'Queria muito ir ao Pré-Olímpico', diz Varejão

- Matéria
- Mais Notícias
Anderson Varejão está triste. Operado no último dia 15 de fevereiro de uma lesão na perna direita (veja mais ao lado), o ala-pivô sabe que muito dificilmente poderá defender a Seleção Brasileira no Pré-Olímpico das Américas, no fim de agosto.
A competição é a primeira de duas chances que o Brasil terá de voltar à Olimpíada, a qual não joga desde a edição de Atlanta, em 1996.
– Quando machuquei, achei que não fosse nada sério. Torcia, na verdade, para que não fosse nada de mais grave, porque queria muito dizer que vou estar com a Seleção Brasileira no Pré-Olímpico. Mas não posso falar isso. Hoje é muito difícil que eu esteja. Fico chateado, triste – afirmou em entrevista exclusiva ao LANCENET!, por e-mail.
Neste papo , ele fala também sobre o Cleveland Cavaliers, time de pior campanha da NBA, e a falta que a equipe sente de LeBron James.
LANCENET!: Como será sua recuperação, quanto tempo durará e como será sua rotina de exercícios?
Anderson Varejão: Já iniciei a fisioterapia. E vai ser assim durante algumas semanas. A lesão foi séria, a cirurgia, apesar de não ter riscos maiores, foi delicada, é uma recuperação lenta e estou concentrado nisso, para voltar bem e 100%. Sei que não vai ser rápido, esse é um momento de paciência e dedicação integral na fisioterapia.
LNET!: Sua participação no Pré-Olímpico será muito difícil de ocorrer. Como você se sente sabendo que vai perder esta principal competição? Pretende ir para a Argentina passar um apoio moral?
A.V.: Quando machuquei, achei que não fosse nada sério. Torcia, na verdade, para que não fosse nada de mais grave, para poder seguir jogando a temporada e porque queria muito dizer que vou estar com a Seleção Brasileira no Pré-Olímpico. Mas não posso falar isso. Hoje é muito difícil que eu esteja, improvável que eu tenha condições de jogo no meio do ano, porque, como falei, a recuperação é lenta. Fico chateado, triste pela lesão, porque não pude ajudar o Cleveland na temporada e porque não devo ter condições de defender o Brasil.
LNET!: Acredita que mesmo sem a sua presença e, provavelmente, do Leandrinho o Brasil tem boas chances de classificar para a Olimpíada?
A.V.: Independentemente de quem vai estar no Pré-Olímpico, quem vai jogar é o Brasil e a camisa da Seleção Brasileira está acima de tudo. Não somos uma equipe de dois, três, quatro jogadores, somos um grupo, um grupo forte e que vai à Argentina buscar uma vaga para as Olimpíadas de Londres. Quem for, quem estiver representando o país, vai para conquistar a classificação e para lutar pelo título também.
LNET!: Teme que se o Brasil não se classifiqueu para esta Olimpíada você não tenha mais condições de jogar uma ou ainda estará em boas condições no Rio-2016, quando terá 33 anos?
A.V.: Não estou pensando nisso. Não gosto de pensar na possibilidade da derrota, não me ajuda nada, procuro pensar sempre na luta pela vitória, porque o objetivo é sempre vencer. E o Brasil tem que pensar nas Olimpíadas de 2012, a meta é essa, não estamos pensando em 2016, queremos a vaga para Londres.
LNET!: Quem você vê como bons substitutos para a sua posição neste Pré-Olímpico?
A.V.: Temos um grupo muito bom, muito forte e o Magnano tem boas opções para todas as posições na equipe.
LNET!: O que pretende fazer neste tempo afastado das quadras? Virá para o Brasil passar um tempo aqui?
A.V.: Estou em Cleveland e vou ficar aqui me recuperando, fazendo fisioterapia e, assim que possível, começar a cuidar da parte física também. Vou estar com a equipe a maior parte do tempo, apesar de estar machucado, faço parte do grupo e gostou de estar perto de todos. Só devo ir ao Brasil no meio do ano, nas férias aqui da NBA.
LNET!: Como você vê a fase que o Cleveland está passando? Como explicar um momento tão ruim para o time? Isso mostra que o LeBron é um cara insubstituível?
A.V.: Não é boa, nada boa, mas, apesar dos resultados ruins, a equipe mostrou força. LeBron era um jogador importante para a equipe, sim, é um jogador de muita qualidade, mas ninguém é insubstituível. O Cavs fez bons jogos, mas teve problemas, lesões, desfalques, perdeu partidas no final, enfim, se não venceu muitos jogos, ao menos mostrou vontade, garra, empenho, não desistiu e isso foi reconhecido pelos nossos torcedores. Temos um grupo forte e comprometido, que mostrou união e vontade para superar esse momento ruim. Foi um alívio, mas deu orgulho ver que ninguém se entregou, que estamos tentando fazer um bom final de campeonato.
LNET!: Como está sua vida aí em Cleveland. Ilgauskas, LeBron saíram. Você passou a ser o maior ídolo aí?
A.V.: Não sei se sou o maior ídolo. Eu faço parte da equipe e tenho uma relação muito boa com os torcedores, de muito carinho e respeito.
LNET!: Tem recebido mensagens de apoio nesta sua recuperação?
A.V.: Sim, muitas, algumas bem bacanas, inclusive de crianças, e isso me deixa muito orgulhoso, muito feliz. Tenho uma relação muito boa com os meus fãs, sei o quanto isso é importante e o quanto isso me faz bem. Quero agradecer a todos pelas mensagens de força, da torcida pela minha recuperação, e quero voltar bem, vou voltar bem.
- Matéria
- Mais Notícias















