São José faz apresentação de gala contra Guarani

A noite da última quarta-feira vai ficar gravada na memória do torcedor do São José. O bom futebol apresentado pela Águia do Vale na vitória por 3 a 1 sobre o Guarani, no Estádio Martins Pereira, empolgou os fanáticos pelo clube. O acesso, desejado há quase 12 anos, é visto por eles como cada vez mais próximo.

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Tamanho entusiasmo não é para menos. A equipe do técnico Tarcísio Pugliesi está invicta há cinco jogos e a um ponto da liderança do Grupo 2 do Campeonato Paulista da Série A2. Com 17 pontos, os joseenses ocupam a terceira colocação da chave, atrás de Atlético Sorocaba e XV de Piracicaba.

Já o Bugre, que era o líder do grupo até então, terminou a oitava rodada do Estadual na quarta colocação, também com 17 pontos. Além de cair posições, os campineiros perderam a invencibilidade na competição.

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O JOGO

O duelo entre São José e Guarani teve todas as características de uma decisão. Nas arquibancadas, o clima era de festa. Gritos de incentivo e de provocação ecoavam pelo Estádio Martins Pereira, que recebeu nesta noite o maior público pagante desta edição da Série A2 – 6.519 espectadores.

Dentro de campo, a Águia e o Bugre fizeram jus ao confronto com cara de final. Empurrada pela maioria dos torcedores, os joseenses foram quem tomaram a iniciativa de atacar nos primeiros minutos. O Guarani, por sua vez, não se intimidou com a pressão dos anfitriões e também criou bons lances para abrir o marcador.

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Com o jogo aberto, o gol era uma questão de tempo. E ele não demorou muito para sair. Aos 13 minutos, o ala-esquerdo Roque, do São José, recebeu um passe do volante Fábio Gomes e cruzou para área. Na disputa de cabeça, o atacante Léo Mineiro levou a melhor entre os adversários e marcou. 1 a 0.

A desvantagem no placar não foi motivo para desanimar o Bugre. Dois minutos após sofrer o gol, o zagueiro Aislan quase empatou o duelo. Se não fosse uma grande defesa do goleiro Ronaldo, a cabeçada do jogador colocaria a bola no fundo da rede.

Os visitantes aproveitavam que os joseenses erravam muitos passes para tentar empatar o jogo antes do fim do primeiro tempo. As inúmeras tentativas, no entanto, esbarravam na marcação do São José e a etapa inicial terminou com a Águia à frente do placar.

Para os 45 minutos finais, o técnico do Guarani, Argel Fucks, deixou o time campineiro mais ofensivo. O comandante sacou o volante Ronaldo para entrada do atacante Flávio. A mudança, realmente, fez com que os ataques do Bugre aumentassem. Porém, a defesa joseense estava bem postada e os ataques não conseguiam furar o bloqueio.

A grande exposição do Guarani deixou espaços para o São José contra-atacar. Aos 18 minutos, o meia Velicka foi derrubado dentro da área e o árbitro Salvio Spinola marcou pênalti. Na cobrança, o chute de Fernando Gaúcho foi defendido por Emerson, mas, no rebote, o atacante conseguiu fazer. 2 a 0.

Dez minutos depois, um pênalti aconteceu do outro lado do campo. Desta vez, o derrubado na área foi Fabinho. O atacante Marcos Denner foi o escolhido para cobrança, e ele não desperdiçou. 2 a 1.

Quando os campineiros pensaram que o empate estava próximo de conquistado, receberam um balde de água fria. Aos 37 minutos, Fernando Gaúcho aproveitou a assistência de Léo Mineiro e sacramentou a vitória joseenses. 3 a 1.

FICHA TÉCNICA

SÃO JOSÉ 3 X 1 GUARANI

Estádio: Martins Pereira, em São José dos Campos (SP)

Árbitro: Salvio Spinola Fagundes Filho

Assistentes: Marco Antonio de Andrade Motta Júnior (SP) e Alexandre de Oliveira (SP)

Público e renda: 6.519 pagantes – R$ 58.240

Cartões amarelos: Velicka, Fábio Gomes, Paulão e Zé Roberto (SJO); Rodrigo César, Ailson e Ronaldo (GUA)

GOLS: Léo Mineiro, aos 13'/1ºT, Fernando Gaúcho, aos 20' e 37'/2ºT, e Marcos Denner, aos 30'/2ºT.

SÃO JOSÉ: Ronaldo, Márcio Santos, Zé Roberto e Paulão; Lucas (Paulo Santos – 23'/2ºT), Fábio Gomes, Edmilson, Velicka e Roque; Léo Mineiro e Valdir Papel (Fernando Gaúcho – intervalo) (Juliano – 38'/2ºT) – Técnico: Tarcísio Pugliesi.

GUARANI: Emerson, Chiquinho (Dada – 31'/2ºT), Aislan, Ailson e Brida; Carlos, Ronaldo (Flávio – intervalo), Rodrigo César e Márcio Guerreiro (Raphael Aguiar – 23'/2ºT) ; Fabinho e Marcos Denner – Técnico: Argel Fucks.

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