Brasil busca ouro que falta para coroar uma geração
Final da VNL contra a Turquia pode encerrar 14 anos de espera e transformar o legado de uma geração acostumada a disputar decisões

Brasil e Turquia se enfrentam neste domingo (26), às 8h30 (de Brasília), pela final da Liga das Nações Feminina (VNL), em Macau. A decisão vale o primeiro título brasileiro na história da competição, mas também a oportunidade de coroar uma geração que se acostumou a disputar decisões.
Depois de 9vanos sem conquistar um grande título internacional, a seleção feminina tem a oportunidade de dar à atual geração a conquista que tantas vezes esteve perto de alcançar. Desde o Grand Prix de 2017, o Brasil permaneceu entre as principais potências do vôlei mundial, chegou a decisões importantes e colecionou campanhas memoráveis. O que faltou foi justamente o momento de erguer o troféu.
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Seleção sempre esteve perto da conquista
A trajetória da seleção nos últimos anos é marcada por grandes campanhas e finais dolorosas. Em 2016, o sonho do tricampeonato olímpico terminou de forma precoce nas quartas de final dos Jogos do Rio de Janeiro, diante da China, em um dos jogos mais marcantes da história recente da modalidade.
Quatro anos depois, em Tóquio, o Brasil voltou a uma decisão olímpica. Liderada por Gabi, a equipe fez uma campanha consistente, mas acabou superada pelos Estados Unidos na disputa pelo ouro. O roteiro se repetiu no Campeonato Mundial de 2022. A seleção chegou à final depois de eliminar adversárias tradicionais, mas viu a Sérvia impedir um título que o Brasil ainda persegue de forma inédita na competição.
Na Liga das Nações, a história também foi de persistência. Antes da decisão deste domingo, o Brasil já havia disputado quatro finais e terminou com o vice-campeonato em todas elas. A equipe nunca deixou de competir entre as melhores do mundo, mas viu o ouro escapar repetidas vezes.

Uma geração que nunca deixou o Brasil sair do topo
A missão nunca foi simples. Após o bicampeonato olímpico em Pequim-2008 e Londres-2012, a seleção precisou lidar com a aposentadoria de algumas das maiores jogadoras da história do vôlei brasileiro, como Fofão, Sheilla, Fabiana, Jaqueline, Fabí, Paula Pequeno, entre outros grandes nomes. O desafio era renovar o elenco sem deixar o Brasil perder espaço entre as principais potências do mundo.
Foi o que aconteceu. Gabi assumiu a liderança da equipe, Macris e Roberta passaram a comandar a distribuição, Rosamaria se consolidou como uma das referências ofensivas, Ana Cristina despontou como um dos principais talentos do vôlei mundial e Julia Bergmann ganhou protagonismo. Ao lado delas, outras atletas ajudaram a manter a seleção em alto nível durante diferentes ciclos.
O Brasil continuou disputando semifinais, finais e subindo ao pódio das principais competições internacionais. Agora, busca a conquista que não vem desde 2017 e que pode, enfim, coroar uma geração que tantas vezes bateu na trave.
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