Roque Júnior defende Ancelotti, elege favoritas e aconselha Seleção antes da Copa do Mundo
Ex-zagueiro conhece os caminhos para o título mundial

- Matéria
- Mais Notícias
Campeão do mundo em 2002, Roque Júnior sabe o caminho para o título mais importante do futebol. Em entrevista exclusiva ao Lance!, o ex-zagueiro analisou as perspectivas de vitória da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deste ano, aconselhou os jogadores e opinou sobre a presença de um técnico estrangeiro, o italiano Carlo Ancelotti, à frente da Canarinho.
Relacionadas
➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
Para o ídolo do Palmeiras, a chave para o sonhado hexacampeonato está na postura e foco dos jogadores durante os 39 dias de duração do torneio (11 de junho a 19 de julho).
— Tem duas coisas que são muito importantes: uma é todo mundo estar bem fisicamente, a outra é naquele mês de Copa do Mundo não pensar em outra coisa, se dedicar somente à Copa do Mundo. Esses são os dois principais conselhos que posso dar. Tudo que você fizer naquele tempo deve ser direcionado para o objetivo da Copa do Mundo. Você tem vários grandes jogadores em várias seleções, então tem que fazer diferente nesses 40 dias para chegar ao título. Quando nós disputamos a Copa, o dia a dia foi intenso, tudo que fazíamos era pensando em ser campeão, nos treinamentos, nas conversas… Eu lembro do Rivaldo falando desde o primeiro dia que iríamos ganhar. Qualidade você tem também em outras seleções, o que você controla é o foco total no objetivo. Esquece todo o resto, pensa só em Copa do Mundo, faz tudo que for possível para estar bem física e mentalmente — aconselhou.
Seleção Brasileira entre as favoritas à Copa do Mundo?
Apesar de acreditar no título brasileiro que encerraria o jejum de 24 anos, Roque Júnior reconhece que outas seleções chegam mais prontas ao Mundial organizado por Estados Unidos, Canadá e México.
— O Brasil, pela história, único país pentacampeão do mundo, sempre tem um lugar entre os favoritos. Para essa Copa do Mundo, vejo alguns países um degrau acima: Espanha e França principalmente. A Argentina não vejo tão à frente, mas ganhou a última, deve ser respeitada. Nos últimos anos, a grande dificuldade do Brasil foi passar das quartas, então esse deve ser o grande objetivo. A partir da semifinal, é disputa dos grandes, a camisa pode pesar. Eu vejo dessa forma: duas ou três seleções um pouquinho à frente da nossa — analisou.

+ Aposte em diversos jogos de futebol pelo mundo!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
Carlo Ancelotti é o nome certo?
Diferentemente de outras grandes figuras brasileiras, o ex-zagueiro não se incomoda com um estrangeiro no comando da Seleção Brasileira. Ao destacar o currículo do italiano, Roque Júnior sinaliza que Carleto se adaptou a diferentes países (Espanha, Inglaterra, França e Alemanha) e, por isso, se credenciou a treinar uma equipe nacional distante da sua cultura.
— Não vejo problema no treinador estrangeiro. Temos um treinador capacitado, que viveu em vários países diferentes, o que o credencia a estar na Seleção Brasileira. Não conhece tanto a nossa cultura, mas tem capacidade de adaptação. É um futebol cada vez mais aberto, com fronteiras abertas. Nós temos que valorizar um pouco mais os nossos treinadores, sim, mas vejo com bons olhos o Ancelotti como treinador da Seleção, pela carreira que construiu e o mérito de estar entre os grandes técnicos do mundo — concluiu.
Outros trechos da entrevista com Roque Júnior:
➡️ Roque Júnior sugere ex-Fluminense e atleta que joga no Catar para a zaga da Seleção
➡️ Roque Júnior analisa Neymar na Copa do Mundo: 'É o único'
➡️ Roque Júnior reflete sobre racismo e futebol: 'Não é só na Europa'
- Matéria
- Mais Notícias


















