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Valdivia: exame específico para diminuir as lesões

Cansados de ver Valdivia lesionado, os médicos do Palmeiras decidiram tentar algo novo. Na última semana, o chileno foi submetido a uma biópsia muscular para detectar de uma vez por todas o motivo de tantos problemas. O resultado sai nos próximos dias. Com isso, a comissão técnica vai manter a programação especial de treinos para o palmeirense ou até mesmo alterar a carga do trabalho dele. A intenção é deixá-lo pronto para uma possível semifinal do Estadual, dia 28 ou 29, contra Corinthians ou Ponte Preta.

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O Mago realizou esse exame na quarta-feira da semana passada. Dois dias depois, quando se dirigia para a sala de musculação durante o treino, ele apareceu com um grande curativo no braço esquerdo, local da retirada de um pedaço do músculo. Inicialmente, a assessoria de imprensa divulgou que o jogador teria retirado uma pinta do local. Tal justificativa tem uma razão: a intenção era não divulgar a biópsia para a imprensa.

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– A gente não passou uma coisa para a imprensa que eu passo agora. Na quinta, vamos receber um diagnóstico 100% certo de todas as condições que ele pode ter. Em cima disso, vamos trabalhar no que podemos fazer. Vamos saber se precisamos ou não mudar os treinamentos, se é ou não é aquilo que pensamos – afirmou o técnico Luiz Felipe Scolari, em uma entrevista à ESPN Brasil.

A biópsia muscular não foi a única avaliação feita por Valdivia. Junto com o elenco, ele passou por uma coleta de sangue para medir os níveis hormonais, de colesterol, entre outros. Como se recupera de lesão muscular na coxa esquerda, o camisa 10 ainda teve de fazer ressonância magnética e ultrassom para avaliar se o problema não tinha voltado.

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Desde seu retorno ao Alviverde, em agosto de 2010, já foram oito lesões musculares e apenas seis gols. Mesmo assim, o Mago ainda é a esperança na busca pelos títulos. Será que agora os problemas vão acabar?


Confira uma bate-bola com Paulo Zogaib, fisiologista do Palmeiras:

LANCENET!: Como é feito e para que serve esse exame feito no Valdivia?

PAULO ZOGAIB: Quando você faz uma biopsia muscular, determina a distribuição de fibra muscular que a gente tem. Há tipos de fibra, que simplificando são: fibra lenta e fibra rápida, e outros dois tipos intermediários, que se adaptam ou reagem conforme o estímulo de exercício que damos. A gente sabendo isso de um atleta, pode direcionar o treinamento de forma adequada, ver a condição da fibra do jogador, se há algum sofrimento da célula dele...

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LNET!: Só Valdivia fez esse exame?

PZ: A gente já tinha feito o DNA no grupo inteiro. Esses marcadores também dão informações desse tipo. Somado com a biopsia é uma informação a mais sobre ele. Com isso tudo, podemos tentar ver se há alguma alteração (no Valdivia).

LNET!: É comum esse procedimento?

PZ: É comum. A gente faz naqueles que saem um pouco da média do grupo. Quem responde de forma diferente, fazemos para entender melhor a musculatura do atleta.

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Confira um 'com a palavra' de Marcelo Cavalheiro, médico ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein:

"Quando o atleta começa a apresentar uma série de lesões, imagina-se que há algo de errado com a musculatura. Normalmente, o exame de imagem e o laboratorial são suficientes para entender o que há de errado.

A biópsia muscular é a última alternativa, em que se pega uma amostra do músculo para estudar em laboratório. O uso desse exame em atletas é a exceção da exceção.

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O Valdivia tem um histórico de atleta de ponta, o que mostra que a musculatura é boa. A biópsia podeencontrar doenças degenerativas, mas, no caso, já está provado que ele não tem. Acredito que o exame não vai fazer muita diferença."


Todas as lesões do Mago

Outubro de 2010
Lesão na coxa esquerda, foi o início da tão temida fibrose no local.

Novembro de 2010
Novo problema na coxa esquerda, que o tirou dos últimos jogos do ano.

Janeiro de 2011
Dores nas duas coxas na pré-temporada e mais de um mês fora.

Março de 2011
Novamente o problema foi na coxa esquerda e mais um mês afastado.

Maio de 2011
Ruptura no músculo posterior da coxa esquerda e outro mês sem jogar.

Setembro de 2011
Dessa vez, lesão na coxa direita e mais 20 dias sem poder atuar.

Fevereiro de 2012
Lesão na coxa direita: sete jogos fora.

Março de 2012
Lesão no músculo posterior da coxa esquerda. Pelo menos 30 dias fora.

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