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Roger supera 'fama ingrata' e esbanja disposição

Barcelona levanta troféu após vitória contra o Real Madrid (Foto: Albert Gea/Reuters)
Barcelona levanta troféu após vitória contra o Real Madrid (Foto: Albert Gea/Reuters)

O meia Roger já ouviu muitas vezes em sua carreira a alcunha de "chinelinho". O termo se refere ao jogador que não se dedica nos treinos e jogo, além de ficar muito tempo no departamento médico, mesmo sem lesões. No Cruzeiro, porém o armador tem mudado esse estigma. Contra o Avaí, Roger atuou com o tornozelo bastante inchado e contra o Atlético-PR, hoje, às 19h30, também vai a campo sem a completa recuperação do local.

O jogador até abdicou de uma melhora rápida da contusão para poder estar em campo, ajudando os seus companheiros com sua técnica, liderança e experiência para recolocar o Cruzeiro no caminho das vitórias. Roger revelou que tem sentido dor e teve que se acostumar com ela para poder entrar em campo contra o Avaí, no sábado passado.

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- Acho que é um momento difícil e me senti na obrigação de ajudar de alguma forma. Fui treinando gradativamente durante a última semana, sentindo a dor e tentando assimilar da melhor forma para poder jogar. Deu para jogar bem (contra o Avaí). Agora é ir tratando e jogando. Lógico que se parasse ia melhorar mais rápido, mas a hora é de ajudar, de estar em campo, não é hora de estar no separtamento médico – ponderou.

Sobre a fama de "chinelinho", Roger não se importa e deixa que os números falem por ele.

- Isso foi uma época no Corinthians, que um comentarista usou isso. Tenho histórico muito bom no Corinthians, joguei 2 anos e alguma coisa. Nesse tempo eu quebrei a perna e fiquei sem jogar. Então é uma média muito boa de estar em campo - lembrou.

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Na Raposa, o armador já possui 67 atuações, sendo que, desde a sua primeira partida, foram realizados 101 jogos – aproveitamento de 66%. O jogador se lesionou algumas vezes com a camisa celeste, fora as suspensões e algumas partidas que passou no banco de reservas.

- Sei do meu comprometimento, sei da minha entrega. Vocês podem perguntar para todos os clubes que passei da minha disposição de estar em campo mesmo com dores. Já me doei bastante. Por isso estou com 33 anos, em um clube grande, com um bom contrato e sendo elogiado a cada jogo. Essas coisas que falam tento deixar fora porque não faz parte da minha vida - finalizou o meia, esperança celeste para essa noite.

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Tosse também incomoda

Não bastasse o tornozelo lesionado, Roger também está com uma incessante tosse, que o prejudica nos treinos, jogos e, até mesmo, nas entrevistas. Com a rotina intensa de viagens, o armador não consegue ir a um médico diagnosticar o problema.

- Estou tossindo há um mês e meio e não consigo ir a um especialista para ver o que é. Já cobrei do doutor, mas está difícil, com essa correria de viagem pra lá e pra cá.

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Mas será que a tosse incomoda também dentro de campo, atrapalhando o desempenho do jogador com a camisa do Cruzeiro? Roger não tem dúvidas e crava:

- Atrapalha muito (o rendimento ), mas estou sem tempo e a fase não está para ficar fora. Então nos sacrificamos de todas as formas para ajudar – afirmou.

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