Uendel: 'Os números orgulham, mas adversários e título são objetivos'
Melhor defesa. Melhor ataque. Melhor saldo de gols. Melhor mandante. Melhor visitante. Maior número de vitória. Menor número de derrotas. Maior aproveitamento. Esses são alguns dos recordes do Corinthians no Campeonato Brasileiro 2015. Números que, na visão de um dos jogadores do elenco de Tite, dão orgulho mas não adiantarão nada se o título não vier ao término da competição, no início de dezembro.
Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, o lateral-esquerdo Uendel comentou sobre os recordes da equipe no Nacional, inclusive sobre a possibilidade de a equipe de Tite alcançar a maior invencibilidade da era dos pontos corridos, que pertence a São Paulo (2008) e Atlético-PR (2004), que ficaram 18 jogos sem perder - Timão não perde há 17. Para o camisa 6, os números são importantes mas não podem ser maiores do que o objetivo final, que é a conquista do título.
- Orgulha os números da equipe, cada jogo é final, não pensamos nos números, não são os números nem os recordes os objetivos, pensamos nos adversários e no título. Mostra apenas que o trabalho está sendo bem feito - lembrou.
- Nunca colocou essa questão de invencilidade do Brasileiro, nunca passou nada. Nenhum jogador sabia que estava perto do recorde, não é um objetivo nosso, isso é consequência do bom trabalho - completou.
Uendel lembrou que, apesar da diferença de cinco pontos para o Galo, a disputa está aberta e tudo pode acontecer daqui para frente.
- Estava sete pontos (de diferença para o Atlético-MG) e, piscamos os olhos, caiu para três. Podemos ser ultrapassados em duas duas rodadas, não podemos bobear nunca, temos de manter nosso foco e pensar sempre no próximo jogo - afirmou.
- Se não ganhar é porque outra merecer, não tem apenas o Corinthians no campeonato, muita coisa vai acontecer ainda. Não projetamos muita coisa na frente, não - completou.
O Galo enfrentará o Santos nesta quarta-feira que, por sua vez, enfrentará o Corinthians na Arena no próximo domingo. Para Uendel, uma chance de o time da Baixada ajudar, sim. Mas desde que o próprio time faça sua parte diante do Santos dentro de casa.
- Não vamos ser hipócritas de dizer que não torcemos para o Cruzeiro, como o pessoal do Atlético torceu para o Joinville. Mas temos de fazer nossa parte contra o Inter, não adiantará nada o Santos fazer a parte deles contra o Atlético. A equipe do Inter é complicada de se enfrentar no Beira-Rio, é pensar rodada a rodada - finalizou.

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