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'Me vejo como qualquer técnico', diz Rubinho sobre suceder Bernardinho

Enquanto o técnico Bernardinho cumpre suspensão de dez jogos (restam oito), imposta pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), cabe ao assistente Rubinho comandar a Seleção Brasileira na Liga Mundial. Nesta sexta-feira, o desafio é contra a Austrália, às 14h (de Brasília), no Ginásio Adib Moysés Dib, em São Bernardo do Campo (SP). Os times se enfrentam de novo no domingo.

Confira um bate-bola exclusivo do LANCE! com o assistente, considerado possível sucessor de Bernardinho no comando da equipe nacional no futuro:

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O que muda com a sua presença no comando da Seleção? Tem uma diferença de estilos grande entre você, mais paciente, e o Bernardo, mais explosivo...
- Cada um tem a sua maneira de se portar no banco, na direção, mas todo o trabalho continua exatamente igual, os procedimentos são os mesmos nos treinamentos, nas preleções, enfim, nada mudou. Obviamente que me comporto diferente, já que cada um tem seu jeito, mas o trabalho é o mesmo.

Como é a convivência entre duas personalidades diferentes como a de vocês? É uma relação de brincadeiras ou um clima mais sério?
- Não existe essa diferença. Só se avalia a forma de atuação na beira da quadra, que é totalmente diferente do dia a dia, do trabalho, do treinamento. No dia a dia são duas pessoas bem tranquilas, que tem um pouco de diferença apenas perto da quadra. Fora dela, ele é absolutamente tranquilo.

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E depois dos jogos? Como é a conversa, em que momento falam sobre o que aconteceu? Ele dá muito pitaco sobre o jogo?
- Logo ao final do jogo, já conversamos, avaliamos e trocamos ideias. É muito importante dizer que não existe um procedimento diferente. A conversa acontece exatamente igual como se ele tivesse dirigindo e eu estivesse como assistente. O que acontece, agora, é que, um pouco mais de longe, aumenta o poder dele de boas observações sobre as situações de jogo. Já chego ao vestiário com um panorama bem interessante do que ele viu da partida. A condição de avaliação se tornou muito boa em relação ao que estamos planejando.

Poderia relembrar como foi sua chegada à comissão técnica?
- Na adulta, cheguei em 2006 para ocupar o espaço que era do Chico dos Santos, que saiu para ser técnico da seleção de Portugal. Vim da Seleção Brasileira juvenil, onde trabalhei durante 10 anos com o Marcos Lerbach e, por isso, tinha um bom conhecimento dos jogadores jovens, o que era interessante.

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Se vê como sucessor do Bernardo? É uma possibilidade?
- Me sinto nesta possibilidade como qualquer técnico brasileiro. Todo técnico tem como um dos objetivos dirigir a Seleção Brasileira, mas isso não é um pensamento para o momento. Agora, estamos focados na Liga Mundial.

O que deu para avaliar do time nesse começo de Liga Mundial?
- Foi um bom início, principalmente pela alternância dos jogadores. Conseguimos executar os planos que tínhamos para o fim de semana, fazer os testes para avaliações e dar tempo de jogo a vários jogadores, que era nosso interesse há muito tempo. Conseguimos manter um padrão, que ainda não é o ideal para as finais, mas que foi bom para o início.

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