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Promessa do bicicross para 2016 completa dois anos sem competir

28/10/2015 06:12

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Nova Camisa do Real Madrid (Foto: Reprodução)
Nova Camisa do Real Madrid (Foto: Reprodução)

Em 2010, tudo levava a crer que a  brasileira Mayara Perez seria nome certo do país na Olimpíada do Rio-2016 nas provas de bicicross. Há dois anos, a atleta, então com 17 anos, representou o Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude em Cingapura, foi eleita a vencedora do Prêmio Brasil Olímpico em sua modalidade e tinha no currículo um bicampeonato mundial sub-15. Mas hoje, apesar do desempenho promissor, ela completa dois anos longe dos pedais.

Pouco depois da Olimpíada da Juventude na Ásia, Mayara decidiu largar as competições. Após o evento em Cingapura, a ciclista ainda competiu no Mundial Júnior, em que ficou em sétimo lugar. Mas, em seguida, abandonou o esporte de alto rendimento.

Mayara era uma aposta do esporte nacional. Em sua preparação para os Jogos da Juventude, ela passou  quatro meses no Centro Mundial de Ciclismo, em Aigle, na Suíça, mantido pela União Ciclística Internacional (UCI). A agora ex-atleta e outros cinco ciclistas brasileiros foram enviados ao local por meio do projeto Solidariedade Olímpica, e que mobilizou  entidades como o COB, COI e a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).

Com a preparação especial, criou-se uma expectativa sobre o desempenho da brasileira na Olimpíada da Juventude, mas que  não foi correspondido. Devido ao sistema de disputa do  ciclismo em Cingapura, todos os atletas tiveram de pedalar em provas de estrada, mountain bike e bicicross. Mayara venceu em sua especialidade, mas  não foi bem nas outras duas. Com isso, não obteve medalha.

Nascida em Sorocaba (SP), Mayara vive hoje em Florianópolis (SC) e cursa o primeiro ano no curso de Direito na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ela levou para a cidade sua bicicleta, mas ao invés de pedalar em uma pista de bicicross, a ex-atleta dá voltas pelas ruas como lazer.

De fala tímida, Mayara explicou em poucas palavras o motivo de ter se aposentado precocemente.

–  Aconteceu muita coisa. Na verdade eu não via muito futuro. Não pela minha capacidade, mas pela falta de apoio. Eu até poderia ter futuro, mas isso seria até os 25 anos. E depois? – disse a ex-atleta.

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