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Com 11 gringos, veja como a nova regra da CBF afeta o Vasco

Com 11 gringos, Cruz-Maltino terá de enxugar o grupo para se adequar à CBF

PorPedro BernardoRio de Janeiro (RJ)
23/09/2026 08:00

Supervisionado porLeonardo Damico,
Ind. Santa Fe e Vasco pelo jogo de ida das quartas de final da Sul-Americana
Com 11 gringos no elenco, o Vasco de Pedro Emanuel terá de negociar peças para se adequar ao novo limite da CBF (Foto: Matheus Lima / Vasco)

A aprovação da redução gradual do limite de jogadores estrangeiros por partida — deliberada por clubes das Séries A e B nesta segunda-feira em reunião com a CBF — terá impacto direto no planejamento do Vasco da Gama. Detentor de um dos elencos mais internacionais do futebol brasileiro, com 11 atletas gringos no grupo principal, o Cruz-Maltino aprovou a medida, mas terá de negociar peças na próxima janela de transferências para evitar o estouro da cota de relacionados.

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Ramon Rique jogador do Vasco comemora seu gol com jogadores do seu time durante partida contra o Coritiba no estadio Sao Januario pelo campeonato Brasileiro A 2026.
Com 11 gringos no elenco, o Vasco de Pedro Emanuel terá de negociar peças para se adequar ao novo limite da CBF (Foto: Thiago Ribeiro / AGIF / Folhapress)

Atualmente, o teto da CBF permite até nove gringos por jogo, mas o plano aprovado estabelece um corte progressivo até alcançar o limite de cinco atletas até 2030. No cenário de São Januário, o técnico Pedro Emanuel já enfrenta problemas de gestão: na recente goleada sobre o Coritiba, o atacante português Nuno Moreira acabou cortado do banco de reservas por opção técnica, justamente para evitar o excesso de estrangeiros na súmula.

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Nuno Moreira em ação pelo Vasco
Destaque em 2025, o ponta português Nuno Moreira perdeu espaço no ataque e acabou cortado do banco contra o Coritiba para não estourar a cota (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

A lista de atletas não nascidos no Brasil do Gigante da Colina conta com os uruguaios Puma Rodríguez e Saldivia; os colombianos Carlos Cuesta, Rojas, Hinestroza e Andrés Gómez; os argentinos Santiago Sosa, Alan Lescano, Facundo Colidio e Claudio Spinelli; além do português Nuno Moreira. O angolano Loide Augusto também pertence ao clube, mas treina em separado e está fora dos planos do treinador. Apenas Internacional (12), Grêmio (11) e Athletico-PR (11) figuram no mesmo patamar de gringos do time carioca.

Fim de ciclo e devoluções no radar

A situação dos emprestados exige decisões financeiras de alto impacto e tende a marcar o primeiro movimento de saídas em São Januário. O meia colombiano Rojas, cedido pelo Monterrey, não conseguiu se firmar entre os titulares e tem passe fixado em US$ 3,5 milhões (R$ 20,7 milhões), quantia que a diretoria não pretende desembolsar ao término do contrato em dezembro. Paralelamente, o zagueiro Carlos Cuesta é titular do setor defensivo, mas pertence ao Galatasaray e exige um investimento de 5,75 milhões de euros (R$ 36,6 milhões) para compra definitiva; com o alto custo e a recente chegada de Gabriel Pereira, o Vasco reavalia a viabilidade econômica do negócio.

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Carlos Cuesta comemora gol marcado em Olimpia x Vasco
Emprestados até dezembro, Carlos Cuesta e Rojas exigem altos investimentos para compra definitiva e têm futuro incerto em São Januário (Foto: Matheus Lima / Vasco)

Candidatos a transferências e espaço reduzido

Outra frente de readequação envolve atletas com contratos mais longos, mas que perderam protagonismo no elenco e podem ser negociados na próxima janela. O ponta português Nuno Moreira é o exemplo mais claro desse cenário: destaque em 2025, ele acabou cortado até do banco de reservas contra o Coritiba. Já no setor ofensivo, Claudio Spinelli custou mais de R$ 12 milhões no início do ano e não entregou o retorno esperado, ficando sem espaço após as chegadas de Colidio e Bruno Duarte. Para fechar a lista, o zagueiro uruguaio Saldivia chegou a recusar propostas para sair no meio do ano, mas, por seguir na reserva, terá seu futuro reanalisado perante o novo teto estabelecido pela CBF.

Em contrapartida, o trio argentino formado por Facundo Colidio, Alan Lescano e Santiago Sosa está intocável. Donos de impacto imediato na arrancada da equipe no Brasileirão, os três são vistos como pilares técnicos inegociáveis para a sequência do projeto sob o comando de Pedro Emanuel.

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