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Seleção tem Pré-Olímpico no Maracanãzinho como nova chance de salvação

Brasil disputa o Sul-Americano no mesmo ginásio onde conquistou vaga nas últimas Olimpíadas

PorGuilherme VeigaRio de Janeiro (RJ)
15/09/2026 06:30

Supervisionado porThiago Fernandes,
Jogadores da Seleção Brasileira masculina de vôlei posam para foto durante comemoração da classificação para as Olimpíadas de Paris
Seleção Brasileira comemora vaga para Paris 2024 no Maracanãzinho (Foto: Volleyball World)

Maracanãzinho, outubro de 2023. A Seleção masculina de vôlei vencia a Itália no tie-break, de virada, e garantia vaga nas Olimpíadas de Paris. A vitória emocionante na última rodada do torneio pré-olímpico, e logo diante de um dos maiores rivais, veio para salvar um ano marcado pelas campanhas ruins do Brasil na Liga das Nações (VNL) e no Campeonato Sul-Americano, onde uma hegemonia de 28 títulos consecutivos havia sido quebrada pela Argentina.

Três anos depois, a Seleção Brasileira volta ao mesmo ginásio para se reerguer diante da sua torcida. Após a eliminação inédita na primeira fase da VNL, a Amarelinha busca reconquistar o posto de campeão sul-americano e, consequentemente, carimbar o passaporte para Los Angeles 2028.

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Brasil no Pré-Olímpico 2023: da desconfiança à conquista

O Pré-Olímpico de 2023 foi o último disputado entre seleções de todo o mundo, antes das competições continentais passarem a distribuir vaga aos seus respectivos vencedores. O torneio era dividido em três grupos de oito equipes, onde todas se enfrentavam em turno único e as duas melhores colocadas de cada chave se classificavam automaticamente para Paris 2024.

A sede escolhida para o Grupo A foi o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. À época treinado por Renan Dal Zotto, o anfitrião Brasil teve como adversários Alemanha, Catar, Cuba, Irã, Itália, Tchéquia e Ucrânia.

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A vitória tranquila na estreia por 3 a 0 sobre o Catar não preparou os brasileiros para o que estava por vir. Em uma sequência de atuações oscilantes, a Seleção precisou de cinco sets para vencer Tchéquia e Ucrânia, times considerados menos fortes. Entre esses dois jogos, uma derrota surpreendente por 3 a 1 para a Alemanha, que viria a terminar o Pré-Olímpico como única invicta e líder do grupo.

Foi contra Cuba que a reação começou a ser ensaiada. O Brasil chegou a perder a primeira parcial, mas virou para 3 a 1 e garantiu a sobrevivência no torneio. No duelo seguinte, 3 a 0 sobre o Irã e "final" confirmada contra os italianos. As duas seleções precisavam do resultado para conquistar a vaga olímpica.

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Sete anos depois do ouro na Rio 2016, o Maracanãzinho testemunhou novamente um triunfo do Brasil sobre a Itália, esse mais dramático. 3 sets a 2, com direito a virada no placar, e festa verde-amarela para comemorar a classificação para os Jogos Olímpicos.

O principal destaque da campanha brasileira foi o oposto Darlan, que somou 112 pontos e terminou como sétimo maior pontuador da competição. Em sua estreia como titular na Seleção, o jovem de então só 21 anos mostrou não ter sentido o peso da camisa e do ginásio lotado. Muitas vezes, inclusive, ele foi responsável por contagiar os torcedores com suas vibrações explosivas.

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Depois da euforia, veio o choque. Renan Dal Zotto anunciou logo após a partida que não seguiria à frente da Seleção Brasileira. Devido à pressão pelos resultados negativos nos campeonatos anteriores, o técnico comunicou à CBV a decisão de deixar o cargo no dia anterior ao confronto contra a Itália, enquanto comissão técnica e jogadores não foram avisados para não atrapalhar a concentração. Então coordenador de seleções, Bernardinho reassumiu a equipe e completou o ciclo de Paris 2024.

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Exemplo a ser seguido no Sul-Americano

Lucarelli e Bruninho posam para foto com pelúcia do mascote das Olimpíadas de Paris 2024
Lucarelli e Bruninho posam para foto após confirmarem vaga olímpica (Foto: Volleyball World)

Lucarelli é um dos remanescentes do grupo que conquistou a vaga olímpica em 2023. O ponteiro de 34 anos acredita que o aprendizado com as quedas precoces na VNL e no Campeonato Mundial do ano passado ajudou no fortalecimento do time visando ao Sul-Americano, algo parecido com o processo que a Seleção enfrentou para o último Pré-Olímpico.

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— A gente tem que aprender com esses erros que a gente comete, como foi na Liga das Nações esse ano, ou até no Mundial do ano passado, e tentar melhorar nas competições futuras. Acho que a qualidade do time deu um salto em relação ao início da temporada, e vamos tentar reproduzir agora nesse Sul-Americano. Sabemos da importância que (o campeonato) tem. E que o Maracanãzinho, mais uma vez falando de Olimpíadas, nos traga bons resultados — projetou.

Questionado sobre qual é a lembrança mais viva na memória daquele torneio, o capitão da Seleção não hesitou em escolher o ace que deu números finais ao duelo contra a Itália.

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— O último ace, não tem como. É um momento que eu nunca vou esquecer. Acho que todo jogador sempre sonha em fazer o último ponto. Então, ser agraciado naquele momento, de fazer o último ponto, foi muito especial — respondeu Lucarelli.

Por outro lado, Fernando Cachopa recorda dos adversários mais duros, citando Itália e Alemanha, e do espírito aguerrido do time de Renan Dal Zotto. Hoje titular da Seleção, o levantador era reserva de Bruninho.

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— No Pré-Olímpico, passamos um sufoco danado. Eu lembro que era um time que pensava muito em jogar todas as partidas como se fossem as últimas. O que eu mais me lembro é o jogo contra a Itália. Acho que foi uma ótima partida para os dois lados, foi decidida no detalhezinho. Nesse nível agora, é mais ou menos assim. Acho que toda partida entre duas equipes é decidida no limite. A campanha não foi tão boa, perdemos para a Alemanha. Ninguém esperava, a Alemanha veio aqui e passou o carro em todo mundo — relembrou.

Fernando Cachopa realiza levantamento em Brasil x Itália pelo Pré-Olímpico de vôlei masculino
Cachopa levanta em em Brasil x Itália pelo Pré-Olímpico (Foto: Volleyball World)

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