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Tão longe e tão perto: confira o contraste do Espírito Santo com os estados vizinhos

28/10/2015 06:24

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Fila de ingressos no Engenhão - Setor Sul (Foto: Carlos Eduardo Sangenetto)
Fila de ingressos no Engenhão - Setor Sul (Foto: Carlos Eduardo Sangenetto)

Tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe. O contraste dos finalistas do Campeonato Capixaba, Conilon e Aracruz, com os seus vizinhos é gritante. Além da estrutura e do nível técnico, a distância financeira assusta. Tanto em patrocínio quanto na folha salarial.

Para demonstrar em números, o LANCENET! comparou a folha salarial dos times que disputam o título do Espírito Santo com os estados vizinhos: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. O gráfico acima mostra o tamanho da diferença entre os times.

No caso do Conilon, a equipe tem um rendimento mensal de R$ 80 mil, pagos pela prefeitura de Jaguaré. O maior salário é de apenas R$ 4 mil, de Valter, Eduardo e Paulinho. O número é, nada menos, que 175 vezes menos que Deco, do Fluminense, recebe por mês.

O Aracruz ainda está atrás do rival em termos financeiros. O clube tem duas fontes de renda: a prefeitura e uma empresa de planos de saúde. Por mês, entram R$ 60 mil nos cofres. A folha salarial gira em torno de R$ 45 mil e o maior salário é de apenas R$ 2 mil por mês, pagos aos atletas mais experientes do elenco.

Diante de tanta dificuldade, o campeão capixaba sai neste sábado, às 16h. No jogo de ida deu Conilon: 2 a 1. Por ter se classificado melhor, o Aracruz precisa apenas de uma vitória simples. O jogo terá casa cheia, já que o Estádio do Bambu, com capacidade para 5 mil torcedores, foi liberado pelo Corpo de Bombeiros, após a própria torcida ter ajudado na construção de uma nova arquibancada.

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