acompanharam o time na Bombonera pela fase de grupos. O Fluminense não apenas suportou o ambiente, como se impôs e venceu o Boca Juniors por 2 a 1. Fred abriu o placar de cabeça, após passe de Deco. Somoza empatou no início da segunda etapa, mas Deco colocou o Flu novamente à frente.

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Além dos três pontos, a vitória encerrou uma sequência de 36 partidas de invencibilidade do Boca, dando ainda mais peso ao resultado.

Aquela Libertadores ainda teria outras duas viagens tricolores à Argentina.

2012: sofrimento em Sarandí e gol aos 47

Na última rodada da fase de grupos, o Fluminense visitou novamente o Arsenal de Sarandí já classificado, mas buscando terminar com a melhor campanha geral da primeira fase.

O jogo parecia controlado. O time de Abel Braga foi superior durante boa parte do primeiro tempo e abriu o placar com Carlinhos. Depois, porém, permitiu o empate de Nicolás Aguirre e tornou a partida dramática.

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Houve até uma situação pouco comum: o goleiro do Arsenal foi expulso quando a equipe já havia realizado todas as substituições, e um jogador de linha precisou assumir a posição. Mesmo assim, o Fluminense desperdiçou um pênalti.

A vitória só veio aos 47 minutos do segundo tempo, quando Rafael Moura marcou o 2 a 1. O resultado garantiu ao Fluminense a melhor campanha da fase de grupos, com cinco vitórias em seis partidas.

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2012: expulsão muda jogo contra o Boca

Pouco menos de um mês depois, o Fluminense voltou à Bombonera, agora pelas quartas de final.

Diferentemente do que se poderia esperar, o time brasileiro iniciou a partida com personalidade e criou as primeiras oportunidades. O cenário mudou aos 34 minutos do primeiro tempo, quando Carlinhos, que já tinha cartão amarelo, recebeu a segunda advertência e foi expulso.

Com um jogador a mais, o Boca aumentou a pressão. Diego Cavalieri fez uma série de defesas importantes para manter o empate até o intervalo.

Aos seis minutos da segunda etapa, Mouche recebeu dentro da área e bateu cruzado para marcar o único gol da partida. O Fluminense perdeu por 1 a 0 e ainda reclamou de um pênalti não marcado no primeiro tempo. No jogo de volta, no Rio, o empate por 1 a 1 eliminou o Tricolor.

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2021: vitória gigante no Monumental

O Fluminense ficou nove anos sem disputar uma partida de Libertadores na Argentina. O retorno aconteceu em grande estilo.

Na última rodada da fase de grupos de 2021, o Tricolor enfrentou o River Plate no Monumental precisando de um bom resultado para confirmar a classificação sem depender de outras combinações.

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O desempenho foi dominante durante boa parte da partida.

Fred serviu Caio Paulista para abrir o placar aos 22 minutos. Sete minutos depois, o atacante voltou a participar e deu assistência para Nenê marcar o segundo. O River chegou a acertar a trave ainda no primeiro tempo, mas o Fluminense foi para o intervalo com grande vantagem.

Na segunda etapa, Maidana foi expulso. Mesmo assim, o River conseguiu diminuir com Girotti aos 39 minutos e colocou pressão nos minutos finais. Nos acréscimos, Yago Felipe marcou o terceiro e fechou a vitória por 3 a 1.

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O Fluminense avançou como líder do grupo e se tornou, naquele momento, apenas o segundo brasileiro a vencer Boca na Bombonera e River no Monumental pela Libertadores.

2023: River devolve derrota no Monumental

Dois anos depois, o Fluminense voltou ao Monumental em situação bem diferente.

O time havia goleado o River por 5 a 1 no Maracanã e poderia encaminhar a classificação com um resultado positivo em Buenos Aires. Desta vez, porém, os argentinos levaram a melhor.

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O Fluminense teve dificuldades para controlar a partida e perdeu por 2 a 0, resultado que adiou a classificação às oitavas. A derrota aconteceu em meio a um período de queda de rendimento do time de Fernando Diniz, que vinha acumulando resultados negativos entre Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.

Curiosamente, aquela seria a última derrota do Fluminense na Libertadores de 2023. Meses depois, o time terminaria a campanha levantando a taça no Maracanã.

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2023: expulsões, jogador de linha no gol e golaço de Samuel Xavier

A segunda viagem à Argentina naquela campanha aconteceu nas oitavas de final, contra o Argentinos Juniors. Foi uma das partidas mais caóticas do caminho até o título.

O Fluminense sofreu para lidar com a intensidade do adversário, apresentou problemas defensivos e viu o Argentinos abrir vantagem. Fábio apareceu em momentos importantes para impedir um prejuízo maior.

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O jogo mudou de maneira incomum na reta final. Marcelo foi expulso após um lance grave com Luciano Sánchez. Pouco depois, o goleiro Martín Arias também recebeu cartão vermelho. Como o Argentinos já havia realizado todas as alterações, o meia Heredia precisou ir para o gol.

Aos 41 minutos, Leo Fernández encontrou Samuel Xavier, que acertou um chute fortíssimo no ângulo e empatou por 1 a 1.

O resultado foi importante para a sequência do mata-mata. No Maracanã, o Fluminense venceu por 2 a 0 e avançou às quartas.

2026: John Kennedy salva nos acréscimos em Mendoza

A partida mais recente aconteceu justamente no Malvinas Argentinas, palco do confronto desta terça-feira.

Em maio, pela fase de grupos, o Fluminense chegou a Mendoza sob enorme pressão. A derrota para o Rivadavia poderia deixar a classificação praticamente inviável.

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O Fluminense teve mais a bola, mas produziu pouco. O Rivadavia acelerava com perigo nas recuperações e criou as melhores oportunidades do primeiro tempo. Sartori obrigou Fábio a fazer grande defesa, Álex Arce acertou o travessão e Florentín também parou no goleiro tricolor.

Na segunda etapa, o Flu melhorou e desperdiçou chances, mas voltou a sofrer justamente em um problema recorrente: a bola aérea. Álex Arce marcou para os argentinos e deixou o time de Zubeldía muito perto da derrota.

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Já nos acréscimos, John Kennedy apareceu para marcar e arrancar o empate por 1 a 1, mantendo o Fluminense vivo na competição.

Agora, pouco mais de três meses depois, o Tricolor volta ao mesmo gramado para enfrentar novamente o Rivadavia, desta vez sem possibilidade de administrar a situação.

Nesta terça-feira, Mendoza oferece ao Fluminense a chance de acrescentar mais uma noite decisiva a essa lista.

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