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Pedro Emanuel aponta falta de efetividade do Vasco na derrota para o Fluminense

Cruz-Maltino não aproveitou volume de jogo e perdeu no Maracanã

PorPedro Cobalea•Rio de Janeiro (RJ)
05/09/2026 23:51
•Atualizado em 06/09/2026 01:13
Pedro Emanuel, técnico do Vasco, em entrevista coletiva
Pedro Emanuel, técnico do Vasco, em entrevista coletiva (Foto: Pedro Cobalea/Lance!)

Não faltou vontade ao Vasco, mas sim pontaria para superar o Fluminense na noite deste sábado (5), pelo Brasileirão. Após a derrota por 1 a 0 no clássico, o técnico Pedro Emanuel, em entrevista coletiva, o português falou da preparação para o duelo e destacou a atuação na primeira etapa como ponto alto do compromisso no Maracanã.

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— Nós preparamos esse jogo porque sabíamos que seria extremamente importante, além de ser um clássico, pois jogaríamos com uma equipe que está no top 4 do campeonato e uma das mais concretizadoras, mas uma que sofre quase sempre. A forma como preparamos foi aquilo que saiu na primeira parte: grande intensidade, grande procura da bola, muitas recuperações no meio-campo ofensivo… — iniciou Pedro Emanuel.

— Faltou, de fato, efetividade. Eu compreendo, pois foi a primeira vez que este ataque jogou junto e ainda precisa se conhecer. Não temos tempo para treinar, mas sim para jogar, e tem de ser através do jogo. No primeiro tempo, faltou ser agudo — completou o técnico do Vasco.

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A falta de tempo para trabalhar no CT Moacyr Barbosa foi tópico importante na entrevista coletiva do português. O treinador do Gigante da Colina, no entanto, optou por não usar o argumento de muleta e destacou como a parte física do time esteve em alta no Maracanã.

Pedro Emanuel é o técnico do Vasco
Pedro Emanuel, técnico do Vasco (Foto: Peter Ilicciev/Agencia Enquadrar/Folhapress)

— Se me perguntasse aquilo que seria o ideal, acho que se tivéssemos um dia mais para podermos recuperar, nos daria também um outro tipo de capacidade. Mas isso não é desculpa, porque hoje pareceu que nós tivemos uma semana para recuperar. Foi tão intenso, e entramos de uma forma tão forte e tão determinada, que não me pareceu nada disso — destacou.

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Com resultado, o Fluminense chega a 45 pontos e passa o Bahia na classificação, ficando na quarta colocação. Já o Vasco segue no Z-4 com apenas 25 pontos conquistados.

Confira outros tópicos da coletiva de Pedro Emanuel

Adson saiu lesionado?

— O Adson, tal como muitos outros, com dois dias entre jogos, viagens e tudo, não estava a 100%, mas nós não temos ninguém a 100% neste momento. Nem eu estou a 100%, por isso os jogadores não estão a 100%. Nós sabemos disso, tentamos geri-los, tentamos. A ideia não era sequer o Adson hoje ir a jogo. A ideia, de fato, era, posso dizer, a prioridade era até o Marino entrar no jogo, mas, naquele momento, senti que nós precisávamos mais de jogo interior.

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— Mas, quando ele entra, nós sofremos o gol e é aí que as coisas se invertem. Infelizmente, depois também sentiu a lesão. Não sei ainda o que poderá ser, se terá sido alguma coisa mais grave ou não, mas, pelo sim, pelo não, achei melhor nós tirarmos para não complicar mais as coisas. Mas condiciona, porque, nesta altura, nós precisamos de todos os que estão disponíveis e, ficando com menos um, tornam-se as coisas também mais difíceis.

Arbitragem da partida

— O critério mais largo do árbitro nós não estamos tão habituados, e isso acho que, principalmente aqui, temos que nos habituar mais a isso, que o árbitro deixe jogar mais e mais vezes. Agora, estamos tão habituados a que o jogo também pare tantas vezes que, depois, quando acontece uma situação dessas, sentimos que somos surpreendidos.

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— Mas não acredito que tenha sido pelo árbitro. Ele tem um critério mais largo. Não posso me queixar das faltas que têm sido para nós, por não terem sido marcadas.

— A única questão que eu acho que vale a pena realçar aqui é que, por vezes, faltas num dérbi mais duras e que, às vezes, o árbitro dá essa lei da vantagem para a bola poder seguir, essas faltas que são duras e que põem em risco a integridade do jogador adversário devem ser advertidas com cartões.

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Situação do Brasileirão preocupa

— Não estamos tendo os pontos condizentes com aquilo que achamos que deveríamos ter. Mas isso faz parte. A competição é longa, a torcida está preocupada, estão todos preocupados, como nós estamos preocupados em sair desta zona. Nós e todas as equipes que estão aqui à volta, somos umas seis ou sete ou oito que estão abrangidas nesta luta, e sabemos que esta é a qualidade do Brasileirão.

— Agora também sabemos que uma vitória nos tira desta posição e isso é o que nos alimenta. Como eu disse, o próximo jogo, Grêmio, para esta competição, é o que nós vamos preparar como se fosse uma final, porque nós sabemos que esse jogo nos pode tirar desta posição.

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— E hoje fico única e simplesmente triste porque o trabalho e o esforço deles deveriam ser recompensados com pontos. Não foi, mas amanhã é outro dia e temos que continuar a trabalhar e a acreditar que, de fato, no próximo sábado, vai ser esse o dia que nos vai tirar desta posição, que é incômoda, mas não é definitiva.

Dificuldades contra o Fluminense

— Nós esperávamos essa reação que poderia existir por parte do Fluminense. O que nós não conseguimos foi sair com tanta facilidade como aconteceu na primeira parte, na parte defensiva, porque conseguimos recuperar a bola muitas vezes mais à frente.

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— Nós tivemos grande parte das recuperações feitas no meio-campo ofensivo, muito em prol da reação que nós tivemos à perda, da forma intensa como pressionamos. Como o Fluminense apareceu mais adiantado, empurrou-nos um bocadinho para trás, mas isso também é a qualidade do adversário. Temos que saber lidar com isso.

O Vasco já tem a cara que Pedro Emanuel quer?

— Já tem muito daquilo que é a minha identidade, porque eu venho encontrar aqui exatamente profissionais e jogadores com uma capacidade de trabalho enorme e, acima de tudo, uma capacidade de aprendizagem grande, e estão a trabalhar em prol da equipe. Sabemos que nós, principalmente para o Brasileirão, só dessa forma podemos subir posições, que é isso que nós queremos fazer, e só dessa forma é que nós somos competitivos nas Copas onde estamos envolvidos.

— E tem muito, tem muito daquilo que já… das minhas ideias de jogo. Já tem muito daquilo que, principalmente, é o meu comportamento em campo. É o não desistir, é sermos intensos, sermos agressivos, sermos agressivos no bom sentido, com e sem bola, estarmos sempre ligados à corrente.

Cruzamentos em excesso

— Quando há menos entrosamento entre quem entra na área, o Bruno Duarte, na forma que nós ocupamos a área, não nos permitiu tocar mais vezes na bola primeiro que o adversário como pretendíamos. Ou em antecipação, ou nas costas, ou tabela. Tudo isso influenciou a baixa eficácia no cruzamento. Temos alternado um pouco, já não dependemos tanto do cruzamento porque temos jogadores lá atrás ofensivos. Mas temos buscado mais jogo interior, com Adson, Colídio e o jogador que vocês foram buscar no aeroporto, mas não é oficial (Lescano) pode nos dar outro tipo de alternativo. É o que faz as equipes completas, noção de jogar por fora, por dentro e ter finalização diversificada. Faltou eficácia na não combinação na chegada na área. Temos que começar a trabalhar nesse sentido.


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