Garone: 'Vasco depende muito de Nene, e isso diz mais sobre o time do que sobre o jogador'
Time de Zé Ricardo segue tendo atuações ruins na Série B

O Vasco segue invicto na Série B 2022, diz o vascaíno otimista. O time, porém, continua sem apresentar um futebol convincente e tem apenas sete pontos conquistados em 15 disputados, responde o realista. O pessimista? Bom, esse já nem liga mais a TV em dia de jogo. Talvez ele seja o mais feliz entre os três.
A verdade é que o Vasco de Zé Ricardo oferece pouco, muito pouco, para mudar esse panorama. Nem mesmo a invencibilidade serve de escudo para os torcedores mais resultadistas, já que são quatro empates e apenas uma vitória em cinco rodadas. Um aproveitamento inferior a 50%, o que não lhe dá mais do que o meio da tabela no campeonato.
Diferente do que diz o treinador, o Vasco não está a apenas três pontos do líder. O Vasco JÁ está três pontos atrás, com sete clubes na sua frente, e a competição mal começou.
O problema vai muito além. Não é só resultado, é desempenho. E não é de hoje, tem sido uma constante. Difícil até para se analisar com frequência - experiência própria.
Mesmo perdendo por 1 a 0 para o Tombense desde os cinco minutos do 1º tempo, neste domingo, o time carioca foi incapaz de pressionar o adversário, controlar a bola e ditar seu ritmo. Por muito pouco não foi para o intervalo com uma desvantagem maior - salvo corretamente pelo VAR.
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O empate não saiu porque a equipe encurralou e martelou o adversário, obrigando o goleiro a ter uma noite épica. Não, muito pelo contrário. O jogo era frio, feio e lento. Um 0 a 0 com gol, até então. A igualdade no placar surgiu na única forma que se pode imaginar ver a equipe balançando as redes: na bola parada de Nenê. Uma jogada tão isolada que fez questão de ser anotada contra, como se não quisesse dar o mérito para ninguém.
Nene é hoje o líder de assistências para finalização na Série B, com 14. E isso diz mais sobre o Vasco do que sobre o jogador que, aos 40 anos de idade, obviamente vive longe do seu auge. São números inflados pela única forma que a equipe de Zé Ricardo consegue levar algum tipo de perigo: a bola parada.
Com ela rolando, o Vasco segue sendo um grande vazio de ideias. Tanto que no elenco vascaíno quem aparece em segundo na estatística tem somente três assistências: Weverton, Quintero, Pec, Yuri e Raniel. Um desequilíbrio claro nas ações.
O que já parecia ruim no Estadual, ficou pior na Série B. Em cinco partidas, o Vasco de Zé Ricardo marcou apenas quatro vezes: três de Raniel e um contra. Desses quatro, três após cobranças de escanteio de Nenê. No único com bola rolando, outro cruzamento do apoiador. Uma dependência clara e indiscutível, que fala mais sobre a fragilidade coletiva do time do que sobre a virtude - também indiscutível - do seu camisa 10.

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