'Fominha', Gil é pelo terceiro ano seguido o corintiano que mais jogou

Camisa 4 foi o jogador de linha que por mais minutos defendeu a camisa do Timão em 2013, 2014 e 2015. Na atual temporada foram 4.913 minutos, atrás só do goleiro Cássio 

HOME - Treino do Corinthians - Gil (Foto: Marco Galvão/Fotoarena/LANCE!Press)
Gil já havia sido o mais 'fominha' do Timão em 2013 e 2014 (Foto: Marco Galvão/Fotoarena/LANCE!Press)

– Passa um filme na cabeça, até o Tite me abraçou, foi o mesmo abraço de quando perdi meu pai e o procurei. Continuei trabalhando e, lá de cima, meu pai está muito feliz pelo trabalho que fiz com meus companheiros. Sempre deixei tudo de mim em campo.

A declaração acima foi dada por Gil na madrugada do último dia 20, ainda no gramado de São Januário, em meio à festa da conquista do hexa do Corinthians no Brasileirão. No entanto, o título é apenas um dos motivos que fariam Nelson José, falecido no início deste ano, com 58 anos, se orgulhar do filho.

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Mais do que um simples personagem da vitoriosa temporada alvinegra, Gil vem sendo o protagonista do Corinthians nos últimos três anos. Em 2013, 2014 e, agora, 2015, o camisa 4 foi o jogador de linha que por mais minutos defendeu a camisa do Timão. Na atual temporada, foram 4.913 minutos, atrás só do goleiro Cássio (5.503). Vale lembrar que ele deve jogar como titular neste domingo, contra o Avaí.

Gil chegou ao Corinthians no início de 2013, ofuscado pela contratação de Alexandre Pato. Sem chamar atenção, conquistou Tite, desbancou o ídolo Chicão e formou dupla com Paulo André. Naquele ano, foram 6.258 minutos, superando até o arqueiro Cássio (4.216).

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Na temporada seguinte, Mano Menezes não ousou tirar Gil do time. Sem Paulo André, coube ao camisa dividir o setor defensivo com Cleber e Anderson Martins. No fim das contas, o camisa 4 foi de novo o "mais corintiano" do elenco.

É simples entender o porquê de Gil "ser fominha" pelo Corinthians. Com exceção dos momentos em que é convocado à Seleção, ele quase sempre está à disposição. Desde que chegou ao Timão, não se lesionou com gravidade e levou quatro cartões vermelhos, número considerado baixo pelo beque:

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– Felizmente não tive lesões sérias que me deixariam um tempo fora dos campos. Sou jogador que recebo poucos cartões mesmo sendo zagueiro. Eu me preocupo mais com o grupo do que com o individual, mas acho que esse número mostra que estou fazendo bem meu trabalho – disse Gil, desta vez em entrevista ao LANCE!, na última sexta-feira.

Bate-bola com Gil, zagueiro do Corinthians, ao LANCE!:

Você costuma acompanhar esse tipo de estatística?
Fico sabendo de alguns, mas não é minha prioridade. Claro que quero sempre jogar, mas quero sempre que o time vença e que a gente consiga os títulos. Isso é o mais importante. Porque se não for campeão, ninguém vai lembrar de nada.

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A que atribui esse alto índice de participação?
Acho que é o trabalho, disciplina e dedicação. Trabalho sério todos os dias e isso se reflete no fim da temporada. Tenho que agradecer também toda a comissão que faz o melhor para nós estarmos sempre nas melhores condições, eles são fundamentais.

Há alguma preparação física especial? E alimentação?
Eu cumpro o que eles me passam e sempre chego um pouco antes do horário do treinamento para fazer um complemento, uma musculação a mais, acho isso importante. Eu procuro me alimentar bem e seguir a dieta do clube.

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Você se considera "fominha"?
Acho que todo jogador tem que querer jogar sempre. Comigo não é diferente. Se preferir ficar no banco tem alguma coisa errada. Claro que a gente entende quando fica no banco, alguns têm que ficar porque só 11 jogam, mas sempre vamos querer estar em campo.

Pretende buscar o "tetra" em 2016?
Pretendo buscar o hepta do Brasileiro, o bi da Libertadores e todos os outros títulos. Essas marcas individuais são consequência e vamos ver o que acontece. Prefiro levantar a taça do que bater um recorde.

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Ter sido convocado para a Seleção deixa você ainda mais desgastado neste fim de temporada ou você termina 2015 "inteiro"?
Estou bem. É claro que a gente sente o desgaste normal de fim de ano, mas a Seleção não atrapalhou em nada. É o contrário, me dá ainda mais motivação para jogar bem pelo Corinthians para estar sempre na lista dos convocados do Dunga.

Você é apontado como um dos jogadores mais valorizado do Corinthians. Já recebeu alguma proposta? Pelo menos até a Libertadores você fica?
Meus empresários não me passaram nada agora nesse fim de ano. Acredito que eu vou continuar e quero ser campeão da Libertadores aqui no Corinthians,  sim.

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