Novata no vôlei de praia mira LA28 ao lado de campeã mundial: 'Novo mundo'
Ally Batenhorst disputa o Elite 16 de Copacabana com Sara Hughes, campeã do mundo em 2023

A norte-americana Ally Batenhorst começava a carreira no vôlei de quadra universitário. Mas a vida dela mudou em 2025, quando recebeu o convite da campeã mundial Sara Hughes para jogar vôlei de praia profissional e aceitou. De lá para cá, a dupla passa por um processo de conhecimento e adaptação e, claro, com foco em chegar às Olimpíadas de Los Angeles 2028.
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Batenhorst e Hughes disputam a etapa do Elite 16 de Copacabana e, nesta sexta-feira (31), após derrota para as brasileiras Thâmela e Vic por 2 sets a 0, falaram ao Lance! sobre a experiência de se entenderem nas areias. Campeã mundial em 2023 ao lado de Kelly Cheng, Hughes passou por uma lesão no tendão de Aquiles no início de 2025 e, no retorno à ação, escolheu Batenhorst como sua nova parceira. Mas o detalhe era: a jogadora, aos 22 anos, nunca havia atuado profissionalmente no vôlei de praia.
À época, Batenhorst jogava no vôlei de quadra do Omaha Supernova, da Federação Profissional de Vôlei (FPV) dos Estados Unidos. Mas, mesmo assim, Hughes não hesitou em fazer o convite e, ao longo dos jogos, enxerga a melhora da companheira.
— A primeira vez que vi Ally (Batenhorst) jogando na quadra e a chamei para a areia, ela se mostrou muito bem. E, na minha opinião, vem se tornando uma das melhores bloqueadoras do mundo.

Do alto de seus 1,96m, a novata nas areias, aos 24 anos, elege o ambiente do vôlei de praia como a principal dificuldade de adaptação. Para Batenhorst, tudo é "um novo mundo", incluindo o ajuste ao vento e à pisada na areia. Mas considera que a transição para a categoria diferente do voleibol foi um "processo natural".
— Eu sempre amei o jogo na praia. Tínhamos um programa de vôlei de areia na minha escola e era uma temporada de três meses. E foi aí que eu fui introduzida. Eu sempre quis voltar para a praia. Então, foi a rota natural para mim. E, quando ela (Hughes) chegou, foi o momento perfeito e a oportunidade perfeita. E eu pensei: "Vou tomar essa oportunidade". Foi um prazer, foi um desafio, mas também foi muito gratificante.
Atual número 35 do mundo, a dupla norte-americana sonha com a vaga olímpica em Los Angeles 2028 e pensa nesse processo "etapa por etapa". A Olimpíada seria a primeira de Batenhorst e a segunda de Hughes, aos 31 anos, que terminou Paris 2024 na quinta posição, ao lado de Kelly Cheng.
Torcida volta a animar a arena de vôlei em Copacabana
A forte ventania de quarta-feira (29) no Rio de Janeiro destruiu parte da estrutura da arena de vôlei montada na Praia de Copacabana. Por isso, as partidas aconteceram com público zero na quinta (30). Mas, nesta sexta (31), os torcedores foram liberados e voltaram a lotar as arquibancadas. Para Hughes, fica nítido o amor dos brasileiros ao esporte.
— O público é sempre tão ótimo no Brasil. Todo mundo ama o vôlei aqui. É difícil jogar contra o Brasil na praia, mas tudo bem. Tivemos alguns americanos no público, o que foi divertido.
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