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Bap, Leila Pereira, Pedrinho e Textor trocaram farpas por causa de venda da SAF do Vasco

BAP alega que a relação familiar com Leila Pereira pode representar um impedimento legal para a venda

PorFernanda Gondim•Rio de Janeiro (RJ)
25/09/2026 08:06
•Atualizado há 1 minutos
Montagem com BAP, à esquerda, e Leila Pereira, à direita, com Maracanã ao fundo
Bap pretende recorrer à Justiça caso Lamacchia conclua a compra da SAF vascaína, por causa da relação familiar com Leila Pereira (Foto: Gerada por IA)

Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, marido de Leila Pereira e proprietário da Crefisa, negocia a compra de 90% da SAF do Vasco. A proposta gira em torno de R$ 3 bilhões. O assunto é tratado por alguns dirigentes do futebol brasileiro, especialmente por Luiz Eduardo Baptista, do Flamengo.

O presidente do Flamengo é um dos principais críticos da possível aquisição. Bap afirmou anteriormente que pretende recorrer à Justiça caso Marcos Lamacchia conclua a compra da SAF vascaína, alegando que a relação familiar com Leila Pereira pode representar um impedimento legal.

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➡️ SAF do Vasco será leiloada nesta sexta; única proposta na mesa é de Lamacchia

A FIFA proíbe que uma mesma pessoa ou entidade tenha o controle ou influência decisiva sobre mais de um clube que dispute a mesma competição oficial.

Do outro lado, Leila Pereira nega participação na negociação e já reagiu às declarações do dirigente rubro-negro. A presidente do Palmeiras afirmou que não possui relação com o processo e ameaçou acionar Bap judicialmente caso as acusações continuassem. O Vasco também sustenta que Leila não participa das tratativas. 

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Da direita para a esquerda: Mário Junqueira, da Almirante S.A, Admar Lopes, Leila Pereira e Marcos Lamacchia posam para foto com Leila Pereira no estádio do Palmeiras
Da direita para a esquerda: Mário Junqueira, da Almirante S.A, Admar Lopes, Leila Pereira e Marcos Lamacchia posam para foto com Leila Pereira no estádio do Palmeiras (Foto: Reprodução)

Bap critica possível compra da SAF do Vasco por enteado de Leila

Em entrevista ao jornalista Venê Casagrande, o dirigente afirmou que uma eventual concretização da operação seria ilegal, por entender que contraria normas da Fifa e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

— Isso é ilegal pela Fifa e pelo código brasileiro. 'Ah, mas eu sou madrasta dele'. Mas está claro no código da Fifa e da CBF: não pode. Qual é a parte do 'não' que eles não entenderam? As pessoas dizem que eu sou contra o Vasco. Aliás, eu sou filho de vascaíno, meu pai é vascaíno, eu não tenho nada contra o Vasco. Não é o Bap que é contra isso, é a lei.

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O presidente rubro-negro já havia sinalizado que o Flamengo poderá recorrer à Justiça caso a negociação seja concluída, alegando a existência de um conflito de interesses na operação envolvendo familiares da mandatária palmeirense.

Bap também contestou empréstimo da Crefisa ao Vasco

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, questionou o empréstimo de R$ 80 milhões que o Vasco recebeu da Crefisa, ex-patrocinadora do Palmeiras. O dirigente do Flamengo questionou a moralidade do acordo, anunciado no dia em que o Vasco foi derrotado pelo Palmeiras por 3 a 0. Para o mandatário rubro-negro, há conflito de interesses.

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— Vamos falar especificamente do caso de Palmeiras e Vasco. No mundo inteiro você tem legislações que não pode o mesmo dono ter dois clubes. "Ah, mas ali não tem propriedade cruzada". Claro que tem, e a legislação nacional é clara em relação a isso — disse Bap.

— Acho que temos um caso clássico de conflito ai. Como pode o dono de uma empresa, que trabalha em um clube cujo maior patrocinador era esse, que é credor de outro clube e tem ações em garantia. Detalhe, isso tudo sendo anunciado no dia que o Vasco perde para o Palmeiras por 3 a 0 em 20 minutos. É complexo. Tem coisas que é feito "mulher de César", não precisa ser honesto, tem que parecer também. Para quem se posiciona como baluarte da correção, como fica isso? Não é ilegal, é só imoral.

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Pedrinho rebate críticas de Bap 

Pedrinho, presidente do Vasco, repudiou as falas de Bap.

— Recentemente, o presidente do Flamengo, estou falando da pessoa e não da instituição, falou diversas vezes, com sua prepotência e arrogância, num tom que não me agrada. Quando eu pego um empréstimo com a Crefisa, porque o CDI era mais baixo, a preocupação dele era insinuar que eu pego o empréstimo no dia que eu perco de 3 a 0 para o Palmeiras — disparou Pedrinho, que completou:

— Ele está colocando em dúvida o meu caráter, o caráter do meu treinador e de um elenco de 30 jogadores. O meu treinador tem que ser "filho da mãe" e falar para os jogadores que temos que perder porque peguei um empréstimo? Como posso acreditar que uma liga vai funcionar sob o controle de pessoas que administram um clube assim?.

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Além da resposta de Pedrinho, o Vasco também emitiu uma nota oficial em resposta ao dirigente rubro-negro.

"O Vasco da Gama repudia frontalmente a postura do presidente do Clube de Regatas do Flamengo, por fazer insinuações e ilações irresponsáveis e completamente desconexas da realidade em relação a temas que nada dizem respeito à instituição da qual é mandatário. Tal fato, além de não surpreender, certamente tem o intuito de desviar a atenção da opinião pública de assuntos ligados à conduta do seu próprio clube no mercado. Dito isso, o Vasco reafirma publicamente que conduz todas as suas decisões com total transparência, lisura e seriedade, valores que se manterão irretocáveis, mesmo diante de atitudes lamentáveis como esta."

John Textor desdenha do Vasco, e Pedrinho responde

Em entrevista à ESPN em março deste ano, John Textor foi questionado sobre as complicações financeiras vividas pela fase do Botafogo na época e, em resposta, comparou a situação com a da SAF do Vasco.

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— — Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos. 

Em resposta, Pedrinho alegou que o ex-proprietário da SAF alvinegra desrespeitou a história do Vasco.

— O Textor, em qualquer comentário que tenha que falar sobre a situação do Botafogo, desrespeita o Vasco da Gama. Não é a primeira vez. Ele não sabe o que é o Vasco para brincar com certas frases. O posicionamento dele é de bravata, de gestores que por muito tempo fizeram parte do futebol para agradar o torcedor — afirmou.

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